Blog de Tec

Nada que é digital nos é estranho

 

Facebook

Dificultando relacionamentos

O Orkut já nos mostrou que as redes sociais podem atrapalhar as relações reais. Atualizou fotos suspeitas? Tirou o "namorando" do perfil? Recebeu um scrap indesejado? O que as atualizações de perfis já causaram de crise em namoro é algo fora do comum. E agora é a vez do Facebook, veja o vídeo abaixo (em inglês):

E sempre se lembre: "é só um site" (como se diz no começo do vídeo).

(via Mashable)

Escrito por Amanda Demetrio às 16h21

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Woofer

O anti-Twitter

Se você não se contenta com os 140 caracteres do Twitter, deve saber que surgiu o "arquiinimigo" do site, o Woofer. Neste último, as mensagens devem ter, no mínimo, 1400 caracteres. Invés do passarinho do microblog, surge um cachorrinho. E o melhor: você pode postar com o seu usuário do Twitter.

O site é um projeto de uma pequena empresa de Washington, que faz projetos on-line de entretenimento para mudar o jeito como as pessoas usam a internet.

Escrito por Amanda Demetrio às 15h58

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Internet vai matar a televisão

YouTube

Filipe Redondo/Folha Imagem

Não é o YouTube que matará a televisão, mas sim a internet. A opinião é de Chad Hurley, cofundador do site de compartilhamento de vídeos YouTube.

Pela primeira vez no Brasil para participar do Digital Age 2.0, evento que discute novos caminhos para a internet, Hurley falou sobre o futuro da ferramenta, uma das líderes em audiência na rede.

“A ideia de transmissão ao vivo está morta. Claro que no futuro ainda teremos a experiência de ver TV, talvez em eventos ao vivo. Mas a ideia de uma família sentada no sofá, às 20h, esperando um programa, não vai mais existir”, disse.

Para se tornar cada vez mais o lugar que as pessoas procuram quando querem ver televisão, o YouTube tem uma meta tão ambiciosa quanto a do Google, que adquiriu a ferramenta por US$ 1,65 bilhão em 2006: organizar e disponibilizar toda a informação do mundo _nesse caso, os dados em vídeo, disse Hurley.

A equipe de engenheiros do YouTube tem se concentrado em fazer melhorias na plataforma, no intuito de tornar o envio e a visualização de vídeos mais rápidos. A cada minuto, os usuários do site enviam o equivalente a 24 horas de conteúdo, segundo o cofundador.

A interface também passará por mudanças em breve. “O site é poluído, e eu pressiono muito os designers. Nos próximos meses, o YouTube se tornará uma experiência mais limpa e centrada no vídeo”, afirmou.

Outro objetivo é fazer investimentos que credenciem o YouTube como ferramenta de exibição de conteúdos longos e em alta definição. “Quando criamos o site, queríamos a maior audiência possível. Os vídeos eram curtos, de baixa qualidade. As pessoas pensam que é só isso hoje também. Mas temos vídeos em alta definição. E queremos ser uma opção de distribuição de vídeos em qualquer suporte, do computador ao celular.”

Sem revelar a quantia de investimentos na ferramenta nem o quanto ela rende, Hurley citou que a equipe vem desenvolvendo modelos de negócios eficientes _o último trimestre foi o de maior arrecadação desde a criação do serviço, há quatro anos.

Outro passo que tem ganhado destaque é o investimento em publicidade e em rentabilização dos usuários. “Queremos desenvolver melhores maneiras de disponibilizar propaganda para os usuários. Queremos que o conteúdo tenha relevância, que tenha a ver com o que ele vê e com o que gosta.” O modelo, no entanto, ainda está longe de ser formalizado. “Conteúdos diferentes exigem formatos (publicitários) diferentes.”

Indagado sobre como acha que o YouTube será daqui a dez anos, Hurley ponderou: “É difícil, porque não existimos nem há cinco anos. Vai haver carros voando, máquinas do tempo... Não faço ideia. Espero que a experiência do usuário seja mais rápida, que o catálogo de vídeos seja mais completo e diversificado. E que tenhamos a resposta para o que devemos ver em seguida”.

Escrito por Daniela Arrais às 09h26

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Fundador da Zappos fala no Digital Age

Vende-se felicidade

Daniela Arrais/Folha Imagem

Quando começou sua empresa há dez anos, Tony Hsieh queria atrair clientes com uma grande quantidade de produtos _mais especificamente, sapatos. Dez anos depois, seu objetivo é entregar felicidade a todo mundo que está envolvido nos negócios, desde os clientes até os investidores, passando, é claro, pelo investidores.

Hsieh é o presidente-executivo da Zappos, loja on-line especializa em roupas e sapatos que faturou mais de US$ 1 bilhão em 2008. No último mês de julho, a empresa foi comprada pela Amazon, por US$ 928 milhões. Convidado do Digital Age 2.0, que ocorre em São Paulo hoje e amanhã, Hsieh focou sua palestra em satisfação do consumidor.

Citando livros como "Tribal Leadership", "Four hour work week" e "Hapiness Hypothesis", Tony dividiu os segredos que fazem da Zappos uma empresa de sucesso. O principal deles é se manter sempre conectado com o consumidor. Para isso, vale usar o "ultrapassado" telefone, que, segundo Hsieh, continua sendo uma das ferramentas mais eficazes de relacionamento entre empresa e cliente.

"Na maioria dos sites, é difícil achar o contato da empresa. A gente colocou um número gratuito em toda página. Porque, na verdade, a gente quer falar com nossos clientes", disse. "E quando os clientes conseguem falar conosco, vão lembrar disso, vão falar para os amigos e para a família."

Oferecer remessa gratuita e garantir a devolução dos produtos por 365 dias também contribuem para o alcance da marca.

Hsieh começou a carreira de empreendedor nos corredores da faculdade, quando vendia pizzas. Em 1996, fundou a LinkExchange, empresa de propaganda on-line que foi comprada pela Microsoft por US$ 265 milhões. Em 1999, lançou o fundo de investimento Venture Frogs. Com o montante levantado, investiu na Zappos, criada em 1999.

Hoje, a empresa tem um 1.300 funcionários _metade baseados em Las Vegas, metade em Kentucky. A empresa conquistou o 23º lugar na lista da revista "Fortune" de 100 Best Companies to Work For (as cem melhores empresas para se trabalhar).

Para fazer a Zappos crescer, Hsieh investe, também, em "company culture", ou seja, os valores que fazem uma empresa única. Antes de serem contratados, por exemplo, os funcionários passam por duas entrevistas. Ao final, a empresa oferece US$ 2 mil para a pessoa deixar o futuro cargo. "Não queremos pessoas que estão lá pelo contracheque, mas que queiram se dedicar, que acreditem em nossa cultura", disse. Em 2007, cerca de 3% pegaram a oferta. Neste ano, o índice foi de menos de 1%, segundo ele.

Para a felicidade ser o motor da empresa, Hsieh indicou algumas posturas que tenta incentivar em seu time: entregar serviços surpreendentes, encorajar e dirigir mudanças, criar diversão e um pouco de loucura, ser aventureiro, criativo e ter a mente aberta, ir em busca de crescimento e conhecimento, construir relações de comunicação abertas e honestas, construir um time positivo, com espírito de família, fazer mais com menos, ser apaixonado e determinado e humilde.

"As pessoas são muito ruins em prever o que vai deixá-las felizes", disse, acrescentando a importância de fazer algo por prazer, e não só pelo dinheiro. Bom papo que misturou empreendedorismo com auto-ajuda.

Escrito por Daniela Arrais às 11h17

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Ações no Brasil

Realidade Aumentada


Como você pode ver na edição desta quarta-feira, a realidade aumentada - inserção de elementos virtuais no real - deve tomar conta do nosso dia a dia nos próximos meses e anos. Aqui no Brasil, já podem ser vistas algumas ações publicitárias.

Algumas marcas que entraram na onda foram a Doritos, a Skol e a Chevrolet. Entre as revistas, a tecnologia também está ficando popular: Playboy, Trip e Galileu aderiram à experiência. O Festival de Verão de Recife também é um exemplo legal.

Em solo brasileiro, também temos uma experiência de realidade virtual - aquela quando o mundo real é todo "mascarado" e só podemos ver o virtual. O exemplo é a "Caverna Digital", da USP (Universidade de São Paulo), desenvolvida pela agência Absolut Technologies. Leia mais sobre o assunto na página deles.

Por fim, não deixe de testar o nosso experimento em www.folha.com.br/0923615. O marcador está impresso no caderno!

Escrito por Amanda Demetrio às 03h12

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Music Gaming

Novo Blog

O nosso jeito de fazer, ouvir e pensar a música está mudando com as ondas de jogos como o Guitar Hero e Rock Band. Seguindo essa tendência, surgiu o blog Plastic Axe, que fala do "music gaming" - basicamente, desses jogos que envolvem música. Os posts são bons e trazem uma seleção de músicas com links para download. O site também traz uma página com uma boa coletânea de músicas desses jogos, com links para download.

Na mesma área, temos o brasileiro Console Sonoro, que também vale conferir.

Escrito por Amanda Demetrio às 17h57

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Como é o rosto dos gamers?

Playstation

Quantas caras e bocas você faz ao jogar videogame? A nova propaganda do Playstation 3 mostra um pouco isso

 

Escrito por Daniela Arrais às 17h47

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Time elege 50 melhores sites de 2009

Top

A Time divulgou sua lista com os 50 melhores sites de 2009. Entre os eleitos, estão Flickr, Delicious, Metafilter, Skype, Boing Boing, Google, Hulu, Internet Archive e Spotify

Leitura ideal para quem enjoou dos endereços que já conhece e busca novidades

Confiram a lista completa: http://www.time.com/time/specials/packages/completelist/0,29569,1918031,00.html

Escrito por Daniela Arrais às 17h39

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Veja animação feita com Lego

Vídeo

 

Após passar 1.500 horas movendo pecinhas de Lego e tirando fotos delas, Tomas Redigh fez o vídeo em stop motion "8-bit Trip", que faz uma homenagem a videogames que marcaram a era 8-bit, como Tetris e Pac-Man. A música é de Daniel Larsson

Quem é fã de games vai adorar!

Escrito por Daniela Arrais às 10h01

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Bela atriz esconde perigos

O risco da curiosidade

 

 Pesquisar na internet em busca de fotos e fofocas de celebridades pode parecer uma atividade inócua, mas tem também um quê de aventureira.

Isso porque os cibercriminosos da vida já perceberam que os fãs e fetichistas são também muito descuidas. Aproveitando-se disso, escondem armadilhas em páginas referenciadas com nomes ou fotos de celebridades, que passam a ser fonte de risco, além de inspiração para seus seguidores.

O mocinho Brad Pitt era o nome de maior risco, mas perdeu o posto para a bela Jessica Biel (foto EFE), segundo o mais recente relatório da fabricante de antivírus McAfee.

Segundo o relatório, quem lança uma busca com o nome na atriz ou "Jessica Biel downloads" ou ainda buscando fotos ou vídeos da musa tem uma chance em cinco de chegar a um site que traz algum tipo de ameaça (spyware, vírus, phishing e quetais).

No segundo posto como tema mais arriscado de busca está a atriz e cantora Beyoncé. A brasileira Gisele Bündchen aparece na sexta colocação entre as 15 celebridades de risco...

Para fazer o ranking de celebridades mais perigosas na Internet, que está na sua terceira edição, a McAfee utilizou uma tecnologia própria para compilar os nomes de celebridades que geram o maior número de sites arriscados e a maior porcentagem geral de risco através das pesquisas na web.

Escrito por Rodolfo Lucena às 15h55

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Ilustração para quem passa horas na internet

Vício

Você também perde horas do seu dia usando Gmail, Blogger, Twitter, Facebook? Então deve ter se identificado com a ilustração acima, que diz "quero minha vida volta!"

Via The Next Web

Escrito por Daniela Arrais às 16h54

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Qual é a cara de cada site?

Personagens

 

Se sites e redes sociais tivessem a cara de uma pessoa comum, qual seria? O usuário do Deviantart elotirien resolveu ilustrar a cara e o jeitão do Facebook, do Twitter, do MySpace, da Wikipédia, do Deviantart, do YouTube e do Google

Enquanto o Twitter é o mais novinho, o YouTube parece ser o mais "revoltado". O Google, como era de se esperar, tem cara de "sabe-tudo"

Vejam em tamanho maior: http://elontirien.deviantart.com/art/Internet-University-Cast-120846620

Via Mashable

Escrito por Daniela Arrais às 15h25

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Entrevista com Mark Warshaw e Geoffrey Long

O futuro das histórias

Durante a última semana, conversei com dois pensadores que não ficam aquém da expressão “gênio”.  Mark Warshaw, um americano de 34 anos, já trabalhou nos seriados “Heroes” e “Smallville” e hoje tem uma empresa que pensa como os jeitos de contar histórias podem ajudar as pessoas no processo de aprendizado. Geoffrey Long, outro americano, de 31 anos, é pesquisador do MIT (Massachusetts Institute of Technology) e trabalha querendo expandir o que as pessoas pensam sobre os videogames. Os dois têm em comum o interesse pela narrativa transmídia – o ato de contar as histórias em múltiplas plataformas, segundo Warshaw.

Os dois estarão com o brasileiro Maurício Mota no “Descolagem”, evento que irá pensar o jeito como a convergência de culturas afeta a educação e o entretenimento. A discussão ocorre no dia 22 de agosto, às 15h, no Rio de Janeiro. A entrada é franca, mas é necessária uma inscrição prévia. Veja mais detalhes em nave.oi.com.br.

O resultado final das conversas saiu nesta quarta-feira na Folha. Confira aqui as íntegras das entrevistas concedidas com exclusividade.

Segue a a primeira parte da entrevista feita com o Mark Warshaw (as perguntas foram feitas originalmente em inglês):



FOLHA – O que é a narrativa transmídia e como ela afeta o jeito que as pessoas ouvem histórias?

MARK WARSHAW – Narrativa transmídia é usar múltiplas plataformas de mídia para contar uma história maior. Mas, invés de copiar e colar a história para cada meio, nós criamos e desenvolvemos histórias de jeitos diferentes, usando o que há de melhor em cada meio.

FOLHA – Quando você começou a trabalhar nessa área?

WARSHAW – Eu comecei a trabalhar com isso em 2001, o ano do começo de “Smallville” [a série de televisão]. A Warner Bros. estava procurando um jeito de trazer para a TV o sucesso da narrativa transmídia criada para o filme “A Bruxa de Blair”. Eu me interesso pela internet como um meio de contar histórias desde que eu filmei um curta em 1997. O personagem principal do filme era um desenvolvedor de web. Ele plantou em mim a ideia do vídeo feito por meio de um clique. A aplicação disso na narrativa transmídia me deixou fascinado. Então, quando a produção me ofereceu o trabalho em “Smallville”, eu me joguei na oportunidade para ajudar a contar a história do Super-Homem na internet. Eu cresci com os filmes do Christopher Reeve, os quadrinhos de super-heróis e “Star Wars”. Foi uma oportunidade perfeita para mim na época e a Warner me apoiou bastante. Eles nos permitiram testar os limites dessa narrativa nesse novo meio [a internet] e outros, como celulares. Fazendo isso, eu aprendi o conceito de criar uma narrativa transmídia.

FOLHA – Você pode falar um pouco das mudanças no jeito de contar histórias desde que você começou a trabalhar com isso?

WARSHAW – Desde que eu comecei, os meios mais maduros baixaram as paredes de medo e resistência aos meios emergentes. Agora, isso está virando uma parte essencial do ato de se contar histórias. Muitos produtores de TV estão se ligando a plataformas como Twitter e aplicativos de iPhone para estender suas histórias. Todos os estúdios estão com seus olhos voltados para a próxima geração de ferramentas que poderá ajudá-los a distribuir seus conteúdos. É tudo sobre trazer as histórias para lugares cheios de significados.

FOLHA – Quais são as próximas plataformas que você pretende adicionar ao seu jeito de contar histórias nos próximos anos?

WARSHAW – Eu estou trabalhando com a nova fase do “Melrose Place” [seriado de TV] e o Twitter faz parte do plano de narrativa transmídia. Eu quero usar meios e tecnologias emergentes para criar mais ações off-line, como cartazes, grafite, pontos de ônibus e eventos ao vivo. Para conectar o digital com a vida real. As pessoas precisam ter mais experiências concretas, invés de ficar só on-line.

Escrito por Amanda Demetrio às 02h44

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Entrevista com Mark Warshaw e Geoffrey Long

O futuro das histórias

Confira a segunda parte da entrevista com Mark Warshaw:

FOLHA – Você tem uma fórmula básica com o que é necessário para construir uma história em transmídia?

WARSHAW – Interatividade e participação – que são coisas completamente diferentes – são as mais importantes, porque causam uma ligação mais forte entre a audiência e a história. Eu acho que esses elementos são básicos em qualquer plano de transmídia.

FOLHA – Você trabalhou com "Smallville", quando você pode tentar coisas novas em narrativa transmídia. Qual foi o maior risco que você teve que correr e qual projeto te deixa mais orgulhoso?

WARSHAW – Eu gostei de trabalhar com “Vengeance Chronicles” [leia mais no IMDb]. Nós pudemos formar uma ligação entre publicidade (as marcas) e conteúdo.

FOLHA – Sobre seu trabalho em Heroes, a ideia inicial já era criar o “Heroes Evolutions”? Como surgiu essa ideia? Você acha que o público a aceitou bem?

WARSHAW – Para o “Heroes Evolutions” [veja mais no site oficial], a NBC queria que fosse uma experiência 360º. Alguns dos produtores da série já eram familiares com a narrativa transmídia. Jesse Alexander, um deles, já tinha feito alguns experimentos no seriado “Alias”. Então, havia um DNA forte da história quando eu comecei. Nós pegamos essa narrativa inicial, os desejos da rede de televisão e minha experiência em "Smallville" para criar o “Heroes Evolutions”. A audiência de “Heroes” estava faminta por mais partes a história, especialmente na primeira e na segunda temporada. O público reagiu positivamente porque a nova história satisfez esse desejo.

FOLHA – Ainda sobre "Heroes", vi que no site eles têm vídeos, galerias e outras ferramentas ligadas à web 2.0. Sei que não está mais no programa, mas gostaria de saber como você pensaria em expandir o projeto.

WARSHAW – Não estou no programa desde a segunda temporada. Agora, acho que mais interatividade e deixar um papel maior para a audiência são importantes.

FOLHA – Soube que você também trabalha com histórias em quadrinhos. Seria esse um  jeito mais “conservador” de se contar uma história?

WARSHAW – A narrativa transmídia deixa o contador de histórias usar todos os tipos de mídia – dos mais velhos (como sentar em torno de uma fogueira) às mais novas aplicações em telefones celulares. Histórias em quadrinhos são jeitos ótimos de contar grandes histórias a baixo custo. Eu amo isso. É por isso que vamos contar mais histórias interativas nos quadrinhos nos próximos anos. É um ótimo jeito de contar uma grande história on-line ou pelo celular. Eu fui sortudo o suficiente para trabalhar com Jeph Loeb em “Heroes” e “Smallville”. Então, vou dizer que o trabalho dele teve um grande impacto no que eu fiz de quadrinhos até agora.

FOLHA – Atualmente, você trabalha na The Alchemists. Como é o trabalho dessa nova empresa?

WARSHAW – Sou coordenador de transmídia e fundei a empresa com Maurício Mota e Rafael Lazarini. Mau [Maurício] cuida de narrativa com o foco no ato de contar histórias. Raf [Rafael] lidera as iniciativas ligadas à educação. Com os nossos escritórios no Rio de Janeiro e em Los Angeles, nós estamos focados em produzir e desenvolver projetos de transmídia. Todas as pessoas podem nos acompanhar no nosso blog (www.oalquimista.com). Eu ainda não acredito que encontramos esse domínio!

FOLHA – Como você decidiu pela educação como um dos pilares da empresa?

WARSHAW – Essa é uma boa pergunta, porque muita gente ainda não entende porque uma empresa de narrativa transmídia tem educação como um pilar. Educação é o presente e o futuro. Nós precisamos usar ferramentas para ajudar as pessoas a aprender mais e mais rápido. E usar estratégias de entretenimento e o melhor de cada meio para educação é algo natural. Contar histórias ricas nos fazer entender melhor qualquer conceito e aprender mais sobre as coisas.

FOLHA – Quais mídias e redes sociais você acha que podem ajudar o jeito que as pessoas aprendem?

WARSHAW – Todas as mídias. O racional de se usar a narrativa transmídia para a educação é a possibilidade de transformar o processo de aprendizado em uma experiência engajada. Quando um conteúdo de educação é colocado em uma história, ele não soa dão didático. É mais fácil para as pessoas absorver e entender. Além disso, é um jeito cognitivo de aprender. É por isso que a narrativa transmídia é uma poderosa plataforma para a mudança social. Honestamente, nós estamos mais preocupados em desenvolver um conteúdo bom e relevante. Se o conteúdo é relevante, as pessoas vão encontrar.

FOLHA – Sobre o “Imagine This!”, como surgiu a ideia?


WARSHAW - Eion Bailey, um ator americano, teve a ideia do projeto. Minha irmã nos apresentou. Ela e eu temos desenvolvido projetos de transmídia. Quando eu soube do “Imagine This!” [veja mais no site] e conheci Eion e o diretor Rafael Monserrate, eu sabia que esse era o tipo de projeto pelo qual eu poderia me apaixonar, porque usa a narrativa transmídia para fazer a mudança acontecer. E eles convidaram a The Alchemists para fazer parte da produção do programa.

FOLHA – Algum projeto apresentado será colocado em prática com a ajuda de vocês?

WARSHAW – Sim, esse é o plano. Estamos construindo uma grande plataforma transmídia que vai tornar “Imagine This!” o primeiro programa de TV colaborativo. Usando todas as estratégias para mobilizar as pessoas para fazerem mudanças. Um “reallity show do bem”, como o Maurício diz. E é um privilégio falar sobre isso pela primeira vez no “Descolagem”. O melhor lugar para fazer isso!

FOLHA – O que nossos leitores podem esperar do futuro do jeito de contar histórias?

WARSHAW – Mais participação e conexões internas. A questão que nós gostamos de fazer nos discursos e workshops é “O que Shakespeare e Nelson Rodrigues fazem hoje em dia com suas histórias?” Agora é a hora para fazer as melhoras histórias de todos os tempos, porque nós temos mais plataformas para torná-las mais profundas e fazer seus universos mais fortes.

FOLHA – Que tipo de leitor é o centro quando você pensa em uma narrativa transmídia? Você ainda pode contar histórias desse jeito “diferente” para os mais velhos (que não nasceram na era da internet)?

WARSHAW – Uma boa história é uma boa história. E uma boa história tem o poder de se espalhar, não importa o meio.

FOLHA – Você pode listar alguns filmes, quadrinhos, livros ou séries que são exemplos de narrativa transmídia?

WARSHAW - “Star Wars”, “The Matrix”, “District 9”, “Saving Sara Marshall”, “Battlestar Gallactica”, “True Blood”, “Blair Witch Project”. Para listar alguns.

FOLHA – Sobre o evento que você irá participar aqui no Brasil, qual o impacto dessa nova cultura de convergência no jeito que as pessoas aprender e se divertem?

WARSHAW – Ela reforça os jeitos para conectar, dividir e participar. Estamos entrando na era da democracia participativa. E educação e entretenimento tem muito o que aprender e ajudar um ao outro.

Escrito por Amanda Demetrio às 02h38

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Entrevista com Mark Warshaw e Geoffrey Long

O futuro das histórias

Veja agora a entrevista com Geoffrey Long:

FOLHA – O que é a narrativa transmídia e como isso afeta o jeito que as pessoas se divertem e aprendem?

GEOFFREY LONG – A narrativa transmídia é a arte de contar uma única história por meio de vários meios. Nas adaptações, a mesma história é recontada em filmes ou quadrinhos, mas na narrativa transmídia o primeiro capítulo pode ser contado em um filme e o segundo em um quadrinho. E isso é só com os “velhos meios” - muitas histórias transmídia agora são contadas em sites como YouTube, Twitter, Facebook, até realidade aumentada e sistemas de localização. O aumento da popularidade da narrativa transmídia está diretamente ligado à aceitação generalizada da internet.

FOLHA – Qual meio ou rede social irá ajudar a contar as histórias nos próximos anos?

LONG – Todas as mídias e redes sociais contam histórias. Toda vez que você olha uma foto no Facebook, é uma história. O que está mudando é como essas plataformas estão sendo usadas para compartilhar histórias de ficção. Nós já vimos vídeos no YouTube sendo usaados para contar histórias como  lonelygirl15 [veja aqui], mas agora estamos vendo histórias sendo ditas no Facebook e no Twitter. A próxima grande onda deve vir dos sistemas de realidade aumentada que estamos vendo aparecer nos smartphones e as funções de localização.

FOLHA – Você acha que o Twitter afeta o jeito que as pessoas contam histórias?

LONG – A coisa impressionante sobre o Twitter, pelo que tenho visto, é o quão rápido colocou os blogs na sombra. As pessoas postavam textos longos, algumas vezes por semana. Agora, aquelas histórias foram substituídas por tweets e status de Facebook. É como se alguém tivesse levado os DVDs e deixado apenas pequenos biscoitos da sorte. Dito isso, algumas pessoas estão usando o Twitter com habilidade para contar histórias interessantes. As melhores são aquelas centradas na questão do tempo, ligada ao site. Então, as histórias acontecem em tempo real.  Brent Spiner, que participou do “Star Trek: The Next Generation”, tem contado umas histórias pós-modernas no Twitter como se elas estivessem realmente acontecendo com ele. É uma mistura fantástica do ficcional com o real. Eu também soube de pessoas criando contas de Twitter para alguns personagens de suas histórias. Então, no meio do dia, eu posso olhar minha página do Twitter e ver perfis reais e ficcionais. É muito divertido. Especialmente quando um personagem ficcional engata uma conversa com um real.

FOLHA – Há quanto tempo você trabalha nessa área?

LONG – Eu trabalho com narrativa transmídia desde 2005, mas sempe fui interessado na área das narrativas. Eu cresci com “Star Wars” e “Transformers”, cujo universo trazia filmes, programas de televisão, quadrinhos e brinquedos. Eu sempre fiquei intrigado como algo que acontecia na TV poderia se relacionar com o que eu lia nos quadrinhos. Uma razão pela qual as narrativas transmídia são atrativas para mim é que elas unificam a linha da história. Outra coisa que me fascina é que cada capítulo pode tirar vantagem de propriedades únicas de cada meio. O que é empolgante é que agora os contadores de história estão descobrindo as possibilidades de plataformas emergentes como o Twitter, o Facebook e a realidade aumentada.

FOLHA – Você também é um analista de mídias sociais. Pode apontar como será a rede social do futuro?

LONG – Realidade aumentada, sistemas baseados em funções de localização e smartphones, todos juntos.

FOLHA – Sobre o seu trabalho no  Singapore-MIT GAMBIT Game Lab. Como isso tenta mudar o jeito como as pessoas fazem e jogam videogames?

LONG – O  Singapore-MIT GAMBIT Game Lab [leia mais] olha possíveis direções para o desenvolvimento e a produção dos games. No nosso primeiro ano, por exemplo, nós produzimos um jogo que pode ser jogado por cegos. No segundo ano, produzimos um game em que o usuário pode desenhar seu personagem e cada limitação do traço é usada nas fases. O GAMBIT espera expandir o jeito como a indústria e o público pensam os games.

Escrito por Amanda Demetrio às 02h27

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Pac-Man no supermercado

Humor

O humorista francês Rémi Gaillard decidiu levar o personagem de games Pac-Man para o mundo real. A aventura começa em um supermercado. Vejam:

 

O artista também já levou o Mario para andar de kart pelas ruas

 

Via Game Girl

Escrito por Daniela Arrais às 15h50

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Site mostra pixels importantes

Pequenos

Mais um site fofo para colocar na lista de favoritos, o Very Important Pixels, que mostra personagens do cinema, como James Bond, e cantores, como Michael Jackson

Vejam mais: http://www.veryimportantpixels.com/

Escrito por Daniela Arrais às 15h03

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Que tipo de twitteiro é você?

Faça o teste

O Yahoo! inaugurou uma página que traz o teste que revela que tipo de twitteiro é você. Os resultados mostram desde "você é uma celebridade no universo do Twitter" até "você passa links legais e deixa todos conectados". Na verdade, a página e o serviço são uma forma de divulgação da nova homepage do Yahoo!.

Apesar de ser o tipo de ideia que ganha adesão em massa, soa estranho o Yahoo! promover o Twitter dessa maneira, já que eles lançaram o Meme para ser a concorrência direta no mercado do microblog. Ao que parece, a audiência necessária estava no Twitter e o Yahoo! quer ir até lá buscar.

Escrito por Amanda Demetrio às 18h21

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Salvador Dalí e Walt Disney

Dupla vencedora

Vazou no YouTube uma animação produzida pela dupla Salvador Dalí e Walt Disney. Vale conferir:

 

(via Let´s blogar)

Escrito por Amanda Demetrio às 17h30

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Canecas inteligentes

Top 5

O blog que mostra tendências que juntam design e tecnologia Yanko Design publicou seu TOP 10 de canecas inteligentes. Selecionei as cinco melhores pra colocar aqui (vale a pena ler até o final):

A quinta não traz um ar muito high-tech e sim uma solução inteligente. Cada vez que você levanta da mesa, precisa trazer uns quatro copos cheios? Grude-os e resolva um problema simples.

A quarta colocada também tem maior força no design do que na tecnologia. Depois que você toma todo o copo, descobre o "segredo" do criador da caneca.

Em terceiro lugar, tome um copo de café enquanto ouve uma boa música. Tudo bem que essa coisa de CD é bastante "old school", mas é um protótipo que pode evoluir.

A prata fica com essa caneca bastante útil que exibe informações como previsão do tempo e condições do trânsito, para você ficar atento antes de sair de casa.

Por fim, temos o alto-falante-caneca. O volume não deve ser o melhor do mundo, mas a ideia foi boa!

(Os produtos apresentados são protótipos ainda, por isso não poderei colocar por aqui os sites onde pode ser comprado)

Escrito por Amanda Demetrio às 17h05

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Confira entrevista com criador do Facebook

Visão de futuro

Marcelo Justo/Folha Imagem

Mark Zuckerberg, criador do Facebook, está no Brasil. Não fosse a equipe que o acompanha, seguindo seus passos e cronometrando quanto tempo ele tem para falar, de jeans, camiseta e tênis, ele passaria por um jovem comum de 25 anos.

Sua fortuna, estimada pela revista “Forbes” em US$ 1,5 bilhão, no entanto, não deixa dúvida de que o criador da rede social Facebook é um dos principais nomes da tecnologia e da economia no mundo.

Zuckerberg visita o Brasil pela primeira vez nesta semana para lançar uma competição para desenvolvedores de aplicativos.

Também aproveita para enfatizar a importância do mercado brasileiro, cujo número de usuários dobrou nos últimos três meses, passando a 1,3 milhão _no mundo, são 250 milhões de usuários.

Confira a íntegra da entrevista que Zuckerberg concedeu à Folha, na tarde da última segunda-feira, no Hotel Unique, em São Paulo.

FOLHA - Quais são os planos do Facebook para o Brasil?

MARK ZUCKERBERG - O Facebook é um projeto mundial, que quer que as pessoas compartilhem informações e fiquem conectadas com a família e com os amigos, tornando o dia a dia mais divertido. Para termos sucesso, nós temos que ter sucesso em todos os países. O Brasil é um grande país, onde o Facebook está crescendo muito. Obviamente estamos atrás do maior jogador do mercado [o Orkut]. Mesmo que sejamos pequenos e não sejamos a principal rede que as pessoas estão usando agora, se focarmos em construir o melhor produto, com o tempo, os usuários vão mudar para o que é melhor.

FOLHA - O que você espera dos desenvolvedores brasileiros?

ZUCKERBERG - Uma das forças do nosso sistema é a plataforma. Temos desenvolvedores locais fazendo aplicativos que as pessoas gostam de usam. O que a gente quer fazer é que os desenvolvedores brasileiros entendam o que é nossa plataforma, para que eles saibam o que podem construir no Facebook, como podem desenvolver aplicações que usem as informações que usuários postam no Facebook.

FOLHA - E nisso está incluido o Facebook Connect?

ZUCKERBERG - Sim. A ideia é que os aplicativos não estejam apenas dentro do Facebook, mas em qualquer site que você abrir, para que você saiba o que seus amigos estão vendo e fazendo.

FOLHA - Como vai funcionar o Facebook Connect?

ZUCKERBERG - Você quer comprar livros, por exemplo, e pode ver que livros seus amigos olharam ou compraram recentemente. Também pode receber recomendações de acordo com o que você coloca na sua seção de livros favoritos. Trata-se de personalização. São informações que se tornam úteis pelo que elas agregam.

FOLHA - E como fica a questão da privacidade?

ZUCKERBERG - O grande ponto do Facebook Connect é que você aperta um botão e escolhe que informações quer compartilhar. O Beacon foi, de certa forma, uma versão anterior disso. Fizemos coisas incorretas. Definitivamente, o Facebook cometeu erros em relação a proteções. Somos uma companhia que está crescendo, passamos por muitas coisas. Ao mesmo tempo, damos muita importância à privacidade, a dar controle às pessoas. E, mais que isso, as pessoas acham que o Facebook é um ambiente seguro e confiável. Não há muito spam. As pessoas colocam muitas informações sobre si mesmas, seus nomes reais, telefones. Elas compartilham com os amigos. A política de privacidade é um dos motivos porque muita gente usa o Facebook.

FOLHA - Como você planeja reorganizar as informações no Facebook?

ZUCKERBERG - Não pretendemos criar um mecanismo de busca no Facebook. Você quer saber o que seus amigos fazem, o que eles compram. Uma das maiores coisas que o Facebook é, é uma maneira de compartilhar coisas com os outros. É uma maneira muito fácil de espalhar as informações. Não queremos prover todos os serviços. Nossa filosofia é que não precisamos fornecer todos os serviços. Não queremos ser tudo na internet, só queremos construir um sistema que permita que as pessoas compartilhem informações.

FOLHA - Há planos de monetizar os usuários?

ZUCKERBERG - Temos planos de personalização. As pessoas colocam muitas informações no Facebook, de interesse musical a livros favoritos até o que é interessante para eles. A razão pela qual elas colocam tantas informações lá é porque elas têm controle. Eles podem retirar se quiserem. Há vários sistemas na rede que coletam informações sobre o que você. O Facebook não faz isso, só usa o que você coloca lá. Eu posso dizer que gosto de Green Day, minha banda favorita, e pode aparecer um anúncio de ingressos para um show. É propaganda com um alvo, que pode ser mais relevante e útil para o usuário. É mais eficiente para quem anuncia também.

FOLHA - Qual a importância da Microsoft para o Facebook?

ZUCKERBERG - No lado direito do Facebook, há banners. A Microsoft tem exclusividade para vender anúncios em banners. Fizemos um acordo em um tempo em que tínhamos 10 milhões de usuários, quando espalhar o Facebook para o mundo era mais fácil. Agora, a maioria dos anúncios estão sendo vendidos pelo próprio Facebook, mas a Microsoft ainda é um parceiro importante.

FOLHA - Falando em Microsoft, qual é a sua opinião sobre o acordo da empresa com o Yahoo!?

ZUCKERBERG - Eu acho que não tenho uma opinião. Acabei de voltar de uma floresta tropical, então não tive tempo de pensar sobre isso (risos).

FOLHA - Você acha que uma rede como o Facebook pode ser tão poderosa quanto o Google a longo prazo?

ZUCKERBERG - Acho que as pessoas usam para propósitos diferentes. As pessoas acham muita coisa pelo Facebook, pelos amigos delas. Na vida real, as pessoas aprendem muitas coisas com os amigos. Faz muito sentido que exista um produto na rede que facilite isso. Uma grande diferença entre o Facebook e o Orkut é o news feed, que em vez de fazer com que você olhe de página em página o que seus amigos estão fazendo, você tenha isso em uma única página, de forma resumida, para saber o que está acontecendo. O Google funciona diferentemente.

FOLHA - E sobre o Twitter?

ZUCKERBERG - Há similaridades. Mas acho que o Twitter tem mais a ver com blog do que com rede social. Uma das grandes diferenças... No Twitter um número de pessoas produz o conteúdo e a maioria lê esse conteúdo. É muito mais parecido com blog. Há um pequeno número de blogueiros e um grande número de gente lendo. No Facebook é bem diferente. Cada pessoa tem uma página e gasta um tempo por dia colocando conteúdo naquela página. Toda pessoa usa o Facebook para ver o que está acontecendo com os amigos. Os serviços são bem diferentes.

FOLHA - Qual é o tamanho da infra-estrutura do Facebook para aguentar esse crescimento tão acelerado?

ZUCKERBERG - Somos realmente uma empresa de tecnologia. Estudei ciência da computação na universidade e as pessoas que se juntaram eram professores, amigos que trabalham com hardware. Todas as companhias têm problemas. Acho que a gente não teve porque desenvolvemos tecnologia, construimos bons sistemas. Temos muito servidores.

FOLHA - Quais são os planos do Facebook para os próximos anos?

ZUCKERBERG - A maioria dos usuários está fora dos EUA. O quão grande o Facebook vai se tornar depende do quão grande a internet se tornará. Ela está crescendo rapidamente. Todo mundo que usa computador vai querer se conectar com os amigos. Se nós fizermos o nosso trabalho bem, podemos alcançar ainda mais gente. Se não, outro site fará isso.

FOLHA - A crise econômica afetou algum plano?

ZUCKERBERG - Não muito. Tem sido um ano intenso. Meus mentores em negócios falam que companhias verdadeiramente boas são construídas em tempos de recessão. A razão para isso é que, quando o tempo está bom, há um grande número de competidores. Na recessão, você pensa em fornecer um bom serviço. Podemos crescer um pouco mais lentamente, mas crescemos. Esperamos que 2010 seja melhor.

FOLHA - Que conselho você dá a quem quer construir algo tão grande quanto o Facebook?

ZUCKERBERG - Não sei se existe um conselho para isso. Uma das coisas interessantes é que eu não sabia que ia ficar grande assim. Achava que as pessoas iam usar algo para compartilhar informações, mas não tinha a menor ideia de que as pessoas iam gostar tanto. Acho que o principal que as pessoas devem focar é no que está acontecendo no mundo, quais são as tendências. Quando eu estava na universidade, as pessoas falavam o tempo todo sobre isso, que existia muita informação disponível na rede e como isso estava mudando tudo à nossa volta. Quanto mais informação no mundo, como as pessoas lidam com elas, com aplicativos, com privacidade. Vai ser uma coisa muito importante para esta geração saber lidar com essa quantidade de informação.

FOLHA - Como você lida com a pressão de ser um jovem bilionário e como é um dia comum na sua vida?

ZUCKERBERG - Muito do que eu foco em fazer agora é bem similar ao que eu fazia quando criei o Facebook. Na universidade, eu fazia várias coisas. Hoje, também. Nunca tive foco em dinheiro. E o Facebook é público, não tenho realmente tanto dinheiro. Pode ser que em algum ponto do futuro eu possa ganhar algum. Acordo de manhã, vou pro escritório, trabalho até tarde, volto para casa, durmo. Nada muito diferente de uma pessoa comum. 

Escrito por Daniela Arrais às 23h13

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Veja ao vivo palestra do criador do Facebook

Desenvolvedores

Mark Zuckerberg, criador do Facebook, está no Brasil e conversa com desenvolvedores neste momento

Assistam à transmissão ao vivo: http://www.ustream.tv/channel/developer-garage-s%C3%A3o-paulo

Escrito por Daniela Arrais às 18h08

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Como seria o Twitter com cem pessoas

É tudo relativo

David McCandless fez um gráfico para explicar como realmente funciona o Twitter. "Não vamos ficar tão empolgados", ele sugere

Se o Twitter tivesse apenas cem usuários, 20 deles estariam "mortos" (inativos), 50 seriam preguiçosos _não twitaram muito na última semana_, apenas cinco teriam mais de cem seguidores e apenas outros cinco seriam responsáveis pela criação de 75% das mensagens

Vejam em tamanho maior: http://www.flickr.com/photos/25541021@N00/3706760751/sizes/o/in/set-72157620803945238/

Escrito por Daniela Arrais às 17h31

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Exposição mostra tendências do eBay

Compras

Uma exposição em Nova York apresenta as principais tendências de presentes que podem ser encontrados no site de comércio eletrônico eBay

 

O site foi analisado por especialistas, que separaram produtos de diversas categorias, de motos a bolsas. A divisão da exposição se dá entre Retro Revival, com produtos antigos, Eco Excellence, com produtos verdes e sustentáveis, Savvy Splurging, para exemplos de qualidade e durabilidade, e Shop Culture, com produtos populares

 

Veja fotos em http://www.flickr.com/photos/davepinter/sets/72157621764278943/

 

Via Comunicadores

Escrito por Daniela Arrais às 17h15

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Veja lista de garotas que os geeks amam

Beldades

O que as atrizes Natalie Portman, Kristen Bell e Rosario Dawson têm em comum? Fazem ou já fizeram papéis de nerds. E, na vida real, são chegadas a elementos da cultura geek

Natalie interpretou a Princesa Leia na série "Guerra nas Estrelas". Kristen se descreve como uma "geek que ama moda". Rosario já foi descrita pelo cineasta Kevin Smith como "a geek mais quente da Terra". Ela atuou em "Sin City", é fã de "Jornada nas Estrelas e adora livros em quadrinhos

A lista completa, com dez garotas que os geeks amam, foi feita pelo site Spike

Vejam: The Top 10 Girls Geeks Love

Escrito por Daniela Arrais às 16h38

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