Blog de Tec

Nada que é digital nos é estranho

 

Toda a informação do mundo na web

Conversa de pai?

A web está apenas na sua infância, afirma sir Tim Berners-Lee, falando em cerimônia que comemora o primor da adolescência de sua criação _Berners-Lee é reputado como o pai do código que levou a multimídia à internet, dando origem à world wide web.

Na festa de 15 anos da web, ele disse que, no futuro, "todas as informações do mundo" estarão a um clique do mouse, em algum documento repleto de hiperlinks.

E, pelo jeito, agora começa a ficar bom, apesar de tanta porcaria que se vê na rede e apesar dos maus usos desse fantástico meio de comunicação.

Falando à BBC, Berners-Lee não escondeu seu otimismo:

"As pessoas estão construindo novos sistemas sociais, novas formas de governança. O que esperamos é que isso possa vir a ter como resultado novas formas de trabalho colaborativo, eficiente e justo, que nos ajudem a administrar o planeta."

Escrito por Rodolfo Lucena às 15h25

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Tatuagens de nerds

Na pele

Quem tem coragem de tatuar símbolos tão nerds? O Procurando Vagas reunium algumas imagens.

Escrito por Daniela Arrais às 19h50

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Vídeo sobre PS3 e Wii

Duelo

 

De um lado, uma mulher um tanto fora de forma exalta os benefícios tecnológicos do Ps3. Do outro, uma menina super em forma e em trajes sumários mostra quais são os benefícios do Wii. Confira o divertido vídeo, em inglês.

Escrito por Daniela Arrais às 16h32

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Jogo do padre Adelir

Crazy Carli

E o povo não perde tempo. Já circula pela internet o link de Crazy Carli, jogo para "ajudar o padre Carli a vencer seu GPS e encontrar seu caminho". Para jogar basta usar a barra de espaço e as setas direcionais do teclado.

Clique aqui para jogar  =)

Escrito por Daniela Arrais às 16h18

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Dica para usar no Google

Quando?

Depois de realizar uma busca no megabuscador, adcione colado ao final do endereço lá no alto &as_qdr=d


Dessa forma, aparece uma nova caixinha de opção para restringir a busca às últimas 24 horas, semana, mês, dois meses etc.

Ainda não sei a causa, alguém tem alguma pista?

 

Escrito por Gustavo Villas Boas às 23h24

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Baixe nova música do CSS

Amostra

A banda brasileira Cansei de Ser Sexy disponibiliza apenas hoje o download gratuito de sua nova música, "Rat Is Dead (Rage)", do novo álbum "Donkey" _que será lançado em julho pela SubPop. Para baixar a música, basta preencher um mini-formulário com nome, sobrenome e endereço de e-mail.

* A foto é de Sylvain Taillandier

Escrito por Daniela Arrais às 15h42

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Veja bolos de casamentos tecnológicos

Confeitaria geek

O Geek24 compilou uma série de fotos de bolos de casamento de pombinhos bem aficionados por tecnologia. Confira: http://www.geek24.com/g/geek-cakes-for-geeky-wedding-or-geeky-birthday

Os brasileiros Ian Black e Marina Santa Helena estão na lista (é essa última foto do post).

Escrito por Daniela Arrais às 12h15

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Cobertura on-line da Virada Cultural

Colaboração

A cobertura da Virada Cultural, que ocorreu no fim de semana, em São Paulo, ganha espaço na internet. No Flickr, foram criados dois grupos para que usuários reunam suas fotos: o primeiro conta com cerca de 120 fotos, enquanto o segundo compila cerca de 40 imagens.

O Radar Cultura montou um site especial para a cobertura colaborativa do evento: http://www.radarcultura.com.br/virada. Lá é possível encontrar textos, fotos, vídeos e até áudio de algumas apresentações.

* A foto tirada na esquina da avenida São João com a rua Aurora é de Ana Carmen

Escrito por Daniela Arrais às 11h55

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Quer ser meu amigo no Sonico?

Spam?

No meu e-mail para todas as horas, todos os sites, todos os cadastros, chovem convites para entrar na rede social Sonico. Sei não, ou é spam ou o site é mais popular que o Orkut, né mesmo?

 

Escrito por Gustavo Villas Boas às 11h25

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Queda global no Street View do Google

Pedala, Robinho

O menino andava de bicicleta e o Google coletava imagens para o incrível Street View.

Deu no que deu.

Escrito por Gustavo Villas Boas às 17h11

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Chat apareceu no meu Facebook

Lembra o Gtalk

No começo do mês, saiu no nosso caderno o anúncio de que a rede social Facebook teria um chat, que apareceria aos poucos nos perfis. Até então, não tinha visto nada.

Eis que, ontem, Daniela (a Arrais) e um amigo meu comentaram sobre o recurso, que também apareceu no meu perfil. Ele fica fixo na parte inferior da página e tem o estilo do Gtalk (o mensageiro do Gmail): mais discreto e sem janela pululantes como no MSN —mas, se você quiser, há a opção Pop-out.

O problema, no meu caso, é que meus contatos não ficam on-line no Facebook ainda. Aliás, vocês conhecem quem usa o Facebook com freqüência? Eu só conheço quem o utiliza para compartilhar fotos.

Escrito por Camila Rodrigues às 10h27

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Na internet, brincadeiras sobre o "padre voador"

Pecado?

Mais um brasileiro em "Lost" é uma das paródias que está circulando na internet sobre o destino do padre Adelir Antônio de Carli, que desapareceu no último domingo enquanto tentava bater um recorde ao voar preso a balões de festa cheios de gás hélio. Em uma foto-montagem, os balões coloridos aparecem atrás do elenco da famosa série que se passa em uma ilha misteriosa. 

Até blog já inventaram para "cobrir" o desaparecimento do padre Adelir. Trata-se do Padre Baloeiro, que reúne trechos como: Desde seu vôo o paradeiro do incrível padre baloeiro, ou padre voador é um mistério. Porém desde que se deu por desaparecido coisas misteriosas acontecem no Brasil. Ontem dia 21/04/2008, aconteceu um terremoto de proporções incríveis no território nacional, fontes ainda não confirmam, mas o padre pode estar por trás desse acontecimento.

O famoso blogueiro de fofocas Perez Hilton dedicou um post ao assunto, intitulado Headline of the Weak: http://perezhilton.com/2008-04-22-headline-of-the-week-weak-120

E, no YouTube, tem até vídeo sobre as aventuras do padre:

Escrito por Daniela Arrais às 19h06

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Vale quanto tecla?

Super-Teclado

Desde que eu coloquei os olhos no bichão (Optimus Maximus Keyboard), fiquei com vontade de ter um. Mas, sinceramente, não ia me servir de nada: nunca programei qualquer tecla do teclado ou botão do mouse. Essa é principal atração do brinquedo abaixo.

Como é hiper-caro, perguntei para um amigo designer, que trabalha com programas pesados de edição de imagem e som, se um negócio desse seria útil para ele ou só bonito mesmo.

Ele disse que sim, que usa bastante os atalhos do teclado em cada programa. Com a identificação visual por tecla, facilitaria o uso e ampliaria a gama de atalhos que ele já tem o costume de usar.

O keyboard tem 133 telas Oled em cada tecla, que pode ter a função, e a imagem que aparece, personalizados. Fora outras características bacanas.

O preço? Um pouco mais de US$ 10. Por telinha. Custa US$ 1.589 no ThinkGeek.

Escrito por Gustavo Villas Boas às 18h42

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Entrevistas sobre o Twitter

Micro 5

David Parry coordena o Academ Hack, projeto que tem como objetivo discutir o uso da tecnologia no ambiente acadêmico. Ele também conversou com a Folha sobre o uso do Twitter em sala de aula.

Folha – Por que o Twitter é bom para a academia?

David Parry - Talvez eu esteja evocando um nostálgico modelo de educação que nunca existiu, mas estou pensando aqui nas maneiras como os estuantes viviam juntos em dormitórios, socializavam depois das aulas. Mas nesse momento, ao menos, penso que isso está se tornando menos e menos o caso. Estudantes vão à universidade com suas identidades de estudantes, que são apenas uma parte do que eles são e do que eles fazem. Muitos deles têm empregos, em paralelo à escola, então o aspecto social do campus mudou. Se isso é uma caso de novas maneiras de socializar, como o Facebook e o MySpace são, onde os estudantes estão formando suas comunidades de aprendizado, eles estão formando suas comunidades de aprendizado, o que talvez, minimamente, sobreponha a experiência da sala de aula.

 

Para expandir as paredes da sala de aula, fazer a educação relevante para todos os aspectos da vida do estudante, em vez de ser apenas algo que eles fazem quatro, cinco horas por dia, nós precisamos pensar em maneiras e expandir a forma de aprendizado. Agora eu não vou argumentar contra a “ausência de comunicação face a face” (essa linha de discurso sempre pareceu um pouco boba para mim). No entanto, quero sugerir que quando os educadores aprendem a se comunicar com estudantes das maneiras e pelos meios que eles usam, o aprendizado se torna mais relevante. Nas minhas aulas de graduação, observo uma disparidade entre quem usa Twitter e quem não usa. Como só os vejo uma vez por semana, se eles são alunos que durante a semana usam o Twitter, tendo a ter uma melhor idéia sobre o que eles estão fazendo, como estão lidando com o material e como a minha aula se relaciona com os objetivos deles. 

 

Os educadores enfrentam uma escolha entre continuar a fechar-se fora do que acontece na sala de aula, assumindo que se trata de um espaço sagrado onde o tempo é absoluto, ou entender que, como várias outras instituições, suas fronteiras não são rigidamente determinadas. Um é o caminho da relevância e outro é de produzir indivíduos educados.

 

Em segundo lugar, como sugeriu Howard Rheingold, o divisor de águas do futuro será caracterizado por aqueles que entendem como usar novas tecnologias, ressaltando seu potencial social, e aqueles que não. Então, nesse aspecto, eu vejo que um dos meus trabalhos como educador é mostrar aos alunos como funcionam as comunicações em rede. Nesse sentido, o Twitter serve tanto como uma plataforma para discutir tendências emergentes quanto como objeto de análise. Depois que os estudantes começaram a usar o Twitter é que eles tiveram um exemplo pragmático sobre o qual eles podem aplicar os conceitos abstratos que viram em um livro como o de Rheingold. Eu também acrescento que os estudantes que estão mais ligados a esses conceitos são os que mais rapidamente entram no Twitter e continuam a usá-lo.

 

Em terceiro lugar, vou manter essa resposta curta, afinal isso reflete o uso geral do Twitter, não como ele funciona especificamente na academia, é que ele ajuda a criar uma rede de colegas e estudantes, refletindo o que é importante e o que é mundano. É uma rede em que você não vê as pessoas todos os dias, mas você se sente conectado a elas porque você recebe atualizações sobre o que eles estão fazendo no dia-a-dia. Então os estudantes me mandam “Estou procurando galochas” ou “Estou indo encontrar alguém em um café para comprar olhar algo que acabei de ver no Craiglist”. E também coisas do tipo: “Vi esta notícia na TV e ela se relaciona como o que nós falamos em sala de aula.”

 

Folha – Você pode explicar de que maneiras o Twitter pode ser usado no ambiente acadêmico?

Parry – O primeiro uso que eu faço é introduzir aos estudantes o conceito de “smart mobs”, ou comunicações em rede. Fora isso, professores começaram a usar a ferramenta de variadas maneiras. Eu sei que Howard Rheingold (@hrheingold) usa o Twitter em sala de aula enquanto ensina e foca mais no uso relativo ao jornalismo. Enza Antenos-Conforti (@iVenus) usa para aulas de línguas estrangeiras. Acho que o Twitter também pode ser usado para conectar estudantes com o mundo inteiro, de forma mais ampla, para que eles sigam pessoas interessantes. Vários jornalistas (como @newmediajim) usam Twitter, assim como pessoas como Dave Winer (@davewiner) e Trippi (@joetrippi). Estudantes podem aprender um boa quantidade de coisas a partir do fluxo de consciência, das idéias brutas que são postadas no Twitter.

  

Folha – Como acadêmico, como você melhorou sua relacao com outros colegas e com estudantes, ao usar a Tecnologia?

Parry – Definitivamente, eu diria que dentro da minha instituição (University of Texas, em Dallas), eu estou mais conectado com os estudantes e membros que usam o Twitter do que com aqueles que não usam, especialmente em relação aos alunos da graduação, que eu vejo apenas uma vez por semana. E, fora da minha universidade, eu construi uma rede de relacionamento com outros acadêmicos que estão usando microblogging ou pensando em como a rede digital modifica nossa cultura. Nesse sentindo, o Twitter tem sido uma ferramenta valiosa para conectar aqueles que compartilham meus interesses acadêmicos. Eu até organizei um painel inteiro para uma conferência usando o Twitter, recrutando estudiosos que, de outra forma, não haveria alcançado.

Escrito por Daniela Arrais às 16h26

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Entrevistas sobre o Twitter

Micro 4

Alex Primo, professor de comunicação da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), também falou sobre o uso do Twitter na educação.

 

- Hoje o Twitter é usado basicamente por quem é geek, quem gosta de tecnologia. Os "early adopters". O internauta comum nem sabe o que é o Twitter. Mas cada dia mais tem gente começando a usar. O que me interessa mais é como ele vai se afastando do propósito inicial. O Twitter, pra mim, tem uma importância pra atualização de informações. Não só pessoas, mas instituições usam o Twitter.

 

- O interesse do microblogging é que a gente escreva sobre uma assunto ao qual a gente não quer dedicar um post inteiro. O blog ainda tem espaço para reflexão, por ter comentários. Do Twitter espera-se mais uma troca de links, de informações, pessoas procurando outras que façam alguma coisa. Ele tem um poder de compartilhar conhecimento entre quem se conhece e quem não se conhece. É mais compartilhar informações do que dizer “o que vc esta fazendo agora”.

 

- Há uma variedade de usos. Para quem usa para se manter em contato com os amigos, importa saber se o outro está com febre, em casa, vendo um show. O que eu sinto falta é de uma interação dialógica mais intensa. A interface não é voltada para conversação, apesar de existir a possibilidade de mandar mensagens privadas.

 

- O Twitter é uma interface tecnológica. No início, diziam que blogs eram queridos diários. Hoje existem tantos usos que podem ser dados aos blogs. Temos que tomar cuidado para não classificar o Twitter como isso ou aquilo _há grupos que usam o site para fazer debate, outros têm um acordo de cavalheiros para não fazer dali um espaço para conversas.

Escrito por Daniela Arrais às 14h53

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Entrevistas sobre o Twitter

Micro 3

O professor da Faculdade de Comunicação e Marketing da Faap Eric Eroi Messa falou sobre o uso do Twitter na educação. Confira tópicos da entrevista:

- Neste semestre comecei a lecionar uma disciplina chamada Novas Tecnologias da Comunicação, por conta do know-how obtido com o trabalho em marketing digital desde 1995 e com a pesquisa de mestrado na área de hipermídia. Essa disciplina pretende estudar a linguagem dos meios digitais e, portanto, montei um curso em que as aulas
presenciais são utilizadas para as discussões teóricas sobre hipermídia e temas relacionados aos meios digitais. Além das aulas, preparei uma atividade em que cada aluno deveria criar seu próprio blog. Cada um poderia escolher um tema de sua preferência, dentro do campo da comunicação. A cada semana ele deveria publicar um post crítico/opinativo sobre o texto sugerido para leitura daquela semana e também outro post sobre o tema que ele escolheu para o seu blog. Toda semana eu visito cada um dos blogs e faço uma avaliação parcial.

- Tive ótimos frutos com essa atividade pois ela estimula a pesquisa bem como a leitura dos textos sugeridos. Os alunos comentaram que também estão mais atentos para a escrita desde que passaram a postar publicamente. Em aula, lembrei a eles que o blog também pode servir como portfólio para conseguir um estágio na área de comunicação. Comento casos de pessoas como o Carlos Merigo, Dani Koetz e Mirian Bottan, que conseguiram empregos em agências de publicidade por conta do sucesso obtido com seus blogs.

- A partir da terceira semana de atividade com os blogs dos alunos, comecei a integração com a rede social Twitter. Na primeira fase, solicitei para minha rede de contatos do Twitter o endereço dos blogs dos interessados em receber a visita dos alunos, para que ficassem mais familiarizados com o meio. Na segunda etapa passei a divulgar
semanalmente através da tag #blogdoaluno os melhores posts publicados pelos alunos. O objetivo foi convidar os usuários do Twitter a visitar os blogs dos alunos e assim incentiva-los a continuar com a atualização semanal do blog. O crescente número de visitas e os comentários de leitores desconhecidos é tema de conversas em sala de
aula. 

- O próximo tema que será tratado na disciplina são as redes sociais e, então, o Twitter, bem como diversas outras redes sociais, serão colocadas em discussão. Nesse momento é provável que os alunos ganhem mais interesse e se interessem em criar um perfil para vivenciar o ambiente colaborativo promovido por essas redes sociais.

- Alguns blogs de alunos: 35 mm, feito por Nicole Cassiano e Marius Medeiros, e Repertório Criativo, feito por Juliana Fernandes.

Escrito por Daniela Arrais às 12h35

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Entrevistas sobre o Twitter

Micro 2

Carlos Merigo é publicitário, trabalha com mídias sociais e mantém o blog Brainstorm9. Ele falou sobre o uso do Twitter na publicidade.

Folha - Como ferramentas de microbloging, principalmente o Twitter, estão sendo usadas na publicidade?
Carlos Merigo - O que eu tenho visto são alguns usos isolados, como para uma campanha específica, por exemplo. Mas acredito que isso não funciona na maioria das vezes, pois são ações de curto prazo. Para um Twitter ter relevância, ele precisa ter seguidores, o que não acontece do dia pra noite. Obviamente, é preciso gerar algum interesse para que as pessoas queiram seguir uma conta no Twitter, ainda mais sendo publicidade.

Ao meu ver, o que dá certo, é oferecer algum tipo de utilidade para as pessoas. Exemplos: a revista Monet que criou um Twitter para divulgar a programação do dia dos canais pagos; o Twitter criado no ano passado para o TIM Festival, que divulgava notas em primeira mão e conteúdo exclusivo. Iniciativas nesse sentido me parecem mais acertadas, e podem ser permanentes.

Por outro lado, existem ações que usam o Twitter de forma externa, aproveitando a participação do usuário. Utilizam a API do Twitter para criar uma ação, como a Motorola já fez lá fora (
http://www.brainstorm9.com.br/2007/08/31/motorola-patrocina-nova-funcionalidade-do-twitter/), e como duas agências brasileiras fizeram recentemente para se auto-promoverem: http://pinoquio.5clicks.com.br/ e http://www.colmeia.tv/blog/2007/12/04/twitter-do-papai-noel-revelado-eh-natal-colmeia-faca-sua-lista-de-desejos-usando-o-twitter/


Folha - Qual é o retorno que os anunciantes têm ao investir em uma mídia tão nova?
Merigo - Infelizmente, muitas ações dessas começam objetivando apenas o volume, o que já começa errado. Acredito que ferramentas como Twitter vão além disso, servem muito mais para gerar um relacionamento com as pessoas, oferecer algum conteúdo relevante, ser útil. O Twitter é uma ferramenta perfeita para uma marca estar presente no dia-a-dia da pessoa, sendo que ela desejou isso, sendo que ela a convidou para enviar mensagens. Mas como eu disse acima: é preciso dar motivos para uma pessoa querer seguir outra no Twitter.

De qualquer forma, o investimento é baixo, beira o zero em muitos casos. Vale a experimentação das empresas e agências.


Folha - Como é medido o impacto de uma ação no Twitter?
Merigo
- Para começar, se for um Twitter de uma marca ou ação, pela quantidade de seguidores. Mas não só isso, também pela repercussão que é capaz de causar nas mídias sociais, como posts em blogs, por exemplo. Existem também ferramentas que geram estatísticas de links que são divulgados via Twitter, como TweetBurner.

Escrito por Daniela Arrais às 12h16

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Entrevistas sobre o Twitter

Micro 1

A capa do caderno Informática de hoje é sobre o Twitter, ferramenta de microblogging que já tem 7% de usuários brasileiros. Aqui no Circuito Integrado você confere a íntegra das entrevistas. A primeira é com a publicitária Bruna Calheiros, que mantém os blogs Sedentário & Hiperativo e Smelly Cat. A foto é de Carol Guedes/Folha Imagem.

 

Folha - Desde quando você usa o Twitter? O que te motivou a entrar no site?
Bruna Calheiros - Criei meu perfil no Twitter em Abril de 2007, mas só comecei a usar com frequencia o Twitter em agosto e, desde então, se tornou um vício bom, "twitto" todos os dias e ele já se transformou em uma Lovemark pra mim. Entrei porque fiquei sabendo da sua existência e, como a maioria de ferramentas que surgem na rede, criei um perfil para ver qual é que era a desse tal de Twitter. Testar e ver se me interessava ou se era "mais uma rede social". Como na época o pessoal ainda não utilizava com freqüência, acabei deixando de lado por um tempo, atualizando bem pouco. Não sei ao certo o porque mas em agosto resolvi voltar, configurei para mandar mensagem a partir do GTalk e essa facilidade de receber e enviar as atualizações fez com que virasse costume acompanhar e mandar notícias pelo Twitter. No início utilizava mais para enviar links interessantes e notícias, coisas que eu estava vendo na internet. Achava que poderia ser interessante para outras pessoas aquilo que estava vendo, assim como é interessante para mim ver o que os outros acham de bacana na internet. Quando comecei a usar em agosto ele ainda não tinha se tornado muito popular, diversas pessoas já o conheciam, mas não usavam ainda. Isso fez com que não soubessemos os reais motivos do porque perder tempo com essa rede. Hoje eu sei o quão divertida ela é e as suas diversas possibilidades, mas em agosto tudo era muito novo e cada um acabou achando uma maneira diferente de aproveitar aquilo. Eu, por ser blogueira, utilizava mais como um depósito de links. Hoje, o Twitter é tão viciante que às vezes quando tenho muito trabalho para fazer no computador tenho que fechá-lo (para ver os updates e me comunicar utilizo o aplicativo Twhirl) para me concentrar, se continuar acompanhando o Twitter, acabo levando muito mais tempo para terminar.

Folha - Quais são os pontos positivos e negativos do site na sua opinião?
Bruna - Vou começar pelos negativos que acho que são poucos. O Twitter é uma plataforma muito simples, isso é ótimo, mas acaba por não realizar simples funções como organizar seu histórico por meses, ter uma ferramenta de busca própria avançada ou mesmo a possibilidades de adicionar tags quando inclui uma atualização no favoritos. Por apresentar sua API pública, os usuários acabam por criar diversos programetes para auxiliar outros usuários, mas nem todos acabam sendo conhecidos ou organizados. Às vezes sei que existe um site que faz o que estou precisando, porém por não ter um lugar que compreende todos esses acabo não encontrando. Ainda bem que nessas horas temos o Twitter. É incrível sua rapidez de obter respostas, diversas vezes pergunto sobre programas ou sites no Twitter, e o pessoal acaba sendo mais eficiente do que o Google, pois além de te sugerirem um ou vários programas daquele que você procurava, também já dão sua opinião e indicações de uso. O Twitter é altamente qualitativo e isso que é o bacana, você tem em real time a opinião de pessoas diferentes sobre alguma coisa. Não sabe se determinado filme é bom? Manda no Twitter que em dois minutos tem opiniões suficientes para saber se vai gostar ou não do filme. E isso é apenas uma das inúmeras possibilidades. Além de opiniões e indicações, o Twitter pode ser atualizado facilmente de qualquer lugar, ou seja, as pessoas acabam mandando notícias do que acontece em volta delas "trânsito na 23 de maio" (ohh really?), "toco hoje no Vegas, nome na lista mande direct", "assalto no MAM". Ele facilita tanto na hora de se publicar uma notícia e por ele elas chegam tão rápido que quando saem em blogs ou na mídia tradicional parece que já estão velhas. Ou seja, ele também serve como uma forma de se informar do mundo em volta dos twitters ou um RSS de links interessantes que pessoas que você julga valer a pena seguir te enviam. Pontos positivos é o que não falta, já conheci pessoalmente pessoas incríveis as quais comecei a conhecê-las seguindo no Twitter, já arrumei um estágio na 10' para uma amiga minha, pois vi uma vaga que o Michel Lent tinha mandado, já encontrei meu casaco branco que havia perdido em um #nob (nerds on beer) porque a Lucia Freitas tinha guardado e mandou no Twitter. E por isso que eu sou apaixonada pela ferramenta. No Orkut você conhece a casca da pessoa, no Twitter, o recheio. No Orkut uma pessoa facilmente entra em uma comunidade que não tem nada a ver com ela porque está na moda, porque ela quer mostrar a um possivel avaliador de emprego que ela é "líder", "empreendedora" e várias outras coisas. No Twitter essas máscaras caem, ninguém aguenta não ser espontâneo, ser você mesmo no Twitter.

Folha - A que você atribui o altíssimo número de pessoas que te seguem?
Bruna - Vale perguntar no Twitter? Não sei realmente, suponho (e espero) que as pessoas acham interessante o que falo o penso, gostam ou detestam minhas opiniões, curtem receber links de sites nonsense ou de notícias. Ou só querem mesmo contribuir para eu passar o Cris Dias na quantidade de followers :P. É um fato que seu blog (Sedentário & Hiperativo e Smelly Cat, no meu caso) te concede já uma exposição inicial, mas é importante ser quem você é e as pessoas se sentirem a vontade com suas opiniões, querendo receber suas atualizações, e quanto mais followers maior é a interação, mais divertido fica. Ninguém vai seguir uma pessoa que não acrescenta nada interessante, pode até começar a seguir, mas fica lá no meio, morto, sem relevância, sem sentido, o Twitter é uma troca. Acho muito triste essas pessoas que não seguem ninguém (como se fossem muito bons para seguir alguém e como se a opinião do outro não fosse interessante para ele), que se isolam, não procuram interagir com os outros, é a interação que torna a ferramenta surpreendente e viciante.

Folha - Existe uma espécie de etiqueta do Twitter?

Bruna - Existe e não existe. O Twitter é público, a pessoa faz em seu perfil o que quiser com ele, publica o que quiser. Se alguém não está curtindo o que uma pessoa anda publicando, facilmente para de seguir. É claro que tem algumas "regrinhas" que o pessoal costuma seguir para uma boa convivência, são como "consciente coletivo", ninguém nunca estabeleceu, mas a maioria sabe que se abusare pode perder seguidores. Conversar demasiadamente com uma mesma pessoa é uma delas (fazer do Twitter uma grande sala de chat), é legal comentar sobre algo e dar sua opinião, mas não estender demais o assunto, se viu que está estendendo, envia por direct ou vai para o gtalk conversar. Outra coisa é levar o Twitter demais ao pé da letra, "What are you doing?" não é bacana, saber que uma pessoa está tomando água, indo ao banco ou escrevendo no Twitter não acrescenta nada, mas saber o que essa pessoa achou daquela água nova, sua opinião, isso é bacana. De resto, não tem muita dificuldade não, você descobre se consideram interessante o que fala pelos número de followers e sua interação com eles, se a forma como interage com pessoas "desconhecidas" é relevante, elas começasm a te seguir. Nem sempre o número de followers é o melhor marcador de popularidade, a qualidade e relevância das conversas também são, e isso cada um determina de uma maneira, seguindo ou não algumas pessoas, escolhendo os assuntos nos quais vai opinar. O interessante é deixar o Twitter com a sua cara, as pessoas que você segue acabaram sendo interessantes por algum motivo. Se você é miguxo e quer ficar apenas enviando carinhas felizes, você também vai ter seu espaço e encontrar uma rodinha miguxa, se você quer conversar sobre internet e blogosfera, será muito bem vindo na panelinha de blogueiros, e por aí vaí...

Escrito por Daniela Arrais às 12h07

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Íntegra da entrevista com o co-fundador da Apple

Steve Wozniak 

Leia aqui a íntegra da entrevista publicada na edição de hoje do caderno Informática. Steve Wozniak, que criou a Apple em 1976 com o xará Jobs, falou à Folha por telefone e abordou tecnologia em geral, movimento verde, Apple, Steve Jobs, Bill Gates e código aberto, entre outros assuntos.
(Por Emerson Kimura; foto: Al Luckow)

FOLHA - O que o sr. faz atualmente?

WOZNIAK - Nos últimos dois anos, montei uma companhia [Acquicor Technology] –  mas não é a minha área, então estou a me demitir –, escrevi um livro, fiz um tour [de promoção] do livro e discursei ao redor do mundo para diversos grupos.

FOLHA - O sr. ainda é empregado da Apple?

WOZNIAK - Sim, mas não trabalho na Apple. Trabalho com algumas empresas de tecnologia, mais start-ups, e com algumas companhias "verdes" de tecnologia, principalmente na área de materiais de construção.

FOLHA - Qual seu papel na Apple hoje?

WOZNIAK - Bem, eu sou definido como um "fellow", companheiro. [O programa Apple Fellows reconhece a contribuição de alguns indivíduos para a empresa; além de Woz, fazem parte do seleto grupo Bill Atkinson, Steve Capps, Rod Holt, Alan Kay, Guy Kawasaki, Don Norman e Rich Page.] É bem uma função aberta; tendo uma idéia eu provavelmente posso conseguir apoio para desenvolvê-la, mas não faço muito além de simplesmente dizer a Steve Jobs meus comentários e procedimentos de vez em quando.

FOLHA - Como o sr. olha para esse movimento verde?

WOZNIAK - É o grande foco de atenção para a próxima década ou duas, particularmente em meios para criar energia e para pessoas usarem energia. Os primeiros incluem estações de energia verde que geram força a partir de materiais recicláveis e renováveis, como geotérmicos e luz solar. Na segunda categoria entram coisas como carros eficientes, novas tecnologias para baterias, construção cuidadosa de casas.

FOLHA - E provavelmente o sr. vê um papel importante da tecnologia em tudo isso.

WOZNIAK - Totalmente. Tecnologia é como... Qualquer coisa que possibilite fazer coisas em menos passos. Ela basicamente poupa trabalho, poupa esforço. Ou poupa dinheiro para que ele possa ser aplicado de outra maneira.
Acho que alguns dos grandes avanços tecnológicos na verdade começam mais cedo na ciência – por exemplo, materiais novos, particularmente os feitos com nanotecnologia, oferecem certas qualidades que depois nos permitirão criar novas tecnologias, como baterias mais resistentes.

FOLHA - Quais os principais benefícios que a tecnologia nos trouxe nas últimas décadas?

WOZNIAK - A tecnologia aumentou as nossas habilidades próprias de resolver as coisas sozinhos, tanto no trabalho quanto para o entretenimento – como fotografias e música em computadores. Também nos permitiu comunicar bem, transmitindo tudo – de palavras a imagens, passando por músicas e apresentações.

FOLHA - Quais foram os principais obstáculos?

WOZNIAK - Bem, vejamos. Alguns dos obstáculos eram o fato de que nós sonhávamos e projetávamos coisas 20 anos antes de ter recursos para construí-las. Então, por exemplo, nós sabíamos que um dia a memória nos permitiria ter uma música em um computador. Mas foi um longo tempo até que nós realmente pudéssemos bancá-la para colocar a música nela.

E o custo dos computadores ainda... O computador pessoal, mesmo sendo a principal tecnologia com a qual estamos familiarizados, muitas partes do mundo não têm nenhum. Elas não têm um uso para isso. O tipo de coisa em que o computador nos ajuda não se aplica tão bem a economias muito pobres.

FOLHA - E o uso da tecnologia na educação?

WOZNIAK - A educação não tem sido aperfeiçoada como deveria porque nós ainda não temos software que se assemelhe a um ser humano. Um professor de verdade, um professor humano pode aprender características de um estudante, suas expressões faciais, a altura da voz. Muitas coisinhas que nós aprendemos somente com o crescimento. Nós sabemos como dar um significado especial, como ajudar os estudantes falando com eles mais claramente, mas o computador não pode fazer isso.

O computador simplesmente não pode... Ele não sabe se você teve um dia ruim, um computador não é amigável o suficiente para perguntar-lhe sobre seus irmãos, "como eles estão?". Então o computador é basicamente um livro escolar – claro, um livro melhor, por causa da interatividade. É como uma simples ferramenta para apresentar o seu material no papel e colaborar até certo ponto.


Wozniak em 1978, operando um Apple II; foto: Margaret Wozniak

FOLHA - Como a interação entre humanos e máquinas evoluiu nas últimas décadas?

WOZNIAK - Tivemos grandes avanços nos anos 80, quando os primeiros computadores com interface gráfica para o usuário, principalmente da Apple Computers – então Lisa e Macintosh –, surgiram. Eles eram projetados para que a tecnologia funcionasse de maneira que fosse mais familiar para o homem, mais intuitiva, mais natural.

Mas hoje, quando você usa um computador, quase sempre precisa aprender a mexer em um software. Você tem essa peça tecnológica, e como utilizá-la? Eu tenho que me empenhar para descobrir como funciona. Nesse caso, a tecnologia tem sido colocada como mais importante do que o homem.

Nós deveríamos voltar para o início e esforçar-nos em entender o homem sem tecnologia, colocar a pessoa como [a mais] importante e tentar adaptar a tecnologia para o estilo humano.

Mesmo recentemente, tanto a Microsoft quanto a Apple têm tomado medidas para ir além disso, o que é excelente, mas há limitações. Há coisas que são feitas de modo muito inadequado. No entanto, as interfaces baseadas em toque são um meio de nos aproximarmos mais das ações humanas.

FOLHA - Ainda assim, o sr. se sente confiante sobre a evolução da interface entre homens e máquinas?

WOZNIAK - Sinto-me extremamente confiante sobre isso. Algo importante são telas de baixo custo que não sejam apenas dispositivos de saída, mas também de entrada. E conseqüentemente nós iremos mais além: teremos em todo computador uma câmera que possa aprender gestos e outros sinais humanos e até fala humana sem precisar passar por uma etapa de memorização para funcionar.

FOLHA - Qual a importância da Apple?

WOZNIAK - A Apple quer trazer o poder que a tecnologia proporciona para o usuário individual e permitir que ele faça mais coisas. Nós fazíamos isso quando começamos a empresa, nossa idéia era fazer produtos úteis. Às vezes, você pode fazer um produto que vende bem, mas que é uma droga, e nós não fazemos isso. Nós fazemos apenas produtos bons.

FOLHA - Por que tantas “drogas” tornam-se best-sellers?

WOZNIAK - Eu, como consumidor, comprarei o produto mais barato. Geralmente é assim, e eu não percebo que terei algum desgosto com ele – isso vem depois do pagamento.

A Apple tenta não apenas fazer produtos que satisfaçam, mas que... Você quase baba, tem um desejo, assim que os vê, de possuí-los.

FOLHA - Por que a Apple passou por tantos problemas?

WOZNIAK - Naqueles tempos, nós éramos uma companhia com um produto, basicamente: uma linha de computadores. Quando nós temos um produto, não somos diversificados. E todas as forças do mercado – a tecnologia sobe e desce, competições sobem e descem –, todas essas forças afetaram a companhia drasticamente. Há capitalizações de empresas que sobem e descem por um ou dois fatos em dois meses só por causa de uma nova mudança no mundo.

Nós estamos um pouco melhores agora porque, grosso modo, temos três companhias: o computador, o iPod e o iPhone. Então, se um produto vai mal, os outros ajudam a segurar.

FOLHA - O que não vem acontecendo. Mas a Apple começou a crescer novamente somente com o computador, quando Steve Jobs voltou nos anos 90 e lançou o iMac...

WOZNIAK - O iMac já tinha sido desenvolvido lá dentro, antes que ele [Jobs] estivesse lá... Ele proporcionou para a leal base de consumidores uma exaltação com o seu retorno. Além disso, é um apresentador expert em marketing. Tomou medidas muito importantes para encobrir qualquer vazamento na companhia sobre produtos novos. Então, quando eles são apresentados, são muito mais emocionantes.

Escrito por Camila Rodrigues às 08h14

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Íntegra da entrevista com o co-fundador da Apple

Steve Wozniak - Parte 2 


Em frente a Wozniak, Steve Jobs observa uma blue box (dispositivo utilizado para phreaking – grosso modo, experimentos com sistemas telefônicos), em 1975; Foto: Margaret Wozniak  

FOLHA - O sr. fala com Steve Jobs?

WOZNIAK - Sim. Não muito. Somente quando eu quero, ou quando ele quer... Aí, um liga para o outro. Mas não é regularmente. Às vezes ele me liga porque está empolgado com alguma coisa, ou eu ligo para ele... Ele é muito gentil, inclui-me em todos os eventos de apresentação da Apple.

FOLHA - O sr. acha que tem o crédito que merece na história da computação?

WOZNIAK - Oh, muito mais do que eu mereço. Sim. Porque eu era um grande engenheiro, um grande tecnólogo que projetou produtos que ninguém poderia imaginar. Mas Steve Jobs tem a habilidade de colocar tudo junto, as operações... Conseguir cupons, vender computadores, anunciar, ele pode controlar todo o marketing e relacioná-lo com a engenharia, pois, apesar de não fazer trabalhos técnicos, ele os entende bem. Então ele combinou mesmo as diferentes disciplinas da companhia. E eu acho que isso é muito mais importante para trazer os computadores pessoais para o mundo, para mudar o mundo.

Algumas pessoas almejam ser o que eu sou, um incrível designer de computador e programador de software. E é apenas por isso que eu quero ser reconhecido.

FOLHA - O sr. conhece Bill Gates?

WOZNIAK - Não o conheço pessoalmente, já conversei algumas vezes. Eu ouço-o em discursos, e ele parece agir naturalmente, não parece se preparar com um roteiro, como vários executivos que se coíbem de pensar de verdade. Aprecio isso nele.

Ele começou tudo isso assim como eu, um tecnólogo – escrevendo um programa, programando em Basic para um microprocessador e deixando a faculdade para transformar aquilo em um negócio. Que tipo de pessoa fantástica para fazer isso...

Aliás, ele comprou o MS-DOS e o vendeu, em vez de desenvolvê-lo, programá-lo desde o começo. Essa é a diferença entre nós, eu fiquei no laboratório trabalhando com equipamento eletrônico, montando hardware, escrevendo software. Continuei a fazer isso em vez de me tornar um homem de negócios. Bill tornou-se um homem de negócios.

FOLHA - Você usa Windows?

WOZNIAK - Não muito. Tenho usado, por exemplo, para sistemas de desenvolvimento de microprocessadores, para controlar certos equipamentos de rede, quando o software só existe para Windows. E para alguns softwares de engenharia. Dirigi empresas em que os engenheiros tinham que usar Windows para executar os programas de engenharia... Eu evitava usar.

FOLHA - É um sistema operacional ruim?

WOZNIAK - Eu nunca tive essa opinião, de que é um sistema operacional ruim. Muitas pessoas na comunidade do Macintosh falam sobre como o Windows falha toda hora, como tem problemas horríveis, e você precisa recomeçar tudo uma vez por ano... Eu não tenho experiência suficiente para dizer isso.

Quase toda vez que você usa um programa, tudo o que você experimenta é o [próprio] programa [independente do sistema operacional] – o Photoshop deveria ser o mesmo para usar no PC ou no Mac. E não há problema no uso de quase todos os programas.

FOLHA - O que o sr. usa atualmente?

WOZNIAK - Eu uso um sofisticado laptop da Apple como principal equipamento. E tenho vários iPods, iPhones. Tenho um monte de telefones diferentes, não apenas o iPhone. Na verdade, uso um Motorola Razr para voz e um BlackBerry para algumas outras coisas. Tenho praticamente todos os smartphones de todos os tempos, simplesmente porque sou um gadget guy, um cara ligado em gadgets, e quero poder falar sobre eles.

Sou bem portátil, gosto de carregar HDs portáteis e grandes flash keys para armazenamento de memória, gosto de levar grandes cartões para minhas câmeras – e eu compro muitas câmeras digitais.

Eu tento fazer minhas escolhas de modo inteligente, tento descobrir por que uma delas é realmente a certa.

FOLHA - A portabilidade é uma parte importante no futuro da tecnologia?

WOZNIAK - Sim. Uma vez que você sabe como fazer algo em sua mesa, é muito bom poder fazê-lo em qualquer lugar. E um laptop nos permite muito isso. Mas há muitas vezes em que eu estou apenas andando por aí sem um computador, e... Bem, agora eu tenho meu iPhone, e o iPhone é o único que realmente chega perto de ser um computador de verdade.

FOLHA - E o wireless?

WOZNIAK - Sem dúvida, o futuro é sem fio. Uso bastante, até mesmo no carro. Alguém dirige para mim, e eu fico na internet.

FOLHA - Que outras tendências o sr. vê?

WOZNIAK - A Web 2.0 tem nos proporcionado muito mais do que jamais tivemos. Uma de nossas principais ferramentas em nossa vida, em nossa educação, é a enciclopédia, e agora nós temos a Wikipédia, e ela é muito mais certa, segura, exata e abrangente do que qualquer enciclopédia de papel que eu já tive na vida.

Há uma energia criativa, apóio muito isso, essas pessoas saem e criam coisas, como eu costumava fazer. Nestes dias, muita energia criativa aparece em páginas do MySpace, do Orkut, em que as pessoas se apresentam e colocam seus filmes e links para suas músicas... Elas se destacam, tornam-se grandes artistas naquela área, grandes criadores.

Também observo a tecnologia de telas o tempo todo e sonho com o dia em que nós vestiremos telas sobre as roupas e, com o apertar de um botão, poderemos determinar a cor do nosso casaco. E teremos telas em formas diversas, como em volta de um globo, mostrando o Google Earth.

FOLHA - Como o sr. se vê nos próximos anos?

WOZNIAK - Vejo-me tendo momentos muito, muito divertidos com gadgets. Vejo-me possivelmente até com outro filho. Vejo-me indo à escola simplesmente para diversão, entretenimento e eventuais aulas. Vejo-me discursando pelo mundo por pelo menos mais um ano.

Vou a muitos shows e jogos de basquete. E amo dirigir em longas viagens.

Tenho uma vida muito agradável.

FOLHA - Então o sr. se vê mantendo essa vida agradável pelos próximos anos.

WOZNIAK - Sim. E a minha coisa favorita é conversar com outras pessoas ligadas em tecnologia, de gadgets. Vejo o que eles têm, o que eles pensam sobre as coisas, participando de papos exaltados sobre como o mundo está mudando com a eletrônica. Adoro isso.

FOLHA - Você é um grande fã do Segway [veículo elétrico individual com duas rodas; www.segway.com), não?

WOZNIAK - Sim, eu adoro, levo-o para qualquer lugar. Permite-me conhecer os locais mais facilmente. O mercado para esse tipo de veículo é muito limitado, mas eu adoro.

FOLHA - Já veio o Brasil?

WOZNIAK - Nunca fui ao Brasil.

FOLHA - Já considerou?

WOZNIAK - Sim. Para falar a verdade, considero ir a um tour de observação de pássaros na Amazônia, em fevereiro do ano que vem.

FOLHA - Quais são seus interesses? A natureza, o meio ambiente...

WOZNIAK - Não tenho nenhuma experiência como naturalista, mas quando ouço sobre outras pessoas fazendo isso, fico empolgado e penso que isso é algo que eu gostaria de fazer.

Também estou trabalhando para preparar um concerto grandioso, como eu fiz nos anos 80, com os US Festival [grande evento cultural de música e tecnologia patrocinado por Wozniak, contou com duas edições, em 1982 e 1983; www.woz.org/US]. Chegamos muito, muito perto de ter um neste ano.

Estou trabalhando com a Nasa em alguns projetos espaciais. Mas bem de leve. E estou envolvido em alguns pequenos projetos, trabalhando com um grupo que dirigirá veículos ao Pólo Sul. Faço isso com ex-astronautas. Já temos veículos prontos, mas não uma data para isso, ainda. Dirigiremos ao Pólo Norte, Groenlândia, antes, e então para o Pólo Sul.

FOLHA - O que o sr. pensa sobre de sistemas de código aberto?

WOZNIAK - Acredito que as pessoas com os ideais mais elevados estão interessadas em código aberto, e são essas pessoas que têm as maiores motivações para colocar seus talentos tecnológicos para trabalhar em benefício do mundo. Elas têm um impulso interno que diz: "Eu quero tornar o mundo um lugar melhor, eu quero que as pessoas tenham mais". E elas são muito puras e muito distintas da ética comum nos negócios. É algo mais como uma ética pessoal, em que você é bom para outras pessoas, em vez de desejar uma situação em que você as controla e as trata como quiser para conseguir dinheiro. Então, basicamente, são pessoas muito puras que querem produzir algo melhor. Mas também não significa que elas sejam contra fazer dinheiro.

FOLHA - Qual sua opinião sobre organizações sem fins lucrativos?

WOZNIAK - Eu tenho muito envolvimento com organizações sem fins lucrativos. Eu nunca persegui apenas dinheiro, não criei a Apple para isso. Doei o primeiro computador... Não queria o dinheiro, apesar de tê-lo conseguido. Então basicamente eu coloquei a maior parte dele em museus, pesquisas, escolas, esse tipo de coisa. Porque dessa maneira o dinheiro é bem utilizado.

Defendo o consumidor, as pessoas comuns, a ajuda a pessoas que precisam. Não defendo fazer tudo para duplicar meu dinheiro o tempo todo, simplesmente não é assim.

FOLHA - Mas a maioria das pessoas parece ser assim.

WOZNIAK - É muito difícil, mesmo... Aliás, o projeto One Laptop per Child (laptop.org), de Nicholas Negroponte, é uma boa iniciativa. E precisa ser em código aberto. Você não pode dar tecnologia para pessoas muito pobres e exigir que elas fiquem presas a uma determinada empresa.

FOLHA - E sobre a área de multimídia, entretenimento?

WOZNIAK - Acho que o conteúdo tem problemas para chegar às massas porque as companhias sempre têm um interesse proprietário, querem controlá-lo. Nós sabemos que, um dia, todos os programas de televisão normais serão distribuídos na internet. Mas não há como evitar, você precisa assinar uma TV a cabo, uma TV por satélite. Não há como tirar as grandes redes do jogo, superá-las na internet, ainda. Mesmo sabendo que esse é o futuro. As companhias estão apenas segurando, refreando.

Outro problema é o da banda. Pode estar tudo na internet, mas nós temos problemas de banda, ela é muito limitada mesmo em um país como o meu. E esse é um problema de difícil solução.

Mas eu não vejo muita TV, não tenho tempo.

FOLHA - E videogames, você joga?

WOZNIAK - Alguns, mas não muito. Casuais. Os jogos hoje pedem muita dedicação. Quando vejo que algo pode tomar muito tempo da minha vida, procuro evitar.

FOLHA - De um lado, nós vemos o desenvolvimento de vídeo e áudio em alta resolução. De outro, formatos que causam perda de qualidade, como o MP3, e vídeos com baixa qualidade de imagem, como os do YouTube, continuam a ser populares. Como você vê isso?

WOZNIAK - É bom ter escolhas. Nós temos o Blu-ray, que garante uma experiência prazerosa, é maravilhoso. E temos, por exemplo, a Apple TV – as pessoas alugam, mas a qualidade não é muito alta, mesmo se comparada à da TV, por causa das limitações de banda. Acho que muitas pessoas escolhem conveniência acima de qualidade. Preferem a facilidade. Ou o [menor] preço.

Escrito por Camila Rodrigues às 08h12

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Saiba mais sobre a exposição de arte "Nano"

Nanotecnologia e arte

Em uma sala com espelhos no teto e em algumas das paredes, dois projetores reproduzem em paredes brancas distintas uma esfera formada por micropontos.

A existência de dois sensores (um em cada parede) permite que esses pontos tomem a forma do rosto do visitante quando ele entra na sala e encara o sensor _a mudança lembra o espelho da Branca de Neve.

É a instalação “Túnel Quântico”, uma das seis uma instalações da exposição de arte Nano, inspiradas em nanotecnologia e produzidas pela artista multimídia Victoria Vesna e o cientista James Gimzewski, assunto da página 10 do caderno de Informática desta semana.

O princípio básico da nanotecnologia é a construção de estruturas e novos materiais a partir dos átomos, segundo a Wikipédia. Há pesquisas nesse campo do conhecimento relacionadas a cosméticos, remédios, eletrônicos e dispositivos de processamento, enumerou Francisco Paletta, diretor da faculdade de engenharia e da faculdade de computação e informática da FAAP.

A idéia no Túnel Quântico é fazer que o visitante tenha uma noção do conceito de tunelamento quântico _uma função da física quântica que permite, em escala molecular, passar por uma barreira física se projetando sobre ela. “Se você se depara com uma parede, em vez de escalá-la para atingir o outro lado, existe a possibilidade de ser ver do outro lado”. Um tanto confuso...

NANOMANDALA
A aproximação microscópica de um único grão de pedra inicia uma imagem em movimento projetada sobre uma superfície redonda preenchida com pó de mármore. É uma obra de arte interativa, então o pó pode ser manuseado livremente.

Está tudo branco e, ao fundo, escuta-se um som que lembra ondas do mar. O zoom vai dimi¬nuindo, como se a câmera microscópica se afastasse bem aos poucos, e a imagem começa a ficar colorida, em tons de rosa e azul bem fortes.

A partir de então, a música de fundo passa a ser o barulho de pedras preciosas sendo lascadas por monges budistas, afim de fazer uma mandala, grão a grão.

Mais alguns minutos e o que parecia apenas borrões em cores se transformam em desenhos, como um tapete bem estampado.

Com a definição das formas, o som muda novamente e começa-se a escutar gemidos do monges em seu ritual, que dura um mês e terminará com todas as pedras preciosas jogadas ao mar.

A Nanomandala é um vídeo formado a partir de 300 mil fotos tiradas ao longo de um mês, que foi o tempo de preparação do símbolo pelos monges.

Segundo a parede externa à instalação, ela foi “inspirada na observação de um nanocientista sobre seu trabalho quando arrumava de forma intencional os átomos da mesma maneira que o mon¬ge cria imagens com areia”, está escrito na parede de entrada.

Serviço:
Nano
FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado) 
Rua Alagoas, 903
São Paulo-SP

Até 1° de junho
Das 10h às 20h de terça à sexta, e das 10h às 17h aos sábados, domingos e feriados

Escrito por Camila Rodrigues às 01h33

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Brincadeiras sobre o terremoto na internet

Humor

Enquanto a mídia noticia o terremoto de 5,2 graus na escala Richter, o pessoal aproveita para brincar na internet. O blogueiro Ian Balck, do Enloucrescendo, foi o mais rápido: já criou duas camisetas sobre o assunto.

Fábio Rex já criou uma super bem-humorada série de camisetas. Veja a galeria no Flickr: http://www.flickr.com/photos/fabiorex

No Twitter, usuários criaram a etiqueta #terremotoSP para falar sobre o assunto. A maioria diz não ter sentido nada, o que dá para perceber quando se coloca a palavra sentir no Tweet Scan, com fez o Twitter do Interney: http://tweetscan.com/index.php?s=senti&u=

No Orkut, a comunidade "Terremoto em SP - Eu fui!", criada antes das 22h, já conta com mais de 250 membros e tem enquete sobre o que provocou o tremor.

Tem até vídeo sobre o tremor da escala "Richard", feito pelo blog Siligueras:

Escrito por Daniela Arrais às 00h32

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Toshiba anuncia amanhã estratégia contra Blu-ray

Um novo DVD

Amanhã, dia 24 de abril, a Toshiba deverá fazer um anúncio mundial que revelará uma tecnologia de DVD que oferece qualidade melhor, competitiva com Blu-ray, e que rodará nos tocadores de DVD atuais, disse Afonso Antônio Hennel, presidente da Semp Toshiba, na noite de terça-feira.

"O presidente da Toshiba me mostrou uma amostra e eu fiquei impressionado com o que eles fizeram com o DVD convencional", afirmou o executivo, que voltou de uma visita ao Japão nesta semana.

O anúncio deverá definir o posicionamento da empresa no mercado de vídeos de alta definição depois de ter desistido do formato HD DVD em fevereiro, fato que legitimou a vitória do Blu-ray.

Estávamos eu e mais dois jornalistas quando Hennel revelou o assunto durante o lançamento de produtos da Semp Toshiba, em São Paulo.

Escrito por Camila Rodrigues às 00h28

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Especial - uma avaliação do uso do Eee PC

Trabalhando rumo ao serviço

Como você vem acompanhando neste blog, a Asus continua apostando suas fichas no segmento dos subnotebooks, até deixando os aparelhos um pouquinho maiores. Eu sempre fico de pé atrás com esses equipamentos que dizem fazer tudo o que um maior faz. Em princípio, pelo menos o conforto do usuário fica prejudicado, na minha opinião.

Nós já publicamos aqui no blog uma avaliação da versão do Eee PC atualmente à venda no Brasil. Trago agora uma outra visão, de alguém que está efetivamente usando o bichinho no seu dia-a-dia.

Trata-se do professor IVO ANTONIAZZI, brasileiro que vive há muitos anos nos Estados Unidos, onde coordena o Sistema de Gerenciamento de Cursos On-line no Teachers College da Universidade de Columbia. Vamos ao texto que ele mandou contando sobre sua experiência.

"Seis e trinta da manhã, estou sentado confortavelmente no trem da Long Island Railroad. Começa o meu dia de trabalho, uma viagem de 40 minutos ate o centro de Nova York. Mais 15 minutos de metrô e estou no meu escritório.

Estou escrevendo este artigo no trem. Nada extraordinário. Ao meu redor, outros estão com os seus laptops abertos, concentrados em alguma coisa, trabalho ou divertimento. Entretanto, dos 1.200 passageiros no trem, talvez seja a única pessoa usando o novo laptop da Asus, o Eee PC.

O Eee Pc é um subnotebook (minilaptop) com excelentes qualidades. É pequeno (225 mm x 165 mm x 35 mm), leve (920 g) e barato (meu modelo custou US$ 399). O sistema operacional é Linux e vem com diversos aplicativos instalados, como Firefox, Skype e OpenOffice.

Câmera de vídeo, wi-fi, alto-falantes e microfone fazem do Eee PC um instrumento precioso para viagens, encontros e reuniões. Possui os ingredientes necessários para navegar na internet, escrever, comunicar via e-mail, voz e video.

O Eee PC nao é perfeito. Certamente, não pode ser considerado um substituto do meu desktop. A tela de sete polegadas é apenas razoável, e o teclado exige um ajustamento da parte do usuário. Feito o ajustamento, entretanto, é possivel datilografar, com duas mãos, com rapidez e precisão.

A capacidade de armazenagem do Eee PC é limitada a 4 Gbytes de memória flash. Poderia ser melhor. A coleção mp3 dos meus filhos não caberia nesse computador. Essa limitação, entretanto, é mitigada pelo fato de que possui três portas USB, uma porta para cartão de memória flash, portas para vídeo externo e para cabo de rede e telefone.

A possibilidade de expandir suas capacidades através da conexão de periféricos como USB memory sticks, CD players e outros fazem do Eee PC um computador sério, permitindo trabalho sério, muito além do que se poderia esperar de um brinquedo caro para jogos eletrônicos. Ainda que ele venha com alguns joguinhos.

A importância do lançamento dessa máquina nos Estados Unidos em novembro de 2007, não é o fato de que contenha inovações tecnológicas. Pelo contrario, o Eee PC é fabricado com componentes que existem no mercado já há algum tempo. Também não é o primeiro subnotebook a aparecer no mercado. Antes dele, surgiram mininotebooks como, por exemplo, certos modelos da série P da Fujitsu.

A importância to Eee PC, junto com outros da mesma categoria, como o OLPC, é que marca o inicio de uma nova linha base de computadores, caracterizados por preço baixo (US$ 200 a US$ 500 --os modelos da Fujitsu acima citados custavam mais de US$ 1.200), robustez, leveza e facilidade de uso.

Tais qualidades abrem as portas da computação e, principalmente, da internet, a uma nova geração de pessoas, de uma faixa de renda mais baixa, que até esse momento não tinham acesso aos benefícios dessas tecnologias. Ao mesmo tempo, ele expande o mercado tradicional de compradores de tecnologia que precisam de um notebook de capacidade básica para ser usado fora do seus escritórios.

Ainda no trem, os anúncios indicam que logo mais chegaremos à Pennsylvania Station. Nesse momento, talvez estejamos passando por baixo do Empire State Building, numa longa quadra entre a quinta e sexta avenidas. A estação? Entre a sétima e oitava avenidas. Tempo suficiente para salvar este artigo, desligar o computador, guardá-lo na sacola e respirar profundamente antes de enfrentar as multidões do metrô. Missão cumprida ... com o Asus Eee PC."

Escrito por Rodolfo Lucena às 14h32

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Aplicativos do Orkut chegam na Índia --e no Brasil

Vire indiano

Chegaram os aplicativos feitos com a plataforma OpenSocial para o Orkut, primeiro na Índia. Quer dizer, para quem diz que está na Índia. Basta entrar em Perfil e mudar o país de origem para Índia e começar a utilizar as utilidades (a maioria, ainda inútil).

É tranquilão, já tem vários brasileiros comentando as ferramentas.

Escrito por Gustavo Villas Boas às 15h55

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Apple conserta falha explorada em desafio hacker

Menos uma

Quase três semanas depois de revelada por Charlie Miller, a falha explorada pelo hacker para invadir o MacBook Air durante o Pwn 2 Own, desafio da conferência de segurança CanSecWest, foi consertada pela Apple.

A falha estava em uma ferramenta em código aberta usada no navegador Safari e foi corrigida na versão 3.1.1.

Alguns entusiastas do desafio hacker dizem que o concurso é bom porque faz as empresas se mexerem rapidamente para solucionar os problemas --que, afinal, ganham imensa publicidade. Quem não gosta diz que o desafio faz apologia da invasão de computadores.

Para completar, Charles Miller me disse, três minutos depois de invadir o Air: "É bom. A Apple vai consertar essa, mas ainda tem muitas outras lá."

Escrito por Gustavo Villas Boas às 21h07

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EeePC com tela maior deve chegar ao Brasil em maio

Nove polegadas

A nova versão do mininotebook da Asus, com tela de 8,9 polegadas, será comercializada no país provavelmente a partir de maio, mesma época em que deve chegar nos Estados Unidos, na Alemanha e na Itália, entre outros países. Antes disso, o Eee PC 900 estará disponível apenas em partes da Europa – como França e Reino Unido – e da Ásia – Taiwan, Cingapura, Tailândia. O equipamento chegou às lojas de Hong Kong nesta semana, e o lançamento na França era previsto para hoje.

A empresa não especifica, mas informações de sites internacionais confirmam que o processador é o mesmo utilizado no modelo anterior (Eee PC 701, com tela de sete polegadas): o Intel Celeron M 900 MHz. Na nova versão, porém, a CPU funciona de fato a 900 MHz – na antiga, a velocidade de fábrica é de 630 MHz.

Uma novidade é o FingerGlide; um touchpad com multitouch, que permite utilizar mais de um dedo simultaneamente, de modo semelhante ao utilizado no Apple MacBook Air.

No Brasil deve ser comercializada apenas a versão com Linux e 20 Gbytes de armazenamento. O preço sugerido do Eee PC 900 será de R$ 1.590, cerca de R$ 500 a mais do que o preço médio do modelo 701 – que, aliás, continuará a ser vendido mesmo após o lançamento do novo.


Veja a configuração divulgada pela Asus:

Tela : 8,9 polegadas, resolução de 1.024x600 pixels
Cores : Branco perolizado e preto
CPU: Intel® Mobile CPU
Chipset : Intel Mobile Chipset
Memória : DDR II 1GB
Armazenamento 1: 12 Gbytes (4 Gbytes integrado + 8 Gbytes flash) SSD (Microsoft Windows OS SKU)
Armazenamento 2: 20 Gbytes (4 Gbytes integrado +16 Gbytes flash) SSD (Linux OS SKU)
Áudio: Áudio de alta definição com caixas embutidas
Wireless: Integrado 802.11b/g
Câmera: 1,3 Mpixel
Leitor de cartões: SD/MMC(SDHC)
Entrada e saída: 3xUSB , VGA-out (D-Sub, 15pinos), entrada para fones de ouvido e microfone, RJ45 10/100 Mbps
Alimentação - saída:  12V, 36W
Alimentação - entrada: 100-240V AC, 50/60Hz universal
Controle: Utiliza FingerGlide
Sistema operacional: Windows XP Home / Linux
Dimensões: 22,5 (L)x17(P)x2~3,38(H) cm
Peso : 0,99 kg

Por Emerson Kimura

Escrito por Gustavo Villas Boas às 16h46

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Mãe vingativa vende jogo no filho no eBay

Coisa feia

Talvez você já conheça a história do pai que resolveu leiloar o joguinho Guitar Hero do filho para punir o garoto por fumar maconha.

Agora, uma vingativa mãe resolveu colocar à venda o Xbox do filho porque o menino teria quebrado o aspirador de pó para fugir de tarefas domésticas. Ela já estava furiosa com o filho; quando descobriu que ele também via pornografia em seu computador, resolveu partir para a a punição e ainda contar para todo mundo as razões de sua ação.

"Sim, sou aquela mãe malvada", diz ela na apresentação do leilão, informando que pretende ensinar ao filho rebelde uma lição, a de que que "as coisas custam dinheiro".

Além de vender também a biblioteca de jogos, ela --suprema humilhação- colocou uma foto no Snoopy na página do guri no MySpace.

Imagine só o que os modernos pedagogos podem dizer sobre essa amável relação mãe-filho...

A história está contada com mais detalhes, em inglês, no RealTechNews.

Escrito por Rodolfo Lucena às 17h52

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Whaling já ataca no Brasil

171 digital

Já tem versão nacional o esquema de estelionato digital que, nos Estados Unidos, vem sendo chamado de whaling (um phishing para graúdos).

É menos elaborado que o americano, mas segue na mesma vertente.

O e-mail, que traz o assunto "Relatório de investigação", é simples e severo, aparentando ser algo oficial.

Sem mais delongas, diz apenas "PROCEDIMENTO INVESTIGATÓRIO N.º tal".

E depois manda ver: "Assunto: INTIMAÇÃO PARA COMPARECIMENTO EM AUDIÊNCIA, relativa ao procedimento investigatório em epígrafe, em tramitação nesta Regional, conforme despacho em anexo".

O tal despacho em anexo é um link para um arquivo zipado. Se e quando a vítima em potencial clicar, passa a ser vítima real.

Escrito por Rodolfo Lucena às 16h04

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Confira tabela comparativa de GPS

Testes

Clique aqui e confira a tabela comparativa completa com os testes dos 11 navegadores GPS, publicados na edição de hoje do caderno de Informática (versão on-line só para assinantes).

 

Escrito por Camila Rodrigues às 09h42

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Executivos dos EUA caem no conto do processo

Culpa no cartório

Cada vez mais sofisticados, os vigaristas que lançam mensagens falsas para roubar dados pessoais de suas vítimas estão conseguindo até enrolar aqueles que, supostamente, são os mais espertos da sociedade, os grandes executivos de de empresas norte-americanas.

Pelo visto, trata-se apenas de, como se diz, apertar os botões certos. Montes de altos executivos vêm recebendo e-mails informando que está aberto contra eles processo na Justiça dos EUA e que eles terão de comparecer frente um a um corpo de jurados.

A mensagem, que inclui os nomes do executivo e da empresa, diz ainda que ele deve clicar num link para ler o texto completo da intimação. Quando o faz, automaticamente permite a instalação de um software que grava tudo o que dedilha no teclado e manda para o computador do vigarista, que então pode descobrir senhas e dados confidenciais da empresa.

O software também serve para escravizar o computador da vítima. Segundo revela o repórter John Markoff, do "The New York Times", menos de 40% dos softwares comerciais de antivírus foram capazes de detectar o programa e interceptar o ataque.

Essa nova modalidade de ataque foi apelidada de whaling, um jogo de palavras com phishing (que já é um jogo de palavras com fish, fishing, pescaria) e whale, baleia. Ou seja, caça aos graúdos.

O que impressiona é a facilidade com que os executivos são enganados: as estimativas de vítimas estão na casa dos vários milhares. É que os vigaristas conseguiram acertar num ponto sensível do mundo corporativo norte-americano, o temor a processos. E, talvez, cada um ache que, efetivamente, tenha feito algo que possa ser tema de uma ação judicial...

Várias cortes de Justiça já colocaram em seus sites avisos sobre a manobra.

Escrito por Rodolfo Lucena às 09h34

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Vista em português tem SP1

Atualize

Chegou o Service Pack 1 para a versão em português do Windows Vista. A atualização, que acrescenta e melhora drivers (ufa!) e tem correções de seguranças, tem que ser feira a partir do Download Center da Microsoft ou do Windows Update.

A partir de maio, será feita via Atualizações Automáticas.

Só para lembrar: No desafio hacker  (para assinantes) da CanSecWest, em que estavam Ubuntu (intocado), Mac OS X (derrubado no segundo dia) e Vista (caiu aos 45 minutos do segundo tempo do último dia), o hacker que invadiu o sistema da Microsoft disse que o SP1 atrapalhou e muito a vida dele.

Escrito por Gustavo Villas Boas às 15h16

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Proibição de games vira guerra entre brasileiros e norte-americanos

Brazil

O site de games Gamespot colocou uma notícia não muito prestigiosa sobre o banimento de Bully no Brasil. Na linha do filme ‘Turistas‘, afirmou que o país tem reputação de que "qualquer coisa passa". Ou qualquer coisa, menos Bully.

Os comentários prosperam: são 419 agora. Brasileiros se manifestam, apoiando as críticas ou criticando o desconhecimento sobre o país nos comentários. Polêmica da boa.

A dica foi de FELIPE LOBO, colaborador do caderno.

Escrito por Gustavo Villas Boas às 15h26

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Baixe livros no iPod

iLivro


É possível usar seu iPod para ler livros eletrônicos com a ajuda do programa WordPod, que converte textos para o formato de leitura em iPod.


Clique em importar e escolha um livro em formato eletrônico. Os livros podem ser baixados de sites como www.ebookcult.com.br (em português) e manybooks.net (em inglês). Depois, clique em Sincronizar.


Ele poderá ser acessado no seu iPod em Extras, Notas.


Nos testes feitos, os resultados ficaram melhores quando o texto estava em formato RTF, porque não apareceram caracteres estranhos após a conversão.

Escrito por Camila Rodrigues às 15h12

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Doutores no YouTube

Gargalhada

 

Os Doutores da Alegria acabam de inaugurar um canal no Youtube: br.youtube.com/tvdoutores. A TV Doutores da Alegria tem como objetivo mostrar a produção e as ações institucionais do grupo, que leva divertimento para crianças hospitalizadas.

O canal reúne cerca de 40 vídeos. Há cenas de espetáculos teatrais, como o "Midnight Clowns" (do vídeo acima), esquetes, intervenções dos palhaços nas cidades em que eles atuam (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife) e conteúdo feito especificamente para o canal. 

Escrito por Daniela Arrais às 12h55

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TakeTwo ignora mercado brasileiro

Uma pena...

Um porta-voz da TakeTwo, empresa por trás da Rockstar, a produtora de Bully, não deu muita bola a proibição do jogo no Brasil. Disse, à Associated Press, que a censura vai impedir os brasileiros de se divertirem com o jogo, mas não vai trazer prejuízo às vendas.

Já Stephen King, o rei do terror, criticou duramente o projeto do estado norte-americano de banir todo e qualquer jogo "violento" (Mario, que ataca duramente as tartarugas, entra nessa?)  para menores de 18 anos.

Escrito por Gustavo Villas Boas às 17h54

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Justiça do RS proíbe venda de (mais) um game

Sem Bully

Tudo bem que o mote do game não é nem um pouco edificante. Você está em um internato e tem que conquistar respeito por meio do bullying --a prática de chacota, intimidação e até violência física contra colegas na escola.

Por isso, a Justiça do Rio Grande do Sul proibiu a venda do jogo, decisão que vale para todo o Brasil. Pessoalmente, acho que medidas severas se aplicariam melhor ao bullying e não ao jogo, mas, enfim...

Escrito por Gustavo Villas Boas às 16h06

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Mais um joguinho em Flash

Protector

Este é o tipo de jogo que deveria ser proibido. Parece inocente, você joga uma vez e não vê nada, tenta mais uma e acha legalzinho e depois se pega discutindo estratégias em fóruns bizarros da internet.

É do tipo Tower Defense, uma mania que começou a pouco mais de um ano no mundo dos games em Flash. Você tem que posicionar armas de defesa em um mapa estático e impedir que os inimigos passem por todo ele.

Mas o grande representante da classe ainda é o DTD 1.5.

Escrito por Gustavo Villas Boas às 15h41

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Faça seu próprio vídeo de karaokê e carregue no iPod

Karaokê no bolso

Sabia que é possível fazer vídeos para karaokê no computador e depois colocá-lo no iPod? Um programa gratuito chamado TunePrompter, compatível com Mac OS X e PC, permite criar aquelas telas de karaokê com um arquivo de MP3 e letras copiadas da internet.

Depois de baixar o programa (que está no link anterior), execute-o e escolha uma música que esteja no computador.
Em seguida, escreva a letra da música no TunePrompter ou deixe que ele o ajude a procurá-la no Google. Por experiência própria, eu aconselho a deixar escrita cada repetição.

Após isso, dê um play para executar a música e ensinar ao programa como sincronizar a letra com o som. Utilize a barra de espaços para a tarefa.

Ritmo dado, agora é só exportar o vídeo. O processo leva em torno de 15 minutos. É bom ter bastante memória e espaço em disco, pois o vídeo pode superar os 500 Mbytes.

Depois disso, copie o vídeo de karaokê para o seu iPod. Caso queira compartilhar com mais pessoas em tela maior, conecte-o a uma TV com cabo apropriado.

Escrito por Camila Rodrigues às 14h42

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Rosto perfeito acompanha o mouse

Bizarro

É estranho, muito estranho, mas muito bem-feito. Para começar a segunda-feria, vá ao cubo.cc.

Escrito por Gustavo Villas Boas às 10h26

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Norte-americano paga US$ 20 e vende por US$ 2,6 mi

Haja pizza cara!

Chris Clark, de Maryland, vendeu por US$ 2,6 milhões o nome de domínio pizza.com, que havia registrado em 1994 e pelo qual pagava US$ 20 por ano.

O consultor de 43 anos aceitou a oferta de um comprador anônimo depois de um leilão on-line que durou uma semana.

"É uma loucura, uma loucura", disse ele, segundo registrado pelo "Baltimore Sun".

Clark registrou o nome em 1994, esperando conseguir para sua firma de consultoria um contrato com uma fabricante de pizzas.

Vendeu sua empresa no ano 2000, mas continuou pagando a manutenção anual do nome de domínio. Em janeiro passado, decidiu ver se conseguia algum dinheiro pelo nome, depois de ficar sabendo que o domínio vodka.com havia sido vendido por US$ 3 milhões em 2006.

Lançou o leilão no dia 27 de março passado, e a primeira oferta foi de US$ 100. Agora espera a transação ser completada para levar seus milhões.

Escrito por Rodolfo Lucena às 17h11

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Softwares para iPhone e iPod são o máximo

Brinquedo caro

Assim que foi lançado, eu achava que o iPhone era mais uma carinha bonitinha do que útil. Não acho mais. O celular da Apple é uma revolução; não só tem bastante funções (mas falta rede 3G e GPS) como as funções são utilizáveis _a interface é um show. Até o teclado é bom de usar.

Eu tenho mais contato com o iPod Touch, um irmão menor do celular, mas muito legal também: bom para ouvir música, ver fotos e vídeos, navegar na internet, marcar compromissos, ver e gravar mapas etc.

Agora que a Apple revelou o kit para desenvolvimento de software, mais programas incríveis devem surgir. Os que eu já vi, feitos pelos hackers, antes disso, são excelentes: usam a câmera fotográfica, o acelerômetro (componente que permite ao telefone saber sua posição, se na horizontal, vertical, se está sendo chacoalhado etc.) e a telinha sensível de formas surpreendentes.

Falei tudo isso para duas coisas:

Olha o que essa mágico faz com o celular:

A outra: alguém aí tem um iPod Touch ou iPhone com trecos e coisas instalados? Também existem sites desenhados especificamente para os brinquedinhos caros. Se você conhece um, conte para a gente.

Escrito por Gustavo Villas Boas às 15h43

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Fotos clássicas ganham releitura em Lego

Álbum de brinquedo

Reconstituição da foto "V.J. Day Times Square", feita em 1945 por Alfred Eisenstaedt

Fotografias clássicas, feitas por grandes nomes como Henri Cartier-Bresson, ganham releituras com bonecos Lego. O trabalho superminucioso é do britânico Mike Stimpson. Confiram no Flickr dele

Cena baseada em "The unknown rebel", feita por Jeff Widener em 1989

Reconstituição e foto original "Lunch atop a skyscraper", feita em 1932 por Charles Ebbets

"Behind the Gare Saint Lazare", de Henri-Cartier Bresson, feita em 1932

Clique de Eddie Adams durante a Guerra do Vietnã, em 1968

Via DesignBoom

Escrito por Daniela Arrais às 19h09

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Bonequinhos de Lost

Brinquedo

Lock, Jack, Kate, Sawyer, Sayid, Charlie e Hurley, personangens da série "Lost", transformam-se em bonequinhos _disponíveis a partir de agosto.

Via Hypebeast

Escrito por Daniela Arrais às 20h10

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Trocas são permitidas

Respeito ao consumidor

Estou na Irlanda, em férias, e descobri que, para variar, o plug do notebook não serve na tomada irlandesa (como não serve na inglesa, na alemã, na espanhola e por aí vai...).

No problem: no primeiro passeio, descobri uma loja de eletrônicos, que anunciava enormes televisores de plasma e cristal líquido, e imaginei que também pudessem ter os tais adaptadores.

Dito e feito. Não tinham, como ofereciam várias alternativas, que já deram um nó na minha cabeça, que não lembrava mais se os pinos eram chatos ou redondos.

Escolhei um, troquei, peguei o primeiro novamente e acabei saindo com o outro.

Sure enough, como eles dizem, peguei o errado.

No outro dia, saí com o adaptador no bolso para ver se os caras trocavam pelo certo, apesar de o erro ter sido meu e de já ter aberto o pacote.

Pegamos um outro caminho, mas logo vi uma loja com montes de TVs gigantes, a mesma cadeia, entrei e contei minha triste história para um vendedor.

O cara olhou o que eu tinha, disse que eles tinham aquela marca, sim, e foi ver o adaptador certo.

Feliz da vida, aprovei o que ele me oferecia, e foi quando ele pediu a nota.

Como eu sabia que isso iria acontecer, tinha guardado o recibo e tudo. Muito orgulhoso de minha organização, mostrei para o vendedor a nota.

Foi quando vi que a loja não era da mesma cadeia. Eu tinha comprado numa loja da Philips e estava agora numa loja da Sony.

Pois o vendedor nem piscou: "Depois eu troco com eles", disse o sujeito. E me entregou o adaptador certo.

Não sei se fiquei mais satisfeito pelo bom tratamento ou por estar agora apto a usar meu notebook sem mais preocupações. Mas que é uma sensacional demonstração de apreço pelo consumidor, lá isso é.

Escrito por Rodolfo Lucena às 19h08

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Game inspira móveis

Tetris

Você cresceu, agora tem uma casa pra chamar de sua e continua aficionado por games? Que tal decorar os ambientes com móveis inspirados no Tetris? A idéia é da Brave Space Design.

Escrito por Daniela Arrais às 18h25

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Pegadinhas de 1º de abril

Mentirinhas

Microsoft finalmente compra Yahoo

Faça parte da primeira colônia humana em Marte

USB faz teste de gravidez

Encontre hoje o que será publicado amanhã

Nunca mais perca a hora, com a ajuda do Wake Up Kit do Google Calendar

Pizza Hut vira Pasta Hut e agora serve massas

Rick Astley cantando "Never Gonna Give You Up" é o maior sucesso no YouTube do Reino Unido _todos os "featured videos" dão link para o cantor

Caiu em algum desses boatos? 1º de abril na internet também é sinônimo de pegadinhas _e a turma se esforça, né?  =)

E você caiu em alguma delas? Viu outros boatos por aí?

Escrito por Daniela Arrais às 16h34

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Empresas proíbem uso de laptops durante reuniões

"Topless"

A ação de algumas empresas do Vale do Silício, na Califórnia (EUA), nada tem a ver com seios a mostra. Para estimular o contato visual e a conversa em reuniões dos funcionários, companhias como Adaptive Path, Dogster e Plaxo estão proibindo o uso de laptops, palmtops, smartphones e iPhones durante os encontros, segundo reportagem do Los Angeles Times.

A justificativa é que os dispositivos tiram a atenção e, por conseqüência, fazem com que as reuniões sejam menos produtivas.

Um executivo do Yahoo!, consultado pelo jornal, deu uma solução ainda melhor sobre as reuniões (muitas vezes excessivas) nas empresas: "Reuniões sem laptop fazem sentido, mas o fim das reuniões faz mais sentido ainda."

Confira a matéria completa aqui.

Escrito por Camila Rodrigues às 15h49

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