Circuito Integrado - Blog do Informática da Folha
 

Mirax quer evitar associação entre os modelos

Mirax Freedom e MSI Wind

Fotos Divulgação

Mirax Freedom e MSI Wind U100. A imagem do primeiro, retirada do Gadgets Info, foi levemente modificada por mim.

Dias atrás, o Rafael postou aqui sobre o lançamento do Mirax Freedom, com um link para o blog Gadgets Info. A notícia logo se espalhou pela internet, em listas de discussões e sites de informática – inclusive estrangeiros.
 
A notícia teve uma repercussão inesperada, contou-me o presidente da Mirax, Alexandre Machado. "Foi uma loucura."
 
E aí... Silenciosamente, sem avisos ou observações, o Gadgets Info alterou o post original, intitulado "Mirax trará MSI Wind para o Brasil por R$ 999" e que dizia que "o Mirax Freedom terá como base o elogiadíssimo MSI Wind".
 
Se vocês conferirem agora, verão que eles retiraram qualquer menção ao MSI Wind.
 
Isso porque, quando a notícia se espalhou, a Mirax logo tratou de contatar a Info para esclarecer que o Mirax Freedom não é o MSI Wind e que eles gostariam que a referência ao produto original, do OEM (original equipment manufacturer), fosse retirada. O blog acatou o pedido.
 
Após conversar com o presidente e a assessoria da Mirax, ficou claro para mim que a intenção da empresa é distanciar o Freedom do Wind U100, evitar essa associação.
 
Essa é uma prática comum entre fabricantes do mundo inteiro. O usuário comum, não entusiasta, raramente sabe o OEM ou ODM (original design manufacturer) do seu computador.
 
A maior fabricante de notebooks do mundo é a Quanta, de Taiwan, que produz ou já produziu para HP, IBM, Dell, Apple, Fujitsu, Sharp e Toshiba, entre outras. Algumas dessas empresas também já usaram modelos de outra fabricante do mesmo país, a Compal, segunda maior fabricante e responsável pela produção do netbook Dell E.
 
No Brasil, posso dar o exemplo da Positivo, que usa alguns modelos da Clevo – também de Taiwan. Percebi assim que lançaram os primeiros modelos, pois tenho um Clevo com marca da japonesa Mouse Computer, e o "gabinete" dele é igual ao de um da Positivo.
 
Não é diferente com outras marcas nacionais, como Itautec, CCE, Microboard, Amazon PC...
 
A posição da Mirax é compreensível. Normalmente, não há muita vantagem (não que haja grande prejuízo) em divulgar o OEM/ODM dos modelos, o que pode até confundir a cabeça do consumidor.
 
Mas, no caso específico do Freedom, acho que tal posição não é necessária – pelo contrário, acho que a Mirax até ganharia com isso, já que o Wind U100 é um dos netbooks mais elogiados em sites especializados.
 
Como muitos ainda olham torto, com certa desconfiança, para as marcas nacionais, associar o Freedom ao Wind poderia ser vantajoso para a Mirax. "Não me preocupo com a marca porque, na verdade, é um MSI Wind."
 
A Mirax, ao que parece, pensa diferente.
 
Em breve, coloco mais informações sobre o Freedom.


POR EMERSON KIMURA

Escrito por Rafael Capanema às 14h20

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Firefox atualiza sozinho. E para trás.

2.0

Eis que meu Firefox avisa que foi atualizado para a versão mais recente. No primeiro momento, achei ótimo. Mas logo percebi que ele atualizou para trás. Depois de ter experimentado as delícias da versão 3.0, estou usando a 2.0.

O pior: onde estão minhas dezenas de favoritos, tudo marcado com tags, uma beleza?

Escrito por Gustavo Villas Boas às 12h50

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Saiba o que Victor Fasano pensa sobre o Twitter

Entrevista

Vitor Fasano passa seus dias entre taças de dry martini, visitas a restaurantes luxuosos e observações que só um autêntico bom vivant sabe fazer. Mais do que descrever o que faz, ele observa o dia-a-dia de forma tão peculiar e sofisticada que até brincaram de inventar um verbo para isso: vitorfasanear.

Mas, calma lá, o Vitor Fasano em questão não passa de uma farsa. No site de microblogging Twitter, em que os usuários publicam mensagens curtas, alguém que não quer se identificar criou um perfil e se faz passar pelo ator de novelas como "Torre de Babel" e "Paraíso Tropical".

Ao escrever frases como "Olhar Moema! Sexta-feira de Sol é um churros da Kopenhagen" e "E não é que a profecia da Chris Torloni sobre esta audaciosa fase 'Barack Obama' da minha vida é verdade? 1 seguidor por minuto", o fake conquista diversos seguidores –até agora, são mais de 1.200.

Para saber o que o verdadeiro Victor Fasano acha de tamanha repercussão, passamos duas semanas tentando agendar uma entrevista com ele, que atualmente é 
secretário de proteção e defesa dos animais no Rio de Janeiro. Primeiro, ele não sabia o que era Twitter. Depois, justificou a demora: seu computador foi atingido por um vírus, que o impossibilitou de acessar o Twitter. Hoje, finalmente, conversamos com o ator, por telefone. 

FOLHA - Como está a repercussão? As pessoas estão comentando com você?

VICTOR FASANO - Cara, por incrível que pareça –você vai morrer de dar risada–, eu não acesso o computador há uns dez dias porque estava com um vírus. Quando a minha secretária falava que você estava me ligando, eu nem sabia o que era Twitter, porque não sou um internauta –uso a internet exclusivamente para trabalhar. Eu sou de outra geração. Sei que hoje tem avatar e blog, todas aquelas formas eletrônicas de ter contato com as pessoas, mas, para mim, são formas tão frias... Não acho muita graça nisso. Em vez de ver a floresta no computador, eu prefiro ver a floresta na própria Amazônia. Muita gente, principalmente o pessoal mais jovem, usa isso e faz disso quase uma vida paralela.

O que me deixa meio perplexo é as pessoas terem vergonha de ser elas mesmas. Pessoas talvez tímidas que não consigam ser elas, ou não consigam mostrar a foto delas, e se dizem assim ou assado, serem altas e loiras quando na verdade são morenas e gordinhas. Cada um acha uma coisa interessante. Não é porque eu sou o Victor Fasano que tudo que eu falo é interessante para todo mundo.

Por isso é que eu até pensei em fazer um blog. Se eu não fiz nada e deu essa repercussão, quem sabe, se eu fizer alguma coisa, pode ser interessante. Eu sei que tem pessoas se utilizando da minha imagem no Orkut, mas, como a legislação é tão falha nisso, prefiro não pensar no assunto e deleto do meu cérebro que isso esteja acontecendo. Mas quando você começou a ligar para a minha secretária, eu comecei a ficar curioso. Então vi que a pessoa que estava se passando por mim, no fundo, era uma pessoa articulada, culta, mencionava restaurantes que nem eu conheço. Ele falou de um restaurante que era bom, mas cujo atendimento era ruim, que fazem esperar muito por um prato. 

FOLHA - Você conheceu o Twitter ontem. Achou interessante?

FASANO - Não tive tranqüilidade e tempo para viajar nessa história do Twitter. Acho que cada vida é uma vida. Não dá para imitar duas vidas. Toda vida é interessante. Se a pessoa que está se passando por mim contasse sobre a vida dela, talvez para muitas pessoas fosse mais interessante do que a minha vida. A minha vida é interessante para mim, mas, de repente, para outra pessoa, não é tanto assim. Pessoas ocupadas ou menos ocupadas, mais famosas ou menos famosas têm vidas interessantes também. O que eu me pergunto é por que as pessoas não se mostram como elas são. Todos têm histórias para contar. Fico pensando no tempo que essa pessoa [Vitor Fasano fake] perde pensando como é que eu pensaria para escrever alguma coisa. É muito louco isso. Se, por um lado, eu acho engraçado, por outro acho paranóico. Acho que uma pessoa viver a vida de outra, passar a ser a outra, isso é uma doença. Deixa de ser uma brincadeira engraçada para ser uma brincadeira perigosa.

FOLHA - Você se sentiu ofendido?

FASANO - Não vi nada que tenha me ofendido. O que eu li só falava que eu não tinha gostado de um restaurante que serve mal. Falaram também que eu teria feito uma dieta indicada pela Glória Maria. Eu não fiquei ofendido, mas talvez ela fique, por ser uma dieta falsa. O problema é quando se começa a envolver um monte de outras pessoas que não sabem de nada. Nesse caso da Glória Maria, ele está me colocando numa situação muito difícil. Porque a Glória Maria pode até ter um dia me passado alguma dieta, mas não essa que ele está passando. Agora, eu me admiro muito que as pessoas ainda hoje acreditem no que a internet está falando. Parece que elas acham que sou eu mesmo que estou falando ali.

FOLHA - Está na cara que não é você, não?

FASANO - Muita gente acredita piamente que aquela pessoa seja eu. Será que essas pessoas estão fazendo o que "eu" estou falando para elas fazerem, estão acreditando no que "eu" estou falando? Acho que, em algumas situações, o cara tem um bom senso de humor. Mas tem um momento em que começa a ficar delicado. Se ele falar para as pessoas: "comam piche com manteiga", porque a Glória Maria disse para o Victor e o Victor fez a dieta, as pessoas vão comer piche com manteiga. Vão deixar eu e a Glória Maria numa situação muito difícil. E podem morrer com o piche! (risos) É uma situação que eu não causei, mas que, indiretamente, estou causando.

FOLHA - Você pretende processá-lo?

FASANO - Você sabe muito bem que a nossa legislação é muito falha em relação à internet. Não existe uma legislação específica. Então, o que adianta eu processar e não dar em nada, eu perder meu tempo? A gente sabe que é tudo improvável, porque não existe legislação.

FOLHA - Corre-se o risco de acontecer algo como no caso da Daniella Cicarelli, quando bloquearam o YouTube inteiro.

FASANO - Bloquearam o YouTube, mas apareceu na TV, em outros sites. A internet é tão poderosa que você não a controla. Como eu sei disso, não vou me preocupar, senão vou ficar doente. Só vou fingir que não está acontecendo. As pessoas cultas sabem que isso é passível de ser falso. E é o que está acontecendo, é falso. Agora, como eu interrompo isso se a legislação não prevê que eu consiga interromper? A própria internet é mais forte do que qualquer legislação que venha a existir. Sempre existirá uma brecha na internet. Alguém copia e passa adiante, e isso vira uma montanha de neve que você não controla.

FOLHA - Sobre o que você escreveria no seu blog?

FASANO - Acho que sobre os assuntos que me fascinam, que me interessam, das coisas que eu acho realmente importante falar. Comentários sobre meio ambiente, que é a minha área. Ou então simples constatações, de um dia bonito como hoje, que está com lua cheia. Acho que as pessoas também têm que ter a sua sensibilidade aguçada e prestar atenção em algumas coisas que estão na nossa cara e a gente não vê. Eu tenho algumas opiniões muito pessoais sobre política, mas não sei se entraria nesse assunto. Falaria também de tipos de treinamento que eu esteja fazendo –as pessoas sempre estão interessadas nisso. Eu tenho 50 anos, e falam que estou superbem. Eu falaria dessa renovação, dessa procura por uma saúde plena, eterna. De viver com saúde. Seriam mensagens que eu acho importantes, de como conduzir a vida. Prática de esportes, de ioga...

FOLHA - O Vitor Fasano do Twitter se define assim: "eu gosto de me curtir". Como você se definiria em poucos caracteres?

FASANO - Não tenho a mínima idéia, nunca pensei nisso. Esse sujeito é uma egotrip fantástica, pelo visto! E ele acha que eu sou isso, né? (risos) Se deu mal! Mas não tenho idéia. Para as pessoas fazerem uma coisa dessas, elas pensam. Você me perguntando assim, de última hora, eu teria que pensar, imaginar. Se você me mandar por escrito, eu penso e, se tiver um tempo, imagino como é que eu me auto-definiria.


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E, agora, a entrevista com o Vitor Fasano fake, ou @vitorfasano.


FOLHA - O que você acha da inclusão digital?

@vitorfasano - Inclusão digital para mim é poder postar no Twitter no meio do Amazonas, de madrugada, comendo nêsperas frescas.

FOLHA - iPhone ou Blackberry?

@vitorfasano - Uso os dois, porém meu Blackberry está desconfigurado e não funciona o acento. Preciso comprar outro configurado.

FOLHA - Paparazzi: você é a favor ou contra?

@vitorfasano - Contra! Semana passada fui pegar uma calça e tive que ficar mais de meia esperando dois paparazzis desistirem de me fotografar. O mesmo aconteceu com a Brooke Shields saindo de um famoso restaurante em Westwood Village. Um problema mundial, eu diria.

FOLHA - Blog de fofoca: você é a favor ou contra?

@vitorfasano - Acho pequeno, não é algo a ser a favor ou contra. Sou a favor é da Amazônia, e para sempre. Ontem fiquei sabendo que o filho do Estephan Necersian saiu da Yoga porque o pai não pagou a mensalidade. Procurei mais informações em blogs e nada. Não existem blogs que consigam acompanhar a velocidade do nosso meio.

FOLHA - Banho de loja na Oscar Freire ou cooper na avenida Atlântica?

@vitorfasano - Eu não sou de correr feito um molambo... Então sou obrigado a confessar que as duas opções se completam.

FOLHA - Dry martini ou chope no boteco?

@vitorfasano - Não quero parecer cafona, mas não posso negar que um chope de boteco acompanhado de pastéis mistos (Pirajá?) é uma coisa barata porém especial e brasileira.

FOLHA - Tamanho do pixel é documento?

@vitorfasano - ...

FOLHA - Vitor por Vitor em 140 caracteres?

@vitorfasano - Eu gosto de me curtir, repetidas vezes, até completar seus desejados caracteres.

POR DANIELA ARRAIS E RAFAEL CAPANEMA 

Escrito por Daniela Arrais às 22h06

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Cuidado com o tradutor eletrônico

Placas da China

Esse estabelecimento chinês apostou demais em algum tradutor eletrônico da internet:

tirado daqui.

Escrito por Gustavo Villas Boas às 16h01

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Novidades no mundo dos subnotebooks

Pegando fogo

Está quente, quente, quente, pelando o mercado de subnotebooks (ou netbooks), aqueles laptops pequeninos e baratos com foco em navegação na internet. Vejamos algumas notícias que surgiram nos últimos dias:

Fotos Divulgação

Mirax Freedom (foto retirada do blog Gadgets Info)

O Mirax Freedom, baseado no MSI Wind, deve ser lançado em agosto no Brasil, por R$ 999, o mesmo preço do Positivo Mobo e do Asus Eee PC 701 por estas bandas. A diferença é que o Freedom tem tela de 10 polegadas e HD de 80 Gbytes, contra as 7 polegadas do Mobo e do Eee, que têm respectivamente 2 e 4 Gbytes de armazenamento em SSD (drive de estado sólido).

Acer Aspire One

O Aspire One, aposta da Acer, já está à venda no exterior. Nos EUA, a versão mais barata (com processador Intel Atom de 1.6 GHz, memória RAM de 512 Mbytes, tela de 8.9 polegadas, SSD de 8 Gbytes e Linux) sai por US$ 380.

Dell E

E, finalmente, o misterioso Dell E, segundo rumores, vai custar só US$ 300 –exatamente a metade do que a Asus está pedindo pelo Eee PC 901.

Com tantos concorrentes mais baratos, a Asus vai ter que abaixar seus preços se quiser continuar na festa que ela mesmo começou.

Leiam ainda, no caderno de Informática da Folha de hoje, teste do Asus Eee PC 900 (antecessor do 901) por Emerson Kimura.

Se você se interessa por subnotebooks, recomendo o blog sugestivamente intitulado Liliputing.

Escrito por Rafael Capanema às 16h32

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Jogo roda no favicon

Isso é que é minigame

Está vendo o iconezinho ao lado do endereço do site? É o jogo!

Era só o que faltava: um jogo que roda dentro do favicon –aquele desenhinho de 16x16 pixels usado para identificar sites. Trata-se de DEFENDER of the favicon, baseado no clássico Defender.

Use N para iniciar o jogo e atirar. Os direcionais ou as teclas W, A, S e D movimentam a nave.

A jogabilidade, naturalmente, não é das melhores. Mas que bela "prova-de-conceito", hein?

Só funciona em Firefox e Opera.

Vi a dica em @flaviadurante

Escrito por Rafael Capanema às 10h41

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Faça seu mangá

Brincadeira

No Face Your Manga, você faz um avatar com jeito de mangá. O site é italiano, mas é bem intuitivo. Você escolhe formato do rosto, cor da pele, tipo de olhos e boca, se quer adereços como piercings e tatuagens... Uma boa diversão para aqueles momentos de ócio   =)

Escrito por Daniela Arrais às 19h04

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Nintendo anuncia acessório para Wiimote

Mais sensível

A Nintendo mostrou, antes do dia de sua conferência para a imprensa na E3, um novo acessório que dá mais sensibilidade de movimentos ao Wiimote _que, diga-se de passagem, é bastante irregular na detecção de movimentos atualmente.

O Wii Motion Plus promete identificar em tempo real, repito, tempo real, os movimentos em 3D do braço do jogador.

O pessoal já espera a segunda e parte do lançamento, amanhã, na conferência de imprensa: a Nintendo não lança um hardware sem a companhia de um jogaço para acompanhar.

Escrito por Gustavo Villas Boas às 15h15

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O blog Circuito Integrado é uma extensão da cobertura dos mundos da tecnologia e da internet publicada semanalmente no caderno Informática da Folha. É produzido pelo editor Rodolfo Lucena e pelos repórteres Daniela Arrais, Amanda Demetrio e Rafael Capanema com a participação de diversos colaboradores do caderno.

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