"Redes sociais são parquinhos para hackers"
Nós sabemosOs brasileiros sabemos o quanto uma rede social é atraente para hackers. Há quanto tempo que o Orkut é atacado por spams em comentários, links falsos em comunidades, roubos de perfis etc.?
Na minha opinião, o número de fraudes tem diminuído no Orkut (migraram para o Twitter?), na esteira das novas ferramentas de privacidade. Mas não tenho tanta certeza, já que, há algum tempo, desisti de participar de comunidades no site, diminuindo enormemente o número de recados me enchendo a paciência.
Mas os especialistas Nathan Hamiel e Shawn Moyer advertiram, na conferência hacker Black Hat, que não é bem assim: dizem que redes sociais são parquinhos de diversão para os hackers, e que, agora, os criminosos podem injetar código malicioso nos aplicativos que começam a aparecer para todas as redes.
Fica a sugestão: como bem sabe Paris Hilton, não coloque informações e fotos que não queira (ou não possa) que um dia possam vir a público.
Escrito por Gustavo Villas Boas às 15h45
Intervalo para pensar em algo fora de Pequim-08
Barômetro da pá virada
Conheci o professor Valdemar Setzer por telefone na década de 1980, quando várias vezes o entrevistei para reportagens da "Dados & Idéias", revista pioneira no mundo da informática brasileira. O tema era sempre o computador na educação, e ele sempre dava a opinião contrária ao uso da máquina na educação infantil (posição que continua a ter, pelo que vi em seu site).
Pois agora, muitos anos depois, volto a ele por causa de uma história que recebi por e-mail e que foi publicada no site de Setzer. Achei muito bacana e a reproduzo aqui, tal como vista no site. Aliás, achei tão legal que também a coloquei no meu outro site, AQUI.
REVOLTADO OU CRIATIVO?
"Há algum tempo recebi um convite de um colega professor para servir de árbitro na revisão de uma prova de física que recebera nota zero . O aluno dizia merecer nota máxima. O professor e aluno concordaram em submeter o problema a um juiz imparcial, e eu fui o escolhido .
Chegando à sala de meu colega, li a questão da prova: Mostre como se pode determinar a altura de um edifício bem alto com o auxílio de um barômetro .
A reposta do estudante foi a seguinte : "Leve o barômetro ao alto do edifício e amarre uma corda nele ; baixe o barômetro até a calçada e em seguida levante, medindo o comprimento da corda; esse comprimento será igual à altura do edifício".
Sem dúvida a resposta satisfazia o enunciado, e por instantes vacilei quanto ao veredicto .
Recompondo-me rapidamente , disse ao estudante que ele tinha respondido à questão, mas sua resposta não comprovava conhecimentos de física, que era o objeto da prova. Sugeri então que ele fizesse outra tentativa de responder a questão . Meu colega concordou prontamente e, para minha surpresa, o aluno também.
Segundo o acordo, ele teria seis minutos para responder a questão, demonstrando algum conhecimento de física .
Passados cinco minutos, ele não havia escrito nada, apenas olhava pensativamente para o teto da sala .
Perguntei-lhe então se desejava desistir , pois eu tinha um compromisso logo em seguida. Mas o estudante anunciou que não havia desistido , e estava apenas escolhendo uma entre as várias respostas que concebera .
De fato, um minuto depois ele me entregou esta resposta: ‘Vá ao alto do edifício , incline-se numa ponta do telhado e solte o barômetro, medindo o tempo T de queda, desde a largada até o toque com o solo . Depois, empregando a fórmula h=(1/2)gt2 , calcule a altura do edifício‘ .
Nesse momento , sugeri ao meu colega que entregasse os pontos e , embora contrafeito , ele deu uma nota quase máxima ao aluno.
Quando ia saindo da sala , lembrei-me de que o estudante havia dito ter outras respostas para o problema. Não resisti a curiosidade e perguntei-lhe quais eram essas respostas.
Ele disse : Ah! sim , há muitas maneiras de achar a altura de um edifício com a ajuda de um barômetro . Por exemplo: num belo dia de sol pode-se medir a altura do barômetro e o comprimento de sua sombra projetada no solo, bem como a do edifício . Depois , usando-se uma simples regra-de-três , determina-se a altura do edifício . Um outro método básico de medida, aliás bastante simples e direto , é subir as escadas do edifício fazendo marcas na parede, espaçadas da altura do barômetro. Contando o número de marcas, tem-se a altura do edifício em unidades barométricas. Um método mais complexo seria amarrar o barômetro na ponta de uma corda e balança-lo como um pêndulo , o que permite a determinação da aceleração da gravidade (g). Repetindo a operação ao nível da rua e no topo do edifício, obtêm-se duas acelerações diferentes , e a altura do edifício pode ser calculada com base nessa diferença. Se não for cobrada uma solução física para o problema, existem muitas outras respostas . A minha preferida é bater à porta do zelador do edifício e dizer: ‘Caro zelador , se o senhor me disser a altura desse edifício , eu lhe darei esse barômetro.‘
A essa altura, perguntei ao estudante se ele não sabia qual era a resposta ‘esperada ‘ para o problema Ele admitiu que sabia , mas estava farto das tentativas do colégio e dos professores de dizer como ele deveria pensar."
Escrito por Rodolfo Lucena às 07h20
Operadora lança vídeo com famosos do YouTube
Humor
O nome é infame, o vídeo tem qualidade um tanto duvidosa e a musiquinha provavelmente nem vai grudar na cabeça. Mas a nova operadora de telefonia celular Aeiou chama a atenção com um vídeo inspirado no universo das celebridades instantâneas do YouTube.
Assistam: http://www.youtube.com/watch?v=bM-rywMq3Yk
Como no vídeo "Pork and Beans", da banda norte-americana Weezer, várias celebridades do YouTube fazem papel principal.
Aparecem Ruth Lemos, a médica do sanduíche-íche, a turma da "Dança da Quadrado", a clássica Maria Alice Vergueiro do "Tapa na Pantera", a autora do hit "Vai Tomar no C*" e até o cara que tomou um choque quando mostrava uvas.
Escrito por Daniela Arrais às 18h22
Conta de americano no Google some sem explicação
Das nuvens para o espaço
Nasa/Wikimedia Commons

Fala-se muito sobre computação nas nuvens, em que os dados são armazenados e gerenciados em servidores externos, acessíveis em qualquer computador com internet. Eu mesmo uso bastante ferramentas como o Remember The Milk (para lembretes de tarefas) e aplicativos do Google (Gmail, Agenda, Mapas etc.).
O americano Nick Saber, presidente de uma empresa de eventos e mídia, também deixava seus dados nas nuvens. E eles acabaram indo para o espaço.
Certo dia, ele foi acessar sua conta no Gmail e se deparou com a seguinte mensagem:
Desculpe-nos, sua conta foi desativada.
Saber não conseguia mais acessar nenhum dos serviços do Google que usava, como Docs (pacote de escritório), Talk (bate-papo) e Picasa (álbum de fotos). Enviou e-mails para o suporte do Google e recebeu a seguinte resposta:
Obrigado por sua informação. Nós completamos nossa investigação. Por conta de a nossa investigação ter sido inconclusiva, não conseguimos restaurar sua conta neste momento. No Google, levamos a privacidade e a segurança de nossos usuários muito seriamente. Por isso, não podemos revelar nenhuma informação sobre essa conta.
Todos esses aplicativos do Google são gratuitos, mas não se aplica aqui o ditado segundo o qual de cavalo dado não se olha os dentes: Saber pagava para ter armazenamento extra. Felizmente, a conta foi recuperada mais tarde.
Se você ficou aterrorizado com a perspectiva de perder seus dados de um dia para o outro, lembre-se sempre de fazer backup.
Fonte: Chris Brogan
Escrito por Rafael Capanema às 16h42
Do Brasil para o mundo - malware no Twitter
Made in Brazil
De acordo com a BBC, a Kaspersky detectou um perfil falso no micro-blog que anunciava filmes pornôs mas entregava um malware, que chegava via download de um falso Flash Player.
Segundo a empresa de segurança, o idioma, o servidor usado para guardar o arquivo de download e o e-mail usado para coletar os dados roubados indicam que a origem do cavalo-de-tróia é o Brasil.
E, diz a notícia, o nome do perfil usado para o crime é "pretty rabbit" em português.
Escrito por Gustavo Villas Boas às 15h47
Conheça detalhes da gigante internet chinesa
253 milhões
O número de internautas chineses é maior do que o de toda a população brasileira --e não deve parar de crescer tão cedo.
O maior site local, o Baidu, por exemplo, teve um crescimento no faturamento total de 100% do trimestre passado em relação ao mesmo período do ano anterior.
Isso não significa lucros bilionários, mas milionários. Foram cerca de US$ 106 mi no último trimestre, ante US$ 5,3 bi do Google no mesmo período.
Mas o portal, que não é estatal, começa a dar passos internacionais: chegou, há pouco tempo, ao Japão.
Há mais tempo já sofria processos fora e dentro da CHina por supostamente facilitar a violação de direitos autorais por meio de seu conceituado buscador de MP3 --que é, inclusive, usado por estrangeiros. Existem alguns tutoriais na rede de como usá-lo.
O Baidu tem, ainda, sua própria Wikipédia, a Baidu Baike, que é maior do que todas as wikis, com exceção da em idioma inglês.
Quem quiser conhecer mais da internet chinesa, pode apelas para mecanismos de tradução, como o Google Translator. Se você souber inglês, sugiro pedir para traduzir para esse idioma. O resultado parece mais preciso. Para traduzir, basta colocar o endereço de um site no último campo do tradutor e selecionar, embaixo, os idiomas de origem e destino.
E quem quiser saber detalhes, pode ver o impressionante relatório da estatal chinesa que cuida da censurada internet no país. Uma coisa incrível é que um dos usos mais comuns para os chineses são os jogos on-line (59,3%), que tem mais adeptos que o e-mail, até (56%).
Escrito por Gustavo Villas Boas às 15h20
Yahoo faz parceria com blogueiros
Time

Entrou no ar hoje o Yahoo!Posts, que seleciona conteúdo entre cem blogs do Brasil e de Portugal. Os blogueiros entram com conteúdo, e o Yahoo!, com 3 milhões de leitores por dia, segundo Fábio Boucinhas, diretor de produtos do portal.
O projeto foi lançado no domingo, em um evento no estádio do Pacaembu. A foto acima foi feita por lá.
Para selecionar os posts dos blogs, foi escolhido um editor, o jornalista Pedro Jansen. Para dar conta da quantidade de posts diários, outra equipe foi formada, a de consultores, que conta com Edney Souza, do portal Interney, Alexanfre Inagaki, do Pensar Enlouquece, Gilberto "Knuttz" Soares, do Cybervida, e Nick Ellis, do Digital Drops.
Cada consultor vai acompanhar cerca de 25 blogs diariamente, fazendo avaliações e filtragens e, finalmente, enviando indicações para o editor, que vai checar as informações e produzir uma chamada para o artigo.
Os temas vão de automóveis a humor, passando por política, cidadania, cultura, diversão e tecnologia.
Entre os blogs selecionados, estão: Casa da Narcisa, Eco Blogs, Blog na TV, Goma de Mascar, Objetos de Desejo, Garotas Estúpidas, Moda Sem Frescura, Lounge, Papo de Homem, Sim Viral, Urbanistas, Filmes do Chico, Chuteira de Salto e Minissaia, Diva Diz, 1001 Gatos de Schrödinger, A Nova Corja, Cult Cool Freak e mais diversos outros que vocês podem conferir aqui.
A lista de blogs não é fechada, tanto é que é possível enviar indicações para o editor.
Em tempos de monetização de blogs, perguntei para o Boucinhas se há possibilidade de os blogueiros serem remunerados pelos seus posts, se tiverem uma quantidade de acessos expressiva.
O diretor de produtos do Yahoo!Brasil disse que não haverá remuneração: "Para a maioria dos blogueiros, o que importa é o tráfego no blog. Damos destaque, tráfego e notoriedade para eles".
E o que o Yahoo! ganha com isso? "Queremos transformar o Yahoo! em um lugar aberto. Nossa missão é ser um ponto de partida. Com conteúdo interessante, legal, que gere entretenimento."
Conheça o Yahoo!Posts: www.yahooposts.com
Escrito por Daniela Arrais às 14h52
Conheça um buscador alternativo
Meta
O Viewzi é um meta-buscador bastante interssante. Você faz a busca, que pode aparecer em diversas apresentações diferentes, e com fontes de conteúdo também diferentes: fotos, sites, sites de compras.
A que eu mais gostei foi a visualização de fotos em 3D. Depois que o Viewzi apresentar os resultados, clique em um ponto da tela e escreva uma outra palavra-chave, veja possíveis relações entre as buscas etc.

Mas, se você quiser uma alternativa, digamos, prática, para o Google, vá ao Hakia.com
Escrito por Gustavo Villas Boas às 18h08
Digg é democrático até no cadastro
Recomendação
Antes de tudo, tenho dizer que não sou fã do Digg. Aliás, nem um usuário eu sou; uso pouquíssimo e acho chatinho o site de edição social de notícias.
Mas como sou fã do StumbleUpon, que recomenda novos sites baseados no meu gosto, resolvi fazer uma conta no Digg para testar o mecanismo de recomendação deles. Nem comecei a usar.
Mas devo admitir que a ficha de cadastro do Digg é ótima. No campo gênero, você tem 16 opções (homem e mulher entre elas), inclusive "nenhuma das anteriores".

Alguém usa o sistema de recomendação do Digg? É bom?
Escrito por Gustavo Villas Boas às 15h59
História mistura Calvin e Steve Jobs
Tirinha

O que aconteceria se Calvin, do Calvin e Hobbes, encontrasse Steve Jobs, o todo-poderoso da Apple?
Veja a tirinha aqui
A dica é de @frufru
Escrito por Daniela Arrais às 20h37
Coréia do Sul tenta controlar internet
Infodemia
A mídia está inundada de notícias sobre a censura chinesa à internet, mas na superconectada Coréia do Sul as coisas não estão exatamente correndo sob os ventos da liberdade.
O novo governo, que já alcança altos índices de impopularidade, especialmente entre a juventude, está tratando de estabelecer novas regras para controlar o uso da internet.
"Precisamos nos proteger contra a infodemia, em que informações falsas ou imprecisas são disseminadas, provocando agitação social como se fossem uma epidemia", disse ao parlamento do país o novo presidente, Lee Myung-bak.
O dirigente, que assumiu o cargo em fevereiro último, foi acusado via internet de se submeter aos desejos norte-americanos e comprar carne contaminada daquele país. As notícias levaram milhares de pessoas às ruas para protestar contra essa ameaça à saúde pública.
Segundo governo, a legislação que quer deverá atacar campanhas difamatórios que surgem na internet. Mas há discordância.
"A regulamentação viola a autonomia da internet e é uma arma do governo para ampliar os controles sobre os meios de comunicação", acredita Lee Han-ki, editor do noticiário internético OhMyNews.
Escrito por Rodolfo Lucena às 18h25
