Marca de cerveja pede remoção de vídeo com paródia
Riso amarelo

"MUITO obrigado a todos que estão divulgando nosso vídeo. E é torcer pro YouTube não deletar", escreveu no Twitter o comediante Ronald Rios, no domingo.
O vídeo em questão era uma paródia da promoção "Redondo é rir da vida", da Skol, estrelada pelos humoristas Rafinha Bastos e Danilo Gentili.
Nos comerciais, os comediantes do "CQC" fazem piadas ao estilo stand-up e conclamam o espectador a enviar vídeos contando histórias engraçadas, que, se selecionados, podem aparecer na TV.
O vídeo de Rios, dirigido por Erik Gustavo, imitava a linguagem dos comerciais oficiais, incluindo o fundo amarelo, com o logotipo da cerveja. Mas em vez de amenidades do cotidiano, o humorista contava, como se fossem anedotas, histórias trágicas (e falsas) de alcoolismo que teriam acontecido em sua família.
Na segunda-feira, Rios postou a seguinte mensagem no Twitter:
"A CASA CAIU. Quem riu da Skol riu, quem não riu não ri mais. Foram dois dias engraçados."
Na terça-feira, explicou a história toda em seu blog:
"Logo já estava na internet. Blogs divulgaram, entusiasmados com a idéia. A coisa correu ferozmente no Twitter. Todo mundo riu.
Até a manhã de segunda, quando chegou um e-mail muito legal nas nossas caixas de entrada: um pedido gentil para tirarmos o vídeo do ar. Alegam que usamos indevidamente a marca Skol e o site da campanha. Obedecemos e deletamos."
No texto do blog, Rios critica a campanha e divulga uma nova versão do vídeo, desta vez sem qualquer referência verbal ou gráfica à marca de cerveja.
Indignados com a remoção do vídeo, twitteiros lançaram a campanha Free Ronald Rios. Alguns chegaram a sugerir boicote à cerveja.
Escrito por Rafael Capanema às 18h32
Blog mostra sanduíches escaneados
Raio-x-burguer



Mais um blog bem específico, o Scandwiches, que reúne imagens em alta qualidade de sanduíches escaneados, "para sua educação e deleite"
Escrito por Daniela Arrais às 17h17
Veja tabela periódica de personagens de games
Química

Que tal estudar a tabela periódica dos personagens de videogame?
Tem Sonic, Mario, Lara Croft, Homer... É divertido adivinhar que personagem é cada elemento =)
A criação é do I Heart Chaos e está à venda, em formato de pôster, no RedBubble
Escrito por Daniela Arrais às 17h11
Apple lança novo iPod shuffle
Surpresa

A Apple é famosa, entre outras coisas, por guardar bem seus segredos. Mas isso parece ter mudado um pouco ultimamente. O exemplo mais recente foram as fotos e vídeos do novo Mac mini que vazaram vários dias antes do lançamento oficial, revelando uma surpreendente... porta USB extra.
Enquanto explode o rumor que dá conta de um suposto netbook com tela sensível ao toque, a empresa aparece hoje com um novo iPod Shuffle, pegando todo mundo de surpresa, como nos velhos tempos.
Ele foi completamente redesenhado, está menor ainda, conta com o dobro de capacidade (4 Gbytes) e vem com sistema text-to-speech, que fala o nome das suas músicas e playlists em 14 idiomas (entre os quais, português).
Mas a mudança mais drástica é a dos controles de reprodução, que foram movidos para o cabo do fone de ouvido.
Sim, ter os controles no cabo do fone é prático, mas tê-los apenas lá é um problema. Quem convive com esses foninhos sabe que a durabilidade deles não é exatamente impressionante. Isso sem contar que o usuário perde a opção de usar fones de ouvido que não sejam da Apple –a menos que ela lance um adaptador (vendido separadamente, é claro).
Escrito por Rafael Capanema às 10h31
Leia entrevista com o coinventor da web
Cailliau
Photo Cern
Robert Cailliau, coinventor da World Wide Web
No meu primeiro contato com Robert Cailliau, para a matéria de hoje sobre os 20 anos da World Wide Web, perguntei se ele preferia conceder a entrevista por e-mail ou por telefone.
"E-mail", respondeu Cailliau, que, ao lado de Tim Berners-Lee, criou a WWW. "Estou extremamente ocupado, então qualquer coisa que possa ser feita assincronicamente é bem-vinda".
Mandei as perguntas à noite. Na manhã seguinte, já tinha as respostas –e elas eram ótimas.
Confira, abaixo, trechos que não couberam no papel.

FOLHA - Você não recomenda o Internet Explorer para visualizar seu site porque ele não é compatível com os padrões da W3C. Qual é a importância desses padrões?
ROBERT CAILLIAU - Acho que as pessoas que ainda usam Windows devem simplesmente baixar Firefox, Safari ou Opera, que são os navegadores mais compatíveis atualmente. Em outras plataformas não há problemas significantes em que eu consiga pensar. Os padrões são o coração da web (e da internet!). A menos que um site e um navegador concordem no significado do código que está entre eles, a página não pode ser exibida. De qualquer forma, como é que uma empresa grande, que se pretende de vanguarda, não consegue fornecer um navegador com o mesmo nível de integração com padrões enquanto uma penca de desenvolvedores faz isso de graça durante seu tempo livre?
Desde o começo eu digo aos criadores de navegadores que há pouco espaço para ser "melhor" do que a competição: se um navegador é completamente compatível e o site usa folhas de estilo corretamente, então o que o usuário vê DEVE ser IDÊNTICO em todos os navegadores! É o que nós QUEREMOS, não é um infeliz efeito colateral. Por isso, a única área em que uma empresa pode ser "melhor" seria em fazer um navegador mais rápido, menor, com menos bugs, e talvez um pouco mais amigável (favoritos, controle de segurança...) do que a competição. Mas não em como as coisas são exibidas.
FOLHA - O que você acha de sites de microblogging, como o Twitter?
CAILLIAU - Não quero me meter nisso ou em qualquer uma desses sites sociais. Posso fazê-lo se e quando eles forem regulados por leis internacionais. Atualmente eles são totalmente descontrolados, você não sabe onde está sua informação, quem tem acesso a ela, quem a usa, e assim por diante. Basta acompanhar os debates recentes sobre o Facebook. Algumas pessoas têm medo de seus próprios governos, mas não do que os vilões comerciais podem estar dispostos a fazer. Serviços que propõem que você faça backup dos dados do seu computador na internet ou, pior, fornecem um software que funciona na internet (Google Docs, para citar um), são muito perigosos. Nós confiamos nos bancos com o nosso dinheiro, e olhe o que eles fizeram. Deveríamos confiar totalmente em companhias comerciais sem controle com nossos dados privados?
FOLHA - Há alguma nova tecnologia ou serviço da web que você considere inovadora ou promissora?
CAILLIAU - Não vejo algo novo desde 2000, aproximadamente. Ainda não usamos gráficos vetoriais (o primeiro tipo a aparecer, aliás) ou matemática rotineiramente porque os navegadores não conseguem lidar com eles adequadamente (ou de forma nenhuma, no caso do Internet Explorer), embora esses padrões importantes já existam há muitos anos. Temos um bom padrão para imagens: JPEG, e um para som: MP3 (e sucessores). Mas não temos padrões abertos e aceitos para filmes. Foi o Quicktime, depois o Windows Media, e agora parece ser o Flash. Mas todos eles são sistemas proprietários e fechados, com centenas de parâmetros tolos.
Escrito por Rafael Capanema às 01h24
Cofundador da Apple participa de programa de dança
Dança
Steve Wozniak, cofundador da Apple, participou do programa de TV "Dancing with the Stars" (dançando com as estrelas). Ele fez a performance com a dançarina ucraniana Karina Smirnoff. Confiram:
Escrito por Daniela Arrais às 14h51
Bacn é um e-mail que você quer, mas não agora
Quase spam

Publicada no blog da revista "Imprensa", começa assim uma crítica a uma controvertida reportagem de capa recente do caderno Informática da Folha:
Demorei a perceber que a chamada na capa da Folha de S.Paulo de hoje era literal. Falava algo sobre bacon e levava ao caderno Informática. Às 7 horas da manhã, toda lógica dá lugar ao princípio do menor movimento, mas fui longe demais: tal qual cookie, o biscoito de manteiga, farinha, ovos e chocolate, talvez bacon também tivesse dado nome a algum termo técnico da computação.
Como constata mais tarde o autor do post, a reportagem era, sim, "sobre bacon, o toucinho defumado de porco". Mas, pasmem, bacon também é "um termo técnico da computação", ainda que pouco difundido: mais precisamente, bacn (com a supressão da letra "o").
Trata-se de uma mensagem "melhor que spam, mas não tão boa quanto e-mail pessoal" –uma brincadeira com o termo spam, inspirado no nome de uma marca de apresuntado enlatado.
Bacn é "um e-mail que você quer, mas não agora". É algo que você escolheu receber, mas que nem sempre está disposto a ler –e, apesar disso, quer continuar recebendo.
Uso o Gmail, que faz um bom trabalho em bloquear spam. Minhas agruras com e-mail, portanto, resumem-se a bacn: mensagens com ofertas de lojas on-line ou o boletim de lançamentos da locadora de que sou sócio, por exemplo.
Por algum motivo que desconheço, a maior parte dessas mensagens chega nas noites de domingo –períodos que costumam ser, por si sós, melancólicos.
Um alerta de mensagem nova que se revela mero bacn, em plena noite de domingo, soa como uma versão atualizada do verso "o telefone chamou, foi engano", do mesmo compositor citado no meu post anterior.
E vocês, recebem muito bacn?
Escrito por Rafael Capanema às 23h41
