Blog de Tec

Nada que é digital nos é estranho

 

Leia entrevista com desenvolvedor africano

BRUNO ROMANI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

No caderno Tec de hoje, você lê uma reportagem sobre desenvolvedores africanos que, por meio de um concurso, criaram aplicativos para celular para melhorar a vida naquele continente.

A Folha conversou com o membro de uma equipe que criou um aplicativo que permite o cidadão reportar em tempo real situações de corrupção.

Por motivos de segurança, ninguém da equipe se apresenta com seu nome real. O desenvolvedor se apresenta apenas como “Chipotle”. Leia a entrevista abaixo.

Folha - O que celulares e aplicativos pode fazer pelo continente africano?
Chipotle - 
Os celulares mudaram a África. O uso deles, por exemplo, mudou o quanto agricultores recebem pelos seus produtos quando vão ao mercado. Com a penetração dobrando a cada ano em alguns países, celulares e aplicativos, como o nosso e o ganhador do Apps4Africa, o iCow, têm o potencial de mudar o fluxo de informações, e as ações que as pessoas vão tomar baseadas nessa informação.

O seu aplicativo vai atingir o estágio comercial? Como você está planejando distribuí-lo?
O nosso aplicativo não atingiu o estágio comercial. Nós estamos levantando fundos e trabalhando em um projeto piloto para provar o seu conceito e definir com segurança as relações com cidadãos, governos, ONGs e mídia.
Dada a natureza de onde mora a corrupção, o aplicativo será multiplataforma, que está programado para aparecer no iPhone, Android, BlackBerry e outros celulares que não dependem de aplicativos e sim de controle de voz. Elementos do aplicativo serão de graça, incluindo uma função básica de denúncia. Porém funções mais avançadas serão pagas.

Por que a África nunca é associada à programação de computadores? O que é preciso para isso mudar?
Até pouco tempo atrás, o desenvolvimento de tecnologia na África foi duro porque muitos países, como Uganda, Costa do Marfim e Angola, não têm a infraestrutura que permita que programadores sejam treinados e trabalhem.
Isso vai desde equipamentos (computadores confiáveis e baratos, energia elétrica, estradas e banda larga) a educação que permita até mesmo que autodidatas se tornem programadores.
Coisas como netbooks, cabos de fibra ótica, desenvolvimentos em Wi-Fi e banda larga móvel, e outros projetos culturais e governamentais estão mudando isso.
De longe, a maior necessidade para desenvolver software na África é capital. Talentos e ideias existem, mas a corrupção que desvia os limitados recursos dificultou o progresso do desenvolvimento de tecnologia.

Você acha que os aplicativos têm o poder de solucionar os problemas ignorados tanto por governos como por países desenvolvidos?
Aplicativos são uma ferramenta nesse portfólio. Aplicativos podem desenvolver e enviar informações para as pessoas certas, permitindo uma análise mais rápida e inteligente do que antes.
Mas aplicativos não são a chave para todos os problemas do mundo. Até o nosso aplicativo, que reporta corrupção, está repleto de desafios do comportamento humano, da história legal e das percepções culturais.
A corrupção apresenta dois desafios. Um é que ela não é reportada, dada a natureza sombria das transações ilegais. Assim, embora nossos relatórios sejam sobre corrupção, existem poucos dados sobre ela.
O segundo desafio é que uma vez revelada, temos que saber o que fazer com esses dados e como cortar isso. O objetivo do K Fighter é dar às pessoas o poder de começar o diálogo sobre esses desafios tendo o cidadão em mente.

Qual foi a inspiração para o seu aplicativo?
Dada a natureza conectada do mundo, nós tivemos múltiplas fontes de inspiração. Uma nasceu da frustração de tentar começar um negócio no leste africano tendo que lidar com corrupção, no qual um sentimento de impotência permeava as transações.
A outra envolve experiências anteriores, impulsionada pela corrupção e falta de responsabilização em casos no México. Com o fluxo de ideias, essas duas se encontraram gerando uma colaboração entre países do sul para lutar contra cleptocratas.

Escrito por Rafael Capanema às 02h08

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Serviço on-line apresenta novas músicas e informações sobre bandas

Aleatório

O Shuffler.fm tem uma proposta bem interessante: você escolhe um gênero musical (rock, indie, techno, house, folk, jazz, entre outras dezenas de opções) e o serviço seleciona, numa rádio on-line, vários artistas do seu estilo musical preferido. Ótimo para conhecer bandas novas - mas até aí nenhuma novidade.

O trunfo do Shuffler é que ele mantém as informações da música que está tocando numa barra no topo da navegação e carrega, logo abaixo, um post de algum blog que fale sobre o grupo ou artista em questão.

Além de conhecer músicas novas, você também já fica sabendo imediatamente mais sobre sua nova descoberta musical.

Os posts são em inglês na maioria das vezes, mas existem alguns em francês, russo e outras línguas estranhas (nesse caso, se você não for um poliglota, dá para pelo menos aproveitar as imagens dos artistas e outras informações universais, como capas de CDs e outras músicas postadas no blog).

Acesse: Shuffler.fm

Escrito por Alexandre Orrico às 19h52

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Isso é que é aplicativo de revista para iPad

"Esquire"

Vídeo do Mashable:

Escrito por Rafael Capanema às 16h32

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Ouça música sobre o fundador do Facebook

Rap da rede social

CARLOS OLIVEIRA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Dizem que, aqui no Brasil, um assunto só vira viral mesmo quando ganha versão funk. Lá fora não é muito diferente.

@jkila, autoproclamado "superstar do rap", fez um perfil musical de Mark Zuckerberg, fundador e executivo-chefe do Facebook, em um corajoso hino de homenagem aos nerds cheios da grana.

Com direito a samples dos corais de "Creep" (Radiohead), presentes no trailer de "A Rede Social", e letra seca e precisa, "CEO (The Social Network Rap)" é uma aposta certa para hit do ano. Ou não.

A boca desfigurada à lá Annoying Orange assusta um tanto, mas a música cumpre seu papel: gruda que nem chiclete em sola de sapato. E há ainda um generoso link para baixá-la.

Para não dizer que não falei dos clássicos, segue a necessária "White & Nerdy", do grande "Weird Al" Yankovic.

(Via TechCrunch)

Escrito por Rafael Capanema às 19h01

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Dinossauro robótico chama atenção para questão ambiental na Ceatec

Ceatec 2010

(Foto: Amanda Demetrio/Folhapress)

Um dinossauro gigante reuniu uma multidão ao seu redor nos primeiros dias da Ceatec, feira de tecnologia que ocorre na província de Chiba, no Japão, durante esta semana.

Mas, para a decepção dos visitantes, o bicho não representa nenhum grande avanço da robótica. Segundo Fumiko Sasaki, representante da empresa, a Tyco Eletronics decidiu trazer o dinossauro de volta para chamar a atenção para a questão ambiental e para a necessidade de se fazer o uso correto da energia.

"Ele desapareceu por causa das mudanças climáticas e o trouxemos de volta como um alerta", disse.

Captei um vídeo da atração. Vejam:

A jornalista AMANDA DEMETRIO viajou a convite da Panasonic

Escrito por Amanda Demetrio às 13h23

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

"Guardian" mostra quem processa quem

Quadrilha

A Elan processa a Apple, que processa a HTC e a Nokia, que processa a própria Apple e a Qualcomm, que também processa a Nokia, que processa a Sharp, que não processa ninguém.

O gráfico, sobre patentes de tecnologia móvel, é do Technology Blog do "Guardian".

Escrito por Rafael Capanema às 17h55

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Ver mensagens anteriores

PERFIL

O Blog de Tec é uma extensão da cobertura sobre tecnologia da Folha. É produzido por Alexandre Orrico, Emerson Kimura e Rafael Capanema.

BUSCA NO BLOG


SITES RELACIONADOS

RSS

ARQUIVO


Ver mensagens anteriores
 

Copyright Folha.com. Todos os direitos reservados. � proibida a reprodução do conteúdo desta página
em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha.com.