Usou o GPS e se perdeu
Mapa velho de guerra
No blog The Frontal Cortex, Jonah Lehrer conta sobre uma pesquisa que mostrou que um grupo de controle usando o GPS teve pior desempenho na hora de encontrar rotas propostas em relação a quem usou mapas comuns ou a experiência direta (refazer uma rota feita com um dos guias).
Além disso, o blogueiro conta uma experiência própria de um taxista empolgado com seu brinquedinho novo que quase o levou a perder o vôo.
Até achei engraçado, mas se eu tivesse um GPS seria lindo. Às vezes me perco dentro do prédio da Folha.
Escrito por Gustavo Villas Boas às 15h23
Mulheres usam blog para falar sobre filhos
Mães on-line

Com a proximidade do Dia das Mães, fomos conversar com algumas que usam a internet para falar dos filhos, sobre os filhos e também com outras mamães. A matéria você lê no caderno Informática de hoje (para assinantes da Folha e do UOL). A íntegra das entrevistas com as publicitárias Laura Guimarães e Juliana Sampaio, que fazem, desde 2002, o blog Mothern, você lê a seguir.
Circuito Integrado - O blog de vocês foi pioneiro em tratar do relacionamento entre mães e filhos. Como surgiu a idéia para ele? Como vocês vêem a popularização de blogs do gênero?
Juliana Sampaio - Surgiu da nossa vontade de compartilhar com as pessoas nosso deslumbramento e nosso absoluto espanto com a maternidade e com todas as questões que ela traz. Eu mandei um e-mail pra Laura, meio brincando, no meio de um desabafo qualquer: "A gente deveria fazer um site da mãe moderna..." Ela levou a sério e já respondeu sugerindo vários nomes, entre eles esse trocadilho em inglês que eu achei superengraçado. Como na época a gente não sabia nada de HTML, flash, acabamos optando por criar um blog, que é superfácil e não implica despesa nenhuma. Isso era janeiro de 2002 e, na época, não era só blogs sobre maternidade que eram raros (se é que existia algum outro). A blogosfera brasileira ainda era muito pequena. Eu acho natural e bacana que muitas outras mães hoje em dia também usem esse recurso para expor para o mundo e trocar idéias com outras mulheres sobre essa experiência, que no fundo é muito solitária _mesmo com todo o apoio do companheiro e da família.
Laura Guimarães - O blog sempre foi mais focado na vida da mãe do que no relacionamento mãe e filho _no nosso caso, mãe e filha(s). É claro que as crianças estavam presentes nos nossos textos, elas estavam no centro da nossa vida na época do início do Mothern, mas sempre nos perguntamos qual é o lugar da mulher desse começo de milênio, dessa mãe numa sociedade em transformação. Acho que é isso que sempre nos interessou: quem somos nós e como vamos viver nesse mundo? Quando os blogs apareceram, muitos diziam que era uma moda passageira, coisa só de adolescente. Hoje podemos ver que é uma ferramenta de publicação que serve a diversas pessoas, sejam autores ou leitores, e a áreas de interesse diversos, de música a futebol, de maternidade a política. E isso é ótimo, pois gera conversas e trocas, dada a característica geralmente interativa e horizontal desse tipo de publicação.
CI - A que vocês atribuem o sucesso do blog? Como foi a experiência de ver os textos transformados em livro e em série de TV? Quando estréia a terceira temporada do seriado?
Juliana - Acho que, além da leveza e do humor com que a gente trata o assunto, fez muito sucesso o fato de nos colocarmos como protagonistas da nossa própria maternidade, questionando tantas culpas, e prescindindo da horda de "especialistas" que até então eram as únicas vozes com espaço nas mídias voltadas para as mães. O Mothern propôs uma maternidade mais "empoderada", mais "faça-você-mesmo". E as mulheres gostaram disto: de sentir que o nosso jeito próprio de lidar com as questões da maternidade também é válido, não precisamos sempre nos apoiar em saberes previamente estabelecidos (nem o dos especialistas, nem mesmo os de nossas mães e avós). A existência do Livro de Visitas do blog, que acabou se transformando num enorme fórum de debates, complementa isso, cria uma relação horizontalizada, de troca: todas as opiniões são ouvidas e debatidas e não tem nenhum moderador que seja o "expert" no assunto (nem as donas do blog nunca se colocaram assim). E achamos maravilhosos os convites que recebemos pra transformar o Mothern em coluna de revista (revista TPM, ed. Trip), depois livro ("Mothern- Manual da Mãe Moderna", ed. Matrix) e série de TV (canal a cabo GNT), porque são maneiras de popularizarmos ainda mais essas idéias e tornar essa nossa abordagem do assunto acessível a um número cada vez maior de pessoas. E tudo o que contribua para aliviar as mães da carga de culpas e inseguranças que nos acompanha é válido e bem-vindo.
Laura - Ver minhas falas e meus textos no seriado é sempre um pouco estranho para mim, porque passa de uma experiência particular para a ficção, para o comum, não no sentido pejorativo, mas no sentido de compartilhado, de coletivo. É estranho e gratificante ao mesmo tempo. O Mothern ganhou uma projeção bem maior do que imaginávamos, ainda que brincássemos no começo que o "filho" ia ganhar o mundo. O livro está na quarta edição, o seriado foi indicado ao Emmy International no ano passado e atualmente está sendo exibido em vários países. A terceira temporada está prevista para outubro. A tese de doutorado de Adriana Braga, sobre o livro de visitas do Mothern, ganhou o Prêmio Capes de tese de 2007 em Ciências Sociais Aplicadas. E por aí vai. Não vejo esse sucesso como o resultado de algo genial ou original que tenhamos feito, mas como o reflexo de uma época em que muitas mulheres estão vivendo, pensando e falando sobre os papéis _novos ou tradicionais_ da mãe, do pai, da família.
CI - Como uma mothern se comporta na internet? Manda PowerPoint, por exemplo? Que gadgets vocês possuem? E quantas horas passam conectadas por dia?
Juliana - Eu, particularmente, sou bastante hard user de internet, até porque trabalho no departamento de criação para mídias interativas de uma agência de publicidade aqui em Belo Horizonte. Então passo a maior parte do meu dia conectada, tanto no trabalho quanto em casa. Hoje em dia acho que a netqueta básica já está bem interiorizada nos usuários mais antigos, ninguém fica mais mandando Power Points fofinhos e correntes pros amigos. Mas, com a popularização da banda larga, tem sempre gente nova chegando, então não custa repetir esses toques: não mande spam, não repasse e-mails sensacionalistas pra sua rede de contatos, não fique fazendo propaganda do seu blog nas caixas de comentários alheias etc.
Laura - Eu raramente repasso coisas que recebo, mas ainda tem muita gente sem noção no mundo. É reciso respeitar o tempo das pessoas e não encher o inbox alheio com besteira. Atualmente me dedico à vida de doutoranda e professora de comunicação, então passo muito do meu dia em sala de aula (às vezes conectada, às vezes não) e/ou lendo livros de papel, que eu adoro, e que não serão substituídos tão cedo. Mesmo assim, fico conectada umas três ou quatro horas por dia, e continuo usando a rede para pesquisa, trabalho, informação, atualização, contato com parentes e amigos, diversão etc.
CI - Vocês já usam a internet para se comunicar com as filhas? Como a tecnologia ajuda no relacionamento com as crianças?
Juliana - A minha filha está com sete anos, em pleno processo de alfabetização e encantada com os recursos tecnológicos. Ela já usa MSN Messenger, e é ótimo eu poder dar um suporte pra ela, mesmo à distância. Meu enteado, que tem 15 anos e, como todo adolescente, é superligado em tecnologia, também ensina um monte de coisas pra ela. Outro dia, por exemplo, a Alice tinha que fazer uma pesquisa sobre índios para a escola e, quando eu cheguei em casa, ela já tinha montado sozinha um Power Point sobre o assunto, com fotos que ela baixou da rede e tudo. Claro que a "mãe nerd" ficou toda orgulhosa!
Laura - Sim, claro. Minhas filhas usam muito a rede, com a habilidade e a naturalidade de quem já nasceu em tempos de internet. Hoje mesmo já conversei com a mais nova pelo MSN, com direito a imagem e áudio, pois estamos em cidades diferentes.
CI - Que conselho vocês dão para as mães modernas que ainda estão um pouco distantes da tecnologia?
Juliana e Laura - Bom, o conselho não é válido só para mães. Qualquer que seja o assunto de seu interesse, de colecionismo de selos a portadores de alguma síndrome rara, de fofocas sobre celebridades às últimas descobertas da física quântica... Se quiser encontrar outras pessoas tão interessadas nisso quanto você, se quiser trocar idéias, fazer amigos, desabafar problemas, ampliar seus contatos profissionais: conecte-se!
Escrito por Daniela Arrais às 12h40
Baratas e largartos mecânicos ajudam cientistas
O sexo dos gansos selvagens
Publicamos hoje, no caderno Informática, uma boa reportagem da Associated Press sobre o uso de pequenos robôs e outras ferramentas de alta tecnologia para ajudar no estudo do comportamento de animais.
Os cientistas produzem robozinhos semelhantes aos seus objetos de pesquisa para que possam colher informações mais reais sobre os bichinhos.
Numa universidade dos EUA, por exemplo, um esquilo-robô batizado de Rocky é a porta de entrada para o universo desses bichos, nos parques de Hampshire.
A gente já contou essa história no caderno, mas a reportagem é bem mais detalhada, falando de outros experimentos, como um que investiga o comportamento sexual dos gansos selvagens.
Leia mais a seguir...
Em Indiana, um lagarto artificial exibe um comportamento agressivo enquanto os pesquisadores tentam descobrir quais ações intimidam e quais atraem os lagartos de verdade.
Em Bruxelas, falsas baratas embebidas em feromônio fazem com que os insetos verdadeiros saiam de seus esconderijos escuros.
Na Califórnia, uma minúscula câmera de vídeo colocada dentro de uma gansa selvagem de mentira grava em detalhes as manobras de cortejo e outras feitas pelos machos especialmente promíscuos da espécie. Segundo os cientistas, esse tipo de pesquisa pode até mesmo ajudar a explicar comportamentos semelhantes adotados pelos seres humanos.
‘Os animais e os seres humanos são afetados pelos mesmos comportamentos, postura corporal e sinais um dos outros, fatores esses a respeito dos quais talvez não tenhamos consciência‘, afirmou Sarah Partan, professora-assistente na área de comportamento animal da Faculdade Hampshire, onde é feita a pesquisa com os esquilos.
A utilização de animais falsos para observar de perto os animais verdadeiros é tão recente que poucas empresas vendem ou fabricam tais ferramentas para os pesquisadores.
Muitos dos cientistas que usam os duplos de animais modificaram bichos de brinquedo ou, como no caso de Partan e dos alunos dela, montaram seu próprio animal de mentira, valendo-se de pequenos motores, circuitos e outros materiais. A cientista, que criou Rocky alguns anos atrás com seus alunos da Universidade do Sul da Flórida, está constantemente atualizando a tecnologia do robô e refinando as ações dele.
Os movimentos feitos por Rocky são controlados por meio de programas simples de computador, e o animalzinho conta com pequenos alto-falantes embutidos que tocam gravações compradas por Partan de uma biblioteca de sons da Universidade Cornell.
Na tarde de um dia recente, a professora e os alunos Maya Gounard, 20, e Andrew Fulmer, 19, trouxeram Rocky ao ar livre para mais um teste de campo e colocaram-no perto de esquilos reais. Montado sobre uma prancha, o robô ficou protegido por meio de um capuz camuflado enquanto um longo fio conectava-o ao laptop dos pesquisadores.
Depois de o programa de computador ter aberto o capuz, Rocky começou a realizar uma seqüência de abanos com o rabo, guinchos e outras ações que os esquilos reconhecem como sinais de perigo.
Os experimentos mais bem-sucedidos dão-se quando os esquilos de verdade respondem abanando sua própria cauda, paralisando a busca por comida para verificar a existência de alguma ameaça, subindo em uma árvore ou adotando outras manobras indicativas de que entenderam os sinais, disse Partan.
‘Nós observamos uma troca comportamental‘, afirmou a pesquisadora, apontando para um esquilo que, ao ouvir os guinchos de Rocky, apoiou-se nas patas traseiras e ficou paralisado enquanto vasculhava seu entorno com os olhos.
Os cientistas tentam agora descobrir se os esquilos reagem mais energicamente aos barulhos ou aos movimentos de Rocky, ou a uma combinação dos dois, algo que os especialistas chamam de sinais multimodais.
As criaturas robóticas também ajudariam os cientistas a descobrirem o quanto um determinado animal pode ser levado a agir para além de seus instintos de sobrevivência.
Pesquisadores da Universidade Livre de Bruxelas, por exemplo, descobriram que falsas baratas embebidas com um feromônio conhecido tornavam-se tão semelhantes a outras baratas que os insetos verdadeiros saíam da proteção de seus locais escuros para avaliar o adversário em potencial.
Em outra experiência, um lagarto-robô desenvolvido pela pesquisadora Emilia Martins, da Universidade Indiana, valeu-se de flexões enérgicas com as patas para fazer com que animais verdadeiros realizassem movimentos semelhantes de corte sexual, força e dominância.
A depender da postura adotada pelo lagarto falso, as criaturas de carne e osso reagiram como se estivessem sendo incomodadas, ameaçadas ou estimuladas o que dá aos pesquisadores a chance de estudar os menores movimentos de pata, piscadas de olho e outros trejeitos.
Os pesquisadores dizem que a utilização dos animais falsos em experimentos depende das habilidades, do tamanho, da visão e do olfato das espécies verdadeiras.
‘Quanto maior o animal e quanto mais complicado o animal, mais difícil será ter um robô capaz de imitar os sinais e enviar as pistas visuais corretas‘, afirmou Jack Bradbury, professor de ornitologia em Cornell.
As pesquisas de Bradbury abarcam da imitação vocal de papagaios às opções sexuais das lesmas marinhas hermafroditas. O cientista não usa robôs, mas sim sinais sonoros saídos de alto-falantes escondidos em moitas para manipular os animais em ambiente selvagem ao ‘conversar‘ com eles ou ao emitir sons que reconhecem.
‘Os papagaios selvagens são bastante espertos, mas consegui interagir durante horas com eles por meio dessa técnica‘, disse. ‘Eles vêm até o local do alto-falante e ficam olhando para a moita. Apesar de não verem um pássaro, continuam comunicando-se sob o pressuposto de que há algum outro papagaio em algum lugar.‘
Segundo Bradbury, os animais-robôs não são utilizados ‘apenas para mostrarmos que somos (nós, os cientistas) espertos‘.
‘A verdadeira questão do ponto de vista do cientista é: ’Eu vou conseguir um robô que me ajudará a responder às perguntas que não consegui responder de outra forma?’.‘
Escrito por Rodolfo Lucena às 12h13
Lançada atualização para Windows XP em português do Brasil
Service Pack 3
Discretamente, a Microsoft colocou para download o Windows XP Service Pack 3 (SP3) em português do Brasil (PT-BR) – até então, ele estava disponível apenas em outros idiomas.
Para fazer a atualização, é necessário ter o Windows XP Home ou Professional com Service Pack 1a ou Service Pack 2 já instalado. Os usuários do SP1a não precisam se preocupar em instalar o SP2 porque todas as correções deste estão inclusas no SP3.
Por enquanto o SP3 PT-BR está disponível para download somente no Centro de Download da Microsoft, em versão com 302,3 Mbytes indicada para "profissionais de TI e desenvolvedores". Para usuários comuns, a empresa recomenda a atualização pelo Windows Update (windowsupdate.microsoft.com), mas o SP3 PT-BR ainda não é oferecido por esse canal.
Os mais apressados, portanto, podem baixar o Windows XP Service Pack 3 em português do Brasil no endereço www.microsoft.com/downloads/details.aspx?FamilyID=5b33b5a8-5e76-401f-be08-1e1555d4f3d4&DisplayLang=pt-br.
Por Emerson Kimura
Escrito por Gustavo Villas Boas às 18h39
Twitter no seriado "CSI"
Micro na TV
A ferramenta de microblog Twitter apareceu no mais recente episódio do seriado "CSI". Os investigadores observam o perfil de uma vítima, que postou duas horas antes de morrer. Um deles diz que, como blogueira, a menina deixaria pistas na internet se tivesse problemas no mundo real. O outro fala que as pessoas "não esperam por privacidade. Eles valorizam a abertura".
Via @ericmessa
Escrito por Daniela Arrais às 18h01
Disco de graça na rede
Free

A banda Nine Inch Nails lança seu novo álbum, "The Slip", de graça na internet. Para baixar o disco, é preciso fornecer endereço de e-mail. Em seguida, você recebe um link para download _há várias opções de formato, de MP3 a Wave 24/96 (que, segundo o site, apresente qualidade ainda melhor que a de um CD).
Para baixar: http://theslip.nin.com/
Escrito por Daniela Arrais às 16h17
Geeks, assistam a esses episódio de South Park
Cartman on-line
Bem, diferentemente do que eu tinha apostado, South Park ficou disponível gratuitamente e com episódios inteiros para o Brasil. Ótimo.
Então que tal algumas dicas de episódios conectados?
Make Love, Not Warcraft - O universo do game on-line (e seus jogadores) está nesse episódio da décima temporada.
Christian Rock Hard - Downloads ilegais fazem parte do show
Guitar Queer-o - O jogo Guitar Hero vira moda entre os personagens
Ainda tem o Over Logging, que vai começar a ser transmitido a partir do dia 17 pela internet. A história? Um verdadeiro pesadelo: a cidade de South Park amanhece sem internet.
Para assistir a mais episódios, vá ao site http://www.southparkstudios.com/episodes/
Escrito por Gustavo Villas Boas às 16h04
