Blog de Tec

Nada que é digital nos é estranho

 

Windows Vista menos caro. Não no Brasil.

Agora não

DA FOLHA ONLINE

A Microsoft anunciou nesta sexta-feira (29) que reduzirá o preço de seu sistema operacional Windows Vista a partir de 1º de março --mas a medida não valerá para o Brasil.

Escrito por Gustavo Villas Boas às 12h00

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Filma eu: YouTube vai ter vídeos ao vivo

Googlão, filma eu!

O portal de vídeos do Google YouTube vai ter ferramenta para transmissão de vídeos ao vivo neste ano. Pelo menos, foi o que Steve Chen, co-fundador do site, disse a videoblogueira Sarah Meyers, do Pop17.

Segundo Chen, eles sempre quiseram isso, mas só agora que estão sob o guarda-chuva do Google, têm recurso$ para a empreitada.

Justin.TV, Yahoo! Live e Stickam possuem a funcionalidade.

Aliás, o relativo sucesso não fez nada bem ao Justin. A página era muito mais bonita antes.

Escrito por Gustavo Villas Boas às 11h07

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O perfil dos primeiros internautas

Pioneiros

O Pew Internet, um instituto norte-americano fez uma pesquisa com os internautas das antigas --tipo, 1972-- e concluiu que eles buscavam muito das mesmas coisas que nós (ou a maioria dos internautas):

1) contato com pessoas. Hoje, em redes sociais. Antes, nos bulletin boards, ou quadro de avisos em tradução literal, que, como disse à Folha um dos pioneiros da conexão em rede à distância do Brasil, Aleksandar Mandic, pareciam muito com o Orkut --sem tantas funções, claro. 

2)o e-mail.

Vale a pena assinar o feed do Pew, sempre tem pesquisas extensas (norte-americanos adoram uma, aparentemente) sobre a vida digital. 

Escrito por Gustavo Villas Boas às 14h06

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Funk para download

Batidão

O antropólogo Hermano Vianna disponibilizou no Overmundo a tese de mestrado que deu origem ao livro "O Mundo do Funk Carioca", que está esgotado há anos. Ele também colocou para download fotos da época.

Meu livro O Mundo Funk Carioca está esgotado há muito tempo. Culpa minha. Minha querida editora, Cristina Zahar, bem que tenta, todo ano, que eu escreva uma nova introdução para um relançamento. Ela tem toda razão: o baile funk carioca mudou radicalmente de 1988 (data da primeira edição) para hoje. Por exemplo: era 100% música importada, hoje é 100% música nacional. Ou: era totalmente desconhecido na Zona Sul... Etc. Mas não tive tempo até agora para a tarefa: é quase como escrever um outro livro... E como muita gente vive me cobrando o livro, enquanto não junto energias para a introdução, vai aqui um quebra-galho: o texto integral da dissertação de mestrado, intitulada O Baile Funk Carioca.

Para baixar, vá ao site do Overmundo

Escrito por Daniela Arrais às 13h57

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Editor da Wired mostra novo livro

Tudo grátis

Chris Anderson, editor da "Wired" e autor de "A Cauda Longa", disponibilizou no site da revista uma amostra de seu próximo livro, "Freeconomics". A obra, que também será disponibilizada gratuitamente (mas apenas para quem reside nos Estados Unidos), trata da "economia do gratuito", que consiste em oferecer produtos e serviços sem pedir nenhuma quantia em troca.

No livro, Anderson aborda como o mercado de negócios está usando a tática de dar produtos para lucrar. "Dê um celular, venda um plano mensal; faça um console barato e venda games caros", ele cita como exemplo. Também fala do fato de o "New York Times" e o "Wall Street Journal" (esse último, com algumas restrições), terem disponibilizado seu conteúdo gratuitamente.

No entanto, essa espécie de troca perde força com a consolidação da web, segundo Anderson. Nos tempos atuais, as empresas passam a oferecer produtos e serviços gratuitos e, mesmo assim, conseguem ter basante lucro. Qualquer semelhança com o Google não é mera coincidência...

Para saber mais sobre "Freeconomics", leia o preview no site da "Wired"

Escrito por Daniela Arrais às 17h53

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Guru fala sobre a abertura de código da Microsoft

Richard Stallman

O fundador da Free Software Foundation e um dos autores do projeto GNU/Linux deu a sua opinião sobre a relação entre a abertura dos códigos da Microsoft com seu formato OOXML, que ela sugere que seja um padrão —em vez do ODF, que foi criado por várias empresas e órgãos em conjunto. 

O assunto foi tratado na reportagem "Abertura de código da Microsoft é vista com desconfiança" (disponível só para assinante da Folha e do UOL), no caderno de Informática de hoje.

"Parece que isso é uma típica manobra da Microsoft para distrair: uma pseudo-iniciativa que soa importante, mas cujos detalhes são planejados cuidadosamente para que o efeito seja nulo. De acordo com o que eu li no Groklaw não parece que essa pseudo-iniciativa esteja especificamente relacionada com o OOXML. Parece ser uma ação ineficiente que pretende ter uma abrangência maior. Mas a OOXML em si é um bom exemplo de uma pseudo-iniciativa da Microsoft.

A Microsoft fez uma suposta promessa de não mais processar outras empresas e pessoas se implementar o OOXML. Mas se você ler a promessa cuidadosamente, verá que isso se aplica a muitos poucos casos, talvez nenhum caso real.

A maneira de lidar/tratar padrões secretos "de facto"  não é permitir que eles se tornem padrões ou forçar suas publicações. Indivíduos e empresas deveriam rejeitar arquivos em formatos de Word e Excel e recusar usar/visitar sites que se comunicam em formatos que não são livres e abertos. Estes incluem sites exclusivos para o Internet Explorer, muitos sites em Flash, muitos sites com RealPlayer e outros.

Governos deveriam adotar políticas de formatos que estabelecessem que seus sites de comunicação com a população só iriam usar formatos cuja documentação seja publicada na íntegra e que qualquer um seja livre para implementar. E se um formato secreto se torna amplamente utilizado, leis deveriam exigir a publicação de especificações desse formato. 

Eu sou um forte defensor dos direitos à privacidade, mas uma empresa não pode reivindicar privacidade como desculpa para manter um formato em segredo quando ele distribuiu programas implementando o formato para milhões de pessoas".

Escrito por Camila Rodrigues às 15h11

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Piratas driblam Microsoft, Google e Yahoo!

Droga

A notícia é péssima --pois é de interesse dos spammers.

Neste ano, criminosos virtuais conseguiram criar programas automáticos que conseguem driblar o sistema contra inteligência artificial Captcha dos e-mails gratuitos do Yahoo! (janeiro), Microsoft e Google (neste mês).

Esse sistema --aquelas letrinhas tortas, que você deve escrever-- serve para impedir que robôs criem contas automaticamente nestes serviços de webmail.

Os endereços dessas três empresas, de acordo com a empresa de segurança eletrônica Websense, são interessantes para os criminosos por quatro motivos principais:

1) Dá acesso a um grande número de serviços;

2) Os domínios de e-mail dessas empresas não são colocados em listas de filtros anti-spam;

3) São gratuitos;

4) São difíceis de rastrear, dado os milhões de endereços legítimos de suas bases de usuários.

Escrito por Gustavo Villas Boas às 15h04

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Você é bom de geografia?

Onde fica?

O joguinho abaixo é bacana (apesar do desastre do meu desempenho). Na parte de cima do  placespotting.com, aparece uma imagem do Google Earth (uma construção, um acidente geográfico etc.) --do lado tem algumas dicas do que é e o nível de zoom que você deve colocar para dar certo.

Na parte de baixo, aparece um mapa do mundo todo para que você procure o local misterioso. Dá para adcionar seus lugares --mas eu não tentei.

Escrito por Gustavo Villas Boas às 11h43

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Gamers sentem alívio ao serem mortos

Alívio

Uma pesquisa publicada no jornal "Emotion" mostra que jogadores de games violentos sentem alívio quando são mortos na trama. Em vez de sentirem alegria pela vitória e pelo sucesso, ferir e matar o inimigo causa nos jogadores sentimentos como ansiedade, raiva, ou as duas coisas ao mesmo tempo, de acordo com os pesquisadores. Eles examinaram as reações de 36 adultos a diferentes momentos do game "James Bond 007: NightFire".

Confira o artigo aqui. Para saber mais, vá no GameCritics. 

Escrito por Daniela Arrais às 12h07

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O pós-Oscar pirata

Virou moda

Um dia depois do Oscar, a busca pelos filmes vencedores nos buscadores piratas cresce tanto que foi batizada de "Oscar winner download day" pelo blog TorrentFreak, que vez uma comparação entre a nuven de etiquetas mais buscadas dois dias antes e doze horas depois da premiação no site MiniNova.

Escrito por Gustavo Villas Boas às 11h37

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Arte no Gmail

Na Rússia

Já viram a propaganda do Gmail na Rússia?

 

via UnderGoogle

Escrito por Daniela Arrais às 19h17

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Veja esportes alternativos no Joost

Tem até soccer!

Lembra do Joost, aquela TV pela internet dos mesmos criadores do Skype? Pois tem um post bacana no blog, mostrando alguns canais com esportes não tão comuns de se ver na televisão convencional. São eles: badminton, yoga, vela, ciclismo, rugbi, um canal para esportes olímpicos e soccer (uma bola, dez jogadores para cada time que podem movimenta-la com o pé, mais um que pode por as mãos nela para impedir que ela entre dentro de um retângulo).

No canal de soccer você pode ter uma idéia de como é o jogo vendo algumas das estrelas de todos os tempos. Tem especial sobre Pelé e sobre Maradona já.

A brincadeira sobre o futebol é por causa da descrição feita, com bom humor, pelo blogueiro Kerry Vance: "O esporte que o resto do mundo chama de futebol, e as pessoas nos EUA acima de 13 anos pensam sobre ele uma vez a cada quatro anos, ou quando Zidane dá uma cabeçada em alguém".

Só esqueceram de dizer para ele que a cabeçada foi nessa vez a cada quatro anos.

Escrito por Gustavo Villas Boas às 15h57

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Madonna vai lançar seu filme na internet

Material girl

Madonna, aquela cantora que topou encher a rede de MP3 falsos com recadinhos ("What the fuck are you doing?") para os piratas de suas músicas em 2003, se rendeu a internet.

Vai lançar seu primeiro filme como diretora, "Filth And Wisdom" (obscenidade e sabedoria), diretamente para download na internet. Legal?

Provavelmente não vai ser de graça: ela negocia com a loja iTunes.

Escrito por Gustavo Villas Boas às 14h16

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Ubuntu chegando oficialmente no Brasil

Como todos devem saber, a Canonical, corporação por trás do sistema operacional Ubuntu, está chegando ao Brasil e já negocia com algumas fabricantes para dar assistência para que elas vendam máquinas com sistema já instalado.

Conversei com Fábio Filho, um dos responsáveis pela Canonical no país. Leia abaixo:

Circuito integrado -Quais os objetivos da Canonical no Brasil?

FÁBIO FILHO -O Brasil é um mercado potencial para a empresa, assim como todos os países do Bric [Brasil, Rússia, Índia e China]. Esperamos que, até o final do ano, as fabricantes vendam pelo menos 300 mil máquinas com o Ubuntu. Já foram entregues cerca de 15 mil. Hoje, o site tem 50 mil pedidos do Brasil, entre requisições de CDs e downloads [ambos grátis]. A comunidade no Brasil é grande e ativa.

CI -Como o Ubuntu se compara com sistemas como o Vista é o Mac OS X?

FILHO - Para o usuário doméstico, que quer um software desktop de fácil utilização e de menos custo, o Ubuntu é a melhor opção _para navegar, usar software de escritório, ver vídeos, ouvir música. E é o mais seguro e estável.

Apesar de existirem programas de código livre para isso, consideramos o Mac OS a melhor opção para edição gráfica.

Sobre o Windows, historicamente ele tem uma indústria de games em torno de si. Se a pessoa comprar um PC para jogar um game feito para o Windows, ele é a melhor opção.

Existem alguns desenvolvedores que começam a considerar o mercado de Linux doméstico. A gente acredita que a demanda vai levá-los a compatibilizar os games com Linux.

CI -E os desafios? Há o problema dos drivers...

FILHO - Esse é um dos desafios históricos do Linux. Para desenvolvermos os drivers, precisamos ampliar os canais de comunicação, receber informações de quem faz webcams, placas etc.

Já somos parceiros da Intel _tudo o que sai deles é compatível. A Dell, por demanda dos usuários, vende PCs com o sistema pré-instalado.

Precisamos mostrar que o Ubuntu tem uma corporação por trás, a Canonical, presente em 20 países, que tem o compromisso de desenvolver o sistema.

Escrito por Gustavo Villas Boas às 15h55

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Usuários do Flickr exploram SP

Passeio do Flickr

Heather Champ, gerente de comunidades do Flickr, passou a manhã de hoje andando por São Paulo com sete usuários do site de compartilhamento de fotos. O city tour começou pelo Masp, seguiu pela avenida Paulista, edifício Copan, Vale do Anhangabaú e terminou no Mercado Municipal.

Desde que começou a viajar o mundo para conhecer as unidades do Flickr, Heather reserva um pedaço da viagem para conhecer os principais pontos turísticos das cidades. "Seria um crime vir a São Paulo e não conhecer esses lugares tão bonitos", disse. "Quando viajamos a negócios, corremos o risco de só conhecer o hotel e o local do evento, mas eu me esforço para conhecer o resto."

Durante o passeio, Heather ouviu explicações sobre a cidade. Surpreendeu-se com a ausência de outdoors _retirados por conta da Lei Cidade Limpa. Também experimentou iguarias locais, como guaraná (que destestou; "é doce demais!") e jaboticaba (que foi aprovada com um "saboroso!"). Ainda sobre coisas do Brasil, comentou que não se adaptou às Havaianas. "Elas são frouxas, ficaram saindo do meu pé."  

Antes de vir ao país, Heather se deparou com um informativo turístico que dizia que, em São Paulo, os visitantes correm sério risco de serem roubados. E, quando saem da cidade, podem contrair febre amarela (!). Ela deu muitas risadas e disse que não olharia mais esse tipo de texto.

Ao fim do passeio, Heather comentou que o momento tinha sido o mais proveitoso da viagem _que também marcou sua primeira vinda à América o Sul. "As pessoas daqui são muito amáveis", disse.

Confiram fotos do passeio   =)

Heather fotografa Madalena Leles, 28, que posa com bola do Flickr

Guto Magalhães, 20, fotografa Heather experimentando coco, no Copan

Heather observa vitrine na rua Conselheiro Crispiniano

Diz a lenda que ao tocar no dedo da estátua que fica próxima ao Teatro Municipal, você tem fortuna garantida; Heather não perdeu a chance de tentar

Heather caminha com os usuários do Flickr em direção ao Vale do Anhangabaú

Na volta, fotografa um vendedor de coco

Íris Silva, 28, e Guto Magalhãoes, na van

Fotografando bananas com uma Polaroid SX-70

Faz cara de espanto ao ver carambolas e pitayas

Marcelo Elidio, 18, Heahter, Bruna Sier, 17, e Arthur Soares, 21, esperam a revelação de uma foto tirada com a Polaroid

Melancias ganham clique da Polaroid inseparável de Heather 

* Eli K Hayasaka também participou do passeio, mas não saiu nas fotos acima

Escrito por Daniela Arrais às 15h33

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Flagra do diretor da Campus Party de mau-humor

Solidão (IV)



É madrugada. A maioria dos campuseiros ainda está acordada na Arena, música eletrônica sai dos alto-falantes. Marcelo Branco navega na internet e é abordado por uma pessoa.

– Oi.

O diretor da Campus Party faz que não ouve, não esboça reação. Pensando não ter sido ouvida, ela senta ao seu lado e insiste:

– Oi, desculpa te incomodar, eu...

– Quando eu terminar de ler meus e-mails, a gente pode conversar – interrompe o carrancudo cabeludo, em tom áspero e indignado, sem tirar os olhos do monitor.

– Ah. Tá – levanta-se e afasta-se.

Marcelo lê rápido. Segundos depois, ele olha ao seu redor: sua solidão e mau humor contrasta com a animação dos campuseiros e a empolgação de Gilberto Gil, sufocado por jornalistas.

Isolado, o diretor volta sua vista para o Firefox.

Por Emerson Kimura

Escrito por Camila Rodrigues às 11h29

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Relatos da primeira madrugada no Campus Party

Solidão (III)

Um dos acessos para o andar das barracas é uma sinuosa rampa. Ao terminar a subida, o campuseiro se depara com uma mesa e duas recepcionistas.

A morena, com corpo sinuoso, rosto atraente e lábios tentadores, chama a atenção de qualquer homem – e isso é o que não falta na Campus Party. "Se quiser alguém para conversar até às 6h da manhã, estou aqui", avisa.

Ela passa a maior parte da madrugada sem ser abordada, com cara de tédio – mesmo sendo, como me disseram, "daquelas com que, se você for pela aparência, casa".
Vai ver é por isso.

Por Emerson Kimura

Escrito por Camila Rodrigues às 11h25

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Relatos da primeira madrugada no Campus Party

Solidão (II)

Terça-feira, 3h, horário de Brasília. Matheus Bolivar está em Salt Lake City, EUA. Seu destino é incerto.
"É uma área com poucos membros, mesmo.

Mas outras pessoas devem chegar", diz, depois de tirar os fones de ouvido e parar seu avião no aeroporto da capital de Utah. Ele faz parte da IVAO (International Virtual Aviation Organization) e espera que outros integrantes da organização apareçam para ocupar algumas das tantas cadeiras vazias em sua volta.

Vejo um rapaz sentado ali perto – é o único, além de Matheus, na área Simulação.
"Ah, não. Só estou aqui porque o ar-condicionado é melhor. Sou de Desenvolvimento."

Por Emerson Kimura

Escrito por Camila Rodrigues às 11h24

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Relatos da primeira madrugada no Campus Party

Solidão (I)

O telecentro em São Sebastião da Boa Vista, na longínqua ilha de Marajó, onde trabalha Cristina Lopes, usa software livre. Por isso, o Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) deu-lhe um convite – uma bela oportunidade para ela aprender mais sobre o assunto. Foi sua primeira viagem de avião.

O que mais a preocupava na primeira madrugada era arranjar uma companheira de barraca. "Se alguém sem lugar pedir, sou obrigada a dividir", diz, enquanto me mostra quatro pés que saem de uma tenda. "Eles são do Pará também."

Antes de dormir, lamenta: "Convidei um monte de meninas, mas elas já estão todas arrumadas."

Por Emerson Kimura

Escrito por Camila Rodrigues às 11h12

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O que fazer na área aberta da Campus Party

Espaço Expo e Lazer

Dois destaques na área aberta a qualquer visitante da Campus Party.

ESPORTES BOÊMIOS

Não se anime muito com o visual de bar – nenhuma bebida é servida. Lá, você pode jogar pebolim, sinuca, dominó, xadrez, dardos, baralho, damas, varetas ou futebol de botão. No caso deste, um jogador federado fica ali a ensinar regras e macetes para os novatos.

MINISTÉRIO DA DEFESA

Maquetes detalhadas são os destaques da Marinha. A Aeronáutica exibe modelos de jatos, um Flight Simulator modificado, com controles especiais, e um joguinho desenvolvido por engenheiros do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica): Tanks, que pode ser baixado em http://megadevx.phpbb.net.

O game tem código aberto e qualquer um pode modificá-lo, mas um dos desenvolvedores me avisou: "Quem tentar mexer vai sofrer – o código está bem 'sujo', programamos muito na base de tentativa e erro."

O maior espaço é ocupado pelo Exército, que também possui uma versão de Flight Simulator. O que chama mais a atenção é o simulador de blindados. Quando visitei o estande, oficiais jogavam em computadores diferentes, mas todos estavam dentro do mesmo tanque, cada um cumprindo uma função diferente, tal qual em um veículo real.
Também há softwares de simulação de combate, sobre os quais o tenente-coronel Rommel não poupa palavras – sua explanação pode levar horas. Prato cheio para quem tem interesse por planejamento de Estado-Maior, simulação de risco, estratégias de batalhas e funcionamento de radares. Todos os programas exibidos pelo Exército são utilizados no treinamento de oficiais ou mesmo em situações reais.

4LINUX

A empresa de consultoria em software livre 4Linux apresenta o projeto educacional para jovens Hackerteen e promove uma gincana com um touro mecânico. O desafiante que conseguir ficar 15 segundos sobre o bicho concorre a prêmios.

MICROSOFT


Ao lado da 4Linux, a Microsoft apresenta os serviços Live. O interesse da galera é pouco, mas eles servem o café mais elogiado da Campus Party. Como é de graça, vale a visita. E é um prazer conversar com as meninas que ficam ali, principalmente após falar com tantos caras das Forças Armadas.

Por fim, é possível conhecer mais sobre o programa de inclusão digital Acessa São Paulo, do governo do estado, cujo estande tem vários PCs com acesso à internet para uso livre, o que ocorre também nos espaços da Telefônica, da Locaweb, da Intel e da CCE Info.

Por Emerson Kimura

Escrito por Camila Rodrigues às 10h48

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Spore para depois

Data oficial

Sabe qual a data oficial de lançamento de Spore?

7 de setembro. A pergunta que fica no ar: será que agora vai?

Escrito por Gustavo Villas Boas às 20h20

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Moda nerd

Geek fashion

Na Campus Party tem gente vestida de todo jeito. Dos mais desleixados aos mais sofisticados, passando pelos que preferem uma camiseta básica _se tiver uma referência ao mundo da tecnologia, melhor ainda. Confiram uns cliques que fiz na tarde de ontem no parque Ibirapuera.

Marina Santa Helena e Mirian Bottan, que blogam no Chiqueiro Chique e no Substantivo Volátil, respectivamente. Em dezembro, elas estrelaram um calendário no Playboy.

Rita Kohl, 23, estudante de letras

Bruno Divetta, 26, designer e autor de uma espécie de "currículo virtual" engraçado que fez sucesso em redes sociais, como o Twitter

Lalai Santos, publicitária, mantém o Lalai Loaded

Biti Averbach, editora de moda, faz o Moda Sem Frescura

Diego Ramalho, 21, estudante de computação

Emilia Aratanha, 20, estudante de história, usa calça com circuitos que brilham no escuro 

Helena Nacinovic, jornalista, mostra o Campus Party em seu Flickr

Daniella Valentin, 28, que mexe com tecnologia

Escrito por Daniela Arrais às 16h48

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Quadrinho sobre laptop popular

Para as massas

Uma brincadeira do Geek Culture sobre como uma comunidade em desenvolvimento receberia a tecnologia. 

Escrito por Daniela Arrais às 16h34

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90 mil apóiam campanha "Salve XP"

Agora não...

Parece que muitos usuários de Windows ainda não está querendo instalar o Vista.

Amanhã fará um mês que começou a campanha "Save XP", da revista "Infoworld", e o movimento já conseguiu mais de 90 mil assinaturas. Até março, os organizadores esperam alcançar a marca de 150 mil apoiadores.

Escrito por Camila Rodrigues às 12h10

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Festa à fantasia hoje, na área de software livre

E vai rolar a festa

A blogueira Lucia Freitas, do Ladybug Brasil, disse na lista Radinho que hoje, à partir das 24h, vai rolar a festa no Campus Party na área de Software Livre, "embalada por música livre".

Escrito por Camila Rodrigues às 11h58

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Conversa sobre o Flickr

Papo com Heather, do Flickr



O estande do Flickr é um dos mais visitados na Campus Party. Hoje no meio da tarde, a webdesigner canadense Heather Powazek Champ, o "rosto" do Flickr, bateu um papo com blogueiros e quem mais chegou ao local, decorado com as cores características da marca _azul e rosa. Apaixonada por fotografia, Heather atua como gestora de comunidades no Flickr. Faz parte do seu trabalho passar horas e horas navegando por perfis, grupos e geotags.

Entre os assuntos do papo descontrído, ela falou sobre copyright. "É o assunto que gera mais malentendidos na internet", disse. No Flickr, usuários podem postar suas fotos sob licença do Creative Commons. "É uma maneira de entender seus direitos. Mas se alguém quer muito copiar uma foto, vai fazer qualquer coisas _um print screen da tela_, e não só no Flickr."

Os usuários brasileiros parecem se preocupar mais com questões de privacidade, segundo Heather. "Nos Estados Unidos, esse conceito não é tão delimitado", falou. Ela não soube dizer quantos brasileiros fazem parte da comunidade, mas disse que os EUA têm 48% de participação, contra 52% do resto do mundo.

No entanto, um comportamento de alguns usuários do país chamaram sua atenção _no aspecto negativo, vale ressaltar: "Muitas pessoas comercializam produtos, como jóias, no Flickr, que não foi feito para isso".

Apaixonada por fotografia, Heather tem uma coleção enorme de câmeras, que inclui Leica, Lomo, Cybershot... Até tira uma foto ou outra pelo iPhone que está sempre no seu colo, mas gosta mesmo é de fotografar com uma Polaroid SX-70, fabricada em meados dos anos 70. Chega a gastar cinco rolos de filme em um único fim de semana! Ela escaneia as fotos e faz upload no Flickr. Muito trabalho? Não para ela: "Estou tentanto manter os filmes vivos!", diverte-se.

Ela contou, também, que está fazendo um projeto, o "Polaroid 366", que consiste em fotografar com a máquina uma imagem por dia. Do Brasil, onde chegou ontem, Heather escolheu as nuvens para registrar. "Em São Franscisco existe muita neblina, estou impressionada com o céu de vocês", disse.

Entre seus fotógrafos favoritos no Flickr, Heather destacou Kevin Meredith, que posta no endereço http://flickr.com/people/lomokev/

Escrito por Daniela Arrais às 19h35

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Participante desmaia na CP

Tumulto

Um participante da CP desmaiou no estande de Games agora há pouco. Segundo outros participantes, ele visitava a área e estava fazendo fotos quando caiu de cabeça no chão. Ele foi atendido por bombeiros e por uma médica e encaminhado para fora do prédio da Bienal.

Atualização (em 13/2, às 15h30): Segundo a assessoria de imprensa da Campus Party, feita pela Anexo Comunicação, o participante é epilético e teve uma crise na noite de ontem. Ele foi encaminhado ao ambulatório do evento e, em seguida, seus pais foram chamados. A assessora não soube dizer se o jovem continua no evento.

 

Escrito por Daniela Arrais às 19h08

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Orgulho nerd

Dúvida


"Pra que serve um nerd?" A pergunta, estampada em camisetas usadas na Campus Party, faz parte de uma ação do Jornal de Debates (http://www.jornaldedebates.ig.com.br/index.aspx), site de jornalismo colaborativo. A cada dia de evento, a equipe do site usa camisetas em cores diferentes com questionamentos diversos. O de hoje é o que abre esse post.

"Tem gente que diz que nerds não servem para nada, outros dizem que são eles quem vão revolucionar o mundo", diz Vanessa Decicino, 21, que faz parte da equipe do Jornal de Debates. Durante todo o dia, eles estão filmando partipantes e visitantes para perguntar qual é a utilidade desses seres que aparecem em sobra por aqui. O vídeo deve ir ao ar hoje ou amanhã.

Escrito por Daniela Arrais às 18h38

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Direito digital na CP

Direitos

Ronaldo Lemos, do Creative Commons (http://www.creativecommons.org.br), falou no começo da tarde sobre direito digital. Acompanhei apenas o fim da palestra, já nas partes das perguntas dos participantes.

Entre as dúvidas, Lemos explicou o que acontece se um usuário que tem um site em inglês, hospedado em um domínio estrangeiro, mas tem um provedor brasileiro. Segundo ele, o direito internacional privado estabelece que a questão é de competência do tribunal que consegue executar a ação na prática.
Um participante perguntou o que acontece quando uma foto ou um texto que está sob licença do Creative Commons é usado de forma descontextualizada. Lemos explicou que o usuário tem proteção por lei _é o direito moral do autor.

"O Creative Commons cria uma linguagem global, de baixo para cima, pela qual autores de todo o mundo podem conversar juridicamente, sem precisar de advogados", falou Lemos ao fim de sua apresentação.

Escrito por Daniela Arrais às 18h30

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Dicas sobre blogs

Encontre seu nicho

Juliano Spyer, autor do livro "Conectado" (http://www.naozero.com.br), fala, neste momento, no Campus Blog. Segundo ele, o ato de blogar não depende de talento, mas sim de duas coisas básicas: saber usar a internet e ter acesso a ela. Claro que gostar de ler e ter uma boa redação são fatores que ajudam, mas o fundamental é que encontrar um assunto que motivo você a escrever freqüentemente. "Não é preciso talento para escrever sobre o que comove você", disse.

Para ele, blog é uma ferramenta de auto-conhecimento. Por conta disso, a primeira coisa que você deve se perguntar antes de criar um blog é: sobre o que quero falar? A dica de Spyer é encontrar um assunto que motive você _podem ser cachorros, carros de Fórmula 1; o importante é que o assunto seja aquele que empolgue você. Tendo isso em mente, tempo e inspiração deixam de ser uma desculpa para não escrever.

E quais os motivos que levam uma pessoa a blogar? Cada um tem o seu. Pode ser por dinheiro, por vontade de ficar conhecido em determinado meio. Mas, segundo Spyer, o que une essa categoria de gente em constante expansão é a vontade de conversar. Ao ter uma idéia e organizá-la, o blogueiro também contribui para seu auto-conhecimento. Os atos de observar e ser observado caminham juntos.

Para Spyer, os blogs terão, em dez anos, a mesma importância dos e-mails: todo mundo tem e usa o tempo todo para se comunicar. "Vai ser um cartão de visitas", disse.

Entre as dicas de Spyer para quem se aventurar no mundo dos blogs, estão:

* Aperfeiçoar o texto
* Encontrar uma voz pessoal
* Cultivar interlocutores em comentários e em outros blogs
* Fazer posts constantemente
* Ter foco
* Escolher um nome para o blog
* Sempre colocar informações sobre do que trata o blog e como o leitor pode achar o autor

Escrito por Daniela Arrais às 18h13

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Contra o cartão do governo

Protesto geek

Na abertura da Campus Party, de ontem para hoje, o ministro Gil foi alvo de um protesto bem humorado dos geeks, que levantaram seus notebooks para dizer: "Paga meu Visa também", em alusão ao escândalo dos cartões corporativos do governo Lula.

A foto é de Fernando Meyer.

Escrito por Daniela Arrais às 12h36

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Onde comer na CP

Refeições

Não comprou o pacote de refeições da Campus Party? Já enjoou das comidas oferecidas no pavilhão da Bienal? Cansou de pagar R$ 7 por uma bola de sorvete da Häagen-Dasz? Então confira o kit de sobrevivência feito pelo comunicador Paulo Markun, do Jornal de Debates. Ele usou um mapa no Google Maps para fazer indicações de padarias, bares e lanchonetes que ficam próximos ao parque Ibirapuera.

Escrito por Daniela Arrais às 12h18

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Vejam Gil no Campus Party

Já ta no YouTube

Claro. Aqui, vocês tem mais opções. Abaixo, um vídeo legal do ministro Gilberto Geek.

perdão pelo trocadilho

Escrito por Gustavo Villas Boas às 10h26

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Crysis em qualidade total

EU JOGUEI

Na ala de games da Campus Party, alguns expositores demonstravam máquinas da Nvidia. Falando assim, fica meio sisudo; na verdade, eram garotos jogando Call of Duty 4 e conversando com quem passava. Tinha dois gabinetes que somados os tamanhos davam umas seis máquinas comuns.

Eles viram meu olhar de interesse, perguntaram se eu queria jogar. Claro. Só que põe aí o jogo com os melhores gráficos que você tem ai. Puseram Crysis.

Entrei sorrateiramente nas configurações e coloquei todas, todinhas as opções (sombras, física, textura etc. e tal) na melhor qualidade possível. Fui para o pau. O jogo é incrível, quase tudo aquilo que falam. As árvores tinham casca, as moitas tinham folhas e o chão tinha pedras, pedrinhas e areia.

Só achei que seria ainda um pouquinho melhor a luz que passa entre as plantas e a água.

A maquininhinha tinha 4 Gbytes, duas placas de vídeo e dois núcleos de processamento.

Escrito por Gustavo Villas Boas às 10h21

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Robô Quasi quase não fala português

"Micu"

O robô Quasi foi "quase" um mico.

Ele é bonitinho, mas não impressiona. E, para piorar, não programaram a geringonça para se apresentar falando português...

Tudo bem que, como bom consumidores de tecnologia, a maioria o entendeu, mas ouviu-se reclamações na multidão.

Somente os números da contagem regressiva foram em português, com um sotaque gringo que foi, no mínimo, engraçado.

Escrito por Camila Rodrigues às 02h08

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Campus Party parece uma festa diferente

Bandalargar

Fiquei pouco mais de quatro horas na Campus Party e ainda estou intrigada. A "festa" é curiosa.

Pessoas de estilos bem variados jogando, conversando pelo MSN, postando fotos e vídeos freneticamente e, em sua maioria, profundamente concentradas em notebooks e desktops com carcaças estilosas (os cases mode).

Muito concentradas. As conversas são raras. A interação física é mínima.

Por algum momento, tive a sensação de que todo mundo saiu da solidão digital de seus quartos para conviver em uma solidão coletiva nas bancadas da Bienal—mas baixando arquivos de 19 Mbytes em menos de 10 segundos, segundo testemunho do blogueiro Luis Yassuda.

Sim, elas estão conectadas a uma banda larga de 5 Gbps...

Talvez minha percepção mude nas próximas visitas ao Campus.
 
*título do post faz alusão à frase de ministro da Cultura, que disse que é preciso "bandalargar o Brasil".

Escrito por Camila Rodrigues às 01h54

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Hino Nacional toca, mas ninguém canta

Pátria amada quem?

Antes de todos os discursos da abertura da Campus Party, apagam-se os monitores e as luzes baixam.

No telão ao fundo do palco, um clipe bem no clima "Brasil, um país de todos" toca o Hino Nacional em diversos ritmos nacionais: samba, chorinho, baião.

O prefeito Gilberto Kassab não se move. Gilberto Gil bate palmas e canta junto; só ele e Marcelo Branco, diretor do evento, que tenta agitar o público, indiferente. Ele insiste, chama a galera, canta alto, brada os braços e nada.

Todos queriam tirar fotos e filmar aquele momento para, dali alguns segundos, postar na web.

Escrito por Camila Rodrigues às 01h39

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Campus Party: Software livre por todos os poros

Linux is everywhere

Um rapaz com uma fantasia de pingüim, o sistema operacional Ubuntu instalado nos computadores da sala de imprensa e micros do telecentro da prefeitura com seu Linux feioso —sim, o software livre está em todos os lugares na Campus Party.

Nem no momento da abertura do evento, a ave glacial deixou de dar as caras: o coordenador de conteúdo da Campus Party, Sérgio Amadeu, exibia seu pequeno laptop Vaio com a parte externa cheia de adesivos de pingüim, de todas as cores e estilos. Havia também o símbolo laranja do Ubuntu.

O software livre também foi destaque do discurso de Gilberto Gil —que deu uma sacudida na apresentação monótona da ReacTable.

Gil disse que —sabe lá— até Hollywood está trabalhando seus efeitos especiais em software livre. Interessante saber...

Escrito por Camila Rodrigues às 01h28

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É agora!

Oficial

O robô Quasi abre oficialmente a Campus Party Brasil. Tem batucada, gritos u-hu e gente batendo palmas. "Tem samba de paulista, de gaúcho, de brasileiro", fala alguém da organização.

Escrito por Daniela Arrais às 23h56

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Expressas gilbertianas

Fala, ministro

Enquanto o ministro Gil falava, quatro participantes ergueram seus notebooks com a mensagem "Paga meu Visa também".

Ele fala em empreendedorismo privado, em investimentos de companhias, mas ressalta a colaboração do cidadão e o papel do Estado. "Ali, onde o mercado não chega.

O ministro elogia projetos de inclusão digital, desde a cidade de São Paulo até Salvador.

Fala também da importância do software livre. Diz que diretores de grandes estúdios de Hollywood, mentes pensantes, intelectuais que se dedicam à internet trabalham com software livre.

Fala também da contribuição social que as tecnologias abertas dão às comunidades ao redor do mundo, do Brasil à Índia, criando possibilidades novas de negócios, protagonismo, autonomia popular.

"Internet livre, sim senhor", diz Gil, ressaltando que a regulação da internet é um mecanismo necessário. E ela tem que ser aberta, democrática e plural e tem que existir.

Em nome da cultura livre, Gil diz que é preciso politizar as novas tecnologias. "Significa isso que nós estamos fazendo aqui. Abertamente discutindo, mostrando nossas idéias, fazendo críticas, dizendo o que queremos dessas novas tecnologias", diz.

Façam disso aqui a continuação no nosso grande Carnaval brasileiro. Parabéns à primeira Campus Party Brasil, de muitas que virão", despede-se Gil.

Escrito por Daniela Arrais às 23h47

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Breve mensagem do prefeito

SP

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, parabeniza a organização do Campus Party e fala para todos pensarem na segunda edição, no ano que vem. É aplaudido sem muito entusiasmo.

Escrito por Daniela Arrais às 23h41

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Veja a Campus Party ao vivo

Direto

Quer ver o que está rolando aqui na Campus Party? Acompanhe o canal do evento na Ustream.tv --- http://www.ustream.tv/channel/campus-party

Escrito por Daniela Arrais às 23h38

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Tem show na Campus Party

Show

O ministro Gilberto Gil faz beatbox, sampleia "Mangueira teu cenário é uma beleza" com "Eu vou mostrar a você como se dança o baião", em meio a gritos, ruídos, barulhos em geral. Ele "interage" com a Reactable, que permite fazer música eletrônica por meio de uma interface multitouch. Funciona com vários sintetizadores ao mesmo tempo.

Agora, a escola de samba Nenê de Vila Matilde sobe ao palco.Tem até passista dançando ao lado do minsitro! Uma mistura de música eletrônica e batucada de samba para animar participantes, visitantes e quem mais aparecer no pavilhão da Bienal, no parque Ibirapuera.

A organização da Campus Party pediu que os participantes desligassem seus monitores. À meia-noite, o evento será aberto oficialmente.

Escrito por Daniela Arrais às 23h35

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Abertura oficial da Campus Party

Poder

Agora toca o hino nacional. Há pouco, chegou o ministro da Cultura Gilberto Gil para fazer a abertura oficial do evento. Desde a entrada, subiu cercado por jornalistas e participantes --ele é uma estrela para a comunidade do software livre, o maior gritode euforia quando foi anunciada.

Já a recepção ao prefeito de São Paulo Gilberto Kassab não foi das mais animadoras. Quando seu nome foi anunciado no microfone, sobrou até vaia de um pequeno grupo.

Agora o ministro brinca com a Reactable --mesa interativa para fazer música. Depois vem a foto.

Escrito por Gustavo Villas Boas às 23h20

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Campus Party começa hoje

Festança

Começa hoje a Campus Party Brasil, evento que pretende reunir 3 mil pessoas no parque Ibirapuera, em São Paulo. Os participantes ficarão conectados a uma velocidade de 5 gigabits por segundo _não há conexão semelhante no Brasil. Para dar conta da maratona, que inclui palestras, oficinas, demonstração de produtos, entre outras atividades, os nerds e geeks vão acampar local.

É a primeira vez que o evento tecnológico ocorre fora da Espanha. Até domingo, os participantes vão discutir astronomia, robótica, software livre, games, simulação, modelagem de computadores, música e blogs. Veja a programação completa no site do evento.

No Blogblogs dá para acompanhar em streaming o que está sendo escrito na blogosfera. Quer ver? Clique aqui. O site do evento disponibiliza a Campus TV, onde dá para acompanhar o palco principal e algumas bancadas.

A equipe do caderno Informática estará na Campus Party durante toda a semana. Confira na nossa edição, na quarta-feira, a cobertura do início do evento. Aqui no blog vocês vão ver novidades, curiosidades, entrevistas e o que mais a gente encontrar por lá. Esperamos sua visita!

* A foto é da desenvolvedora web Simone Villas Boas

Atualização: Quer ver o making of da Campus Party? A equipe do site Remixando preparou um vídeo:

 

Escrito por Daniela Arrais às 16h30

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Número de funcionários do Google

Milhões

O Google tinha, em dezembro, 16.805 funcionários. Quer ver esse número em bonequinhos? O pessoal do Blogscope mostra a ilustração.

Escrito por Daniela Arrais às 16h22

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Vídeo para Obama

Campanha

Várias celebridades da cultura pop fazem parte mashup "Yes, We Can", em favor de Barack Obama, candidato à Presidência dos Estados Unidos. A criação de will.i.am, rapper do Black Eyed Peas, reúne artistas como Scarlett Johansson, Herbie Hancock, Kate Walsh, entre outros. A mistura de música e discurso cantada por Obama e pelos artistas é inspirada em um discurso de um sindicalista em greve de fome nos anos 70. Confira o vídeo:

 

Escrito por Daniela Arrais às 18h38

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Celular-conceito da Coco Chanel é de vidro

Chiquérrimo!

Empolgação a parte, o celular-conceito da Coco Chanel deixa no chinelo de palha os telefones da Prada, da Armani e de outras grifes.

 

 
A questão que me veio à cabeça é a resistência desse bonitinho... Ele parece riscar e, pior, quebrar com grande facilidade (a não ser que esteja dentro de uma Louis Vuitton acolchoada =D).
 
Ele foi criado pelo designer francês Fred de Garilhe, especialista em produtos e acessórios de luxo. Ele também criou um aparelho oval.
 
Para ver mais trabalhos do rapaz, visite a página dele no Coroflox, um site que reúne portfólios de arquitetos, desenhistas e outros profissionais criativos.

Escrito por Camila Rodrigues às 11h12

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Livro para celular é sucesso no Japão

Keitai shosetsu

Esse é o nome, no Japão, dos romances para celular (keitai= celular). Esse tipo de literatura já é tão influente no país que, dentre as dez obras de ficção mais vendidas no primeiro semestre de 2007, cinco começaram como ketai shosetsu, de acordo com o Nippan, distribuidor de livros em todo o país.

As publicações custam entre US$ 1,75 e US$ 3,75 e são produzidas por autores jovens, na faixa dos 20 anos, com frases curtas e simples e espaços em branco entre elas.

Uma das escritoras, Rin, tem 21 anos, disse ao jornal Japan Times que ela usa frases curtas, expressões menos complicadas e deixa espaços em branco intencionalmente, já que está pensando nas telas dos celulares e nos leitores.

"Se você é um estudante do ensino médio e não sente vontade de ler romances longos, minhas histórias podem ser um bom ponto de partida", disse ao jornal. Rin vendeu 400 mil exemplares on-line.

Entre as editoras que publicam esse tipo de livro estão a Goma Books, Starts, ShinchoshaKadokawa (os sites estão em japonês e os livros também).

Aos usuários de smartphone, uma dica (nada inédito, mas vale para quem não conhece): o site www.e-books.com tem mais de 100 mil obras que podem ser lidas na telinha de um portátil de mão (ainda não é compatível com celular).

Escrito por Camila Rodrigues às 20h50

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Do teclado para a sala de estar

Decoração

Já pensou em ver teclas de computador tranformadas em objeto de decoração para sua casa? A invenção é do designer Ross McBride. Os modelos custam 12 mil yens, cerca de US$ 112.

Escrito por Daniela Arrais às 20h30

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Burka tecnológica

Drible

A CharmingBurka promete acabar com os problemas das mulheres que precisam usar a tradicional burka. O protótipo vem com um kit que permite que as moças enviem uma foto pré-escolhida para celulares de pessoas próximas, via Bluetooth. De acordo com o idealizador do projeto, o aparato não viola as leis do Corão.

Confira o vídeo de apresentação da CharmingBurka durante a Seamless 2008.

 

 A dica é do Engadget.

Escrito por Daniela Arrais às 18h26

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Usuários do Orkut querem tirar Maomé da Wikipédia

Petição

Os problemas de conexão na internet na Índia e no Oriente Médio me levaram a terras pouquíssimo antes navegadas por mim. Fui até o Orkut "indiano", onde os usuários são milhões, assim como no Brasil. Queria saber como o problema era repercutido no site e aproveitar para melhorar meu hindi :), além de ver um pouco dos usos do Orkut por lá.

Deu para perceber uma coisa: existe um deserto mental lá como aqui. Jogos idênticos e criações de celebridades virtuais davam o tom dos lugares onde eu entrei --os mais populares, referentes a Índia, em idioma inglês. Eram coisas como "com que ator a pessoa acima se parece?",  "vamos eleger o mr. Orkut?"

Infelizmente, não achei nada sobre os problemas na internet. Provavelmente, quem sofria com a rede desconectada não pode entrar nos fóruns para reclamar, né? Isso foi antes do Carnaval.

Mas descobri uma coisa interessante: uma petição on-line para que retirem uma imagem do profeta Mohammed da Wikipédia. Comunidades da Índia, do Paquistão etc. colocavam o link do abaixo-assinado já no perfil.

Como sabem, a representação visual do profeta é vetada pela religião muçulmana. Pelo que eu vi nas intensas discussões na enciclopédia, ela não vai ser retirada. Mas tem um FAQ para quem se sentir ofendido conseguir bloquear a imagem no navegador.

A petição, que começou em dezembro e tinha a ambição de reunir 10 mil assinaturas já passou dos 100 mil.

Escrito por Gustavo Villas Boas às 16h29

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Leitores indicam os softs grátis que mais gostam

Feirão

Roberto Takata indicou o Gimp, o software de edição de imagens amado por quem gosta de código livre. "Um pouco pesado para abrir, mas é bastante funcional e flexível", disse ele. Para editar imagens, Manuel Antônio prefere, "sem sombra de dúvida", o Paint.net. E eu também. Acho que o Gimp é mais flexível, mas eu só uso o básico.

O Yuri recomenda a extensão para o Firefox WizzRSS --um agregador de RSS. Mais ninguém falou de extensões, apesar dos fãs de Firefox do blog, rerere, mas eu não concebo entrar na internet sem o StumbleUpon.

Daniel, de Jaguariúna, que deve trabalhar com computação, também se lembrou entusiasmado do Gimp, e recomendou  um pacote e tanto.

Começo pela softteca básica: o editor de texto AbiWord (eu gosto também, é leve e pequeno). Também sugeriu o Gnumeric --que eu nunca ouvi falar-- como uma opção gratuita ao Excel. Para descompactar arquivos, ele usa o IceOws (site em português).

Paras as mensagens instantâneas, ele gosta do Pigdin, que suporta as redes de mensageiros mais comuns, como o MSN e o Yahoo!. E Daniel ouve músicas com o WinAmp --que eu acho feio, muito feio, horroroso.

Ele também usa o SciLab, que, de acordo com a Wikipédia, é "um software científico para computação numérica semelhante ao Matlab que fornece um poderoso ambiente computacional aberto para aplicações científicas." Sabe quanto custa a versão comercial do Matlab no site, para o Brasil? US$ 1.900.

Para programar, ele usa o Eclipse e um editor de código chamado PSpad. Ele também indica o html Kit  para edição de XHTML.

É isso. E ninguém apontou nenhum jogo grátis!

Escrito por Gustavo Villas Boas às 14h08

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Ganhe convites para o Seesmic

'Twitter de vídeos'

Quer testar o Seesmic, uma rede social em que os usuários conversam por meio de vídeos? Os cem primeiros leitores que pedirem aqui no blog ganharão convite para testar a rede, que é assunto de reportagem no caderno Informática de hoje.

Escrito por Daniela Arrais às 02h35

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MySpace abre plataforma

Contribuição

O MySpace entrou hoje em "uma nova fase de inovação e criatividade" ao abrir sua plataforma para desenvolvedores externos. O MySpace Developer Platform permite que desenvolvedores de fora construam, testem e lancem aplicativos e ferramentas que os usuários poderão colocar em seus perfis. Pode ser um jogo, uma ferramenta de bate-papo ou uma que permita compartilhar fotos, por exemplo. 

Os desenvolvedores terão um mês para criar novas aplicações. Só em março, depois de classificadas como seguras em fóruns do MySpace Developer Plataform, é que elas poderão ser oferecidas a todos os usuários da rede social. Quem quiser criar aplicativos _em JavaScript, HTML e ActionScript (para aplicações em Flash)_ terá acesso às informações públicas dos perfis dos usuários, como lista de amigos, lugar de origem e interesses.

Outra novidade é que as aplicações podem render dinheiro a seus criadores. Até que o serviço esteja estabilizado, nada é muito certo, mas propagandas colocadas próximas as widgets podem render alguns dólares para os desenvolvedores.

O MySpace já permitia que usários usassem outros aplicativos dentro dele, como o YouTube. Mas com a iniciativa de abrir a plataforma parece tentar brecar os avanços de outras redes, como o Facebook, onde, desde maio, os usuários podem criar aplicações. 

Em entrevista ao New York Times, o CEO do MySpace, Amit Kapur, disse que a iniciativa pode ser uma forma de diferenciar a rede social de outras na internet. Quando ao pioneirismo do Facebook ao abrir sua plataforma, Kapur afirmou: "Eles estão fazendo um ótimo trabalho no Facebook. Eles têm, realmente, um bom conjunto de ferramentas e uma oferta interessante. Mas nós temos o legado em fazer isso. Fomos a primeira rede social a realmente se abrir para desenvolvedores, e eu vejo isso [o anúncio de hoje] como uma extensão natural daquilo. Isso é realmente só o começo."

Escrito por Daniela Arrais às 23h12

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Carnaval no Second Life

Batucada

Tem Carnaval no Second Life aí, gente! Hoje, às 20h, o Centro Cultural Bradesco faz um concurso de fantasias. Ganha quem apresentar os melhores modelos nas categorias humor, luxo e originalidade. Quer ver? Acesse aqui. Se quiser dar uma conferida no Carnaval do Rio de Janeiro, entre na cidade virtual e confira desfiles de blocos. Também dá para conhecer a réplicas do Sambódromo da Marquês de Sapucaí. A partir das 19h, um baile de máscaras anima os avatares. Para conferir, clique aqui.

Escrito por Daniela Arrais às 18h19

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Usuário mostra computador de 1988

Relíquia

O usuário do Flickr dansays comprou um Apple IIc de 1988 no eBay. O computador estava na caixa, lacrado. E dansays resolveu mostrar ao mundo todas as etapas do produto "vindo ao mundo". Confira as fotos aqui, aqui e aqui.

Escrito por Daniela Arrais às 16h30

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Prostesto marcado via Facebook

Contra as Farc

Daqui a pouco, às 15h, os brasileiros se juntam a uma grande marcha pela paz articulada por meio da rede social Facebook. A marcha sairá da frente do Masp, na avenida Paulista. A comunidade "Un Millon de Voces Contra Las Farc" (um milhão de vozes contra as Farc - Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), criada em 4 de janeiro, surgiu como uma iniciativa de colombianos que resolveram falar em nome de todos que estão cansados da crueldade dos seqüestros feitos pela guerrilha no país. Eles querem reunir um milhão de pessoas contra as Farc, exigindo a libertação dos reféns. Hoje, a comunidade conta com 263.971 membros.

Para o protesto de logo mais, a expectativa dos organizadores é reunir milhões de pessoas em 131 cidades de todo o mundo. "Não é uma marcha política, não tem associação com entidades, é uma iniciativa de cidadãos que não querem mais ficar de braços cruzados enquanto os terroristas seguem com seus crimes e ninguém fala nada. Vão ser um milhão de vozes de pessoas que não querem mais luta armada na Colômbia", afirma Andrea Novoa, coordenadora do "No Más Farc" em São Paulo.

Escrito por Daniela Arrais às 14h19

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Samsung faz demonstração de TV no celular

Telão na telinha

 

Estou dando uma olhadinha no telefone que a Samsung vem usando para demonstrar a portabilidade da TV digital. Trata-se do modelo V805, que é comercializado no Japão (foto Filipe Redondo/Folha imagem).

Ainda neste trimestre, a empresa pretende lançar no Brasil um celular capaz de captar diretamente o sinal da TV digital, mas diz ainda não ter definido o modelo. O aparelho deverá custar de R$ 1.500 a R$ 2.000.

De qualquer maneira, você vai ter de ser muito, mas muito televiseiro para enfrentar as imagens do telão na telinha do celular.

O aparelho que examinei tem um display de apenas 5,5 centímetros (na diagonal). Você pode assistir à programação com o celular deitado, o que é bem melhor.

De modo geral, a imagem é boa, com as cores bem definidas. Claro que fica melhor quando a cena é bem simples, e o foco está direto em uma figura (o apresentador de um programa ou o carão de um entrevistado).

Quando há movimento ou mais de uma pessoa em ação, tudo fica meio confuso.

Vi partes de filmes, desenhos animados, videoclipes e programas de auditório.

Duvido que alguém consiga assistir a um programa inteiro, mas talvez seja só uma questão de costume. E provavelmente é melhor do que não ver, ainda mais se for um jogo do seu time do coração e você não tiver acesso imediato a uma TV de verdade.

Em contrapartida, o som teve um desempenho piorzinho.

Mantido no volume mais alto, com o som direto do celular, variou muito, o que pode ter a ver com o sinal mandado pela emissora, mas confesso que não consegui descobrir um padrão (tal emissora tem som melhor ou tal programa é mais claro...). Com os fones de ouvido, é melhor.

Os controles são bem chatinhos. A troca de canal é pelos botõezinhos de para frente e para trás, e daí você tem de passar de um em um. Também dá para ir diretamente para o canal desejado batucando o número da emissora no tecladinho deslisante do aparelho.

A captação do sinal varia. Às vezes, basta trocar de lugar na sala para fazer diferença. Mas, uma vez capturado, o canal fica firme e forte.

O pior de tudo é o gasto de bateria (e o tempo para recarga...). Deixei a carga completa e fiquei vendo TV direto; em menos de uma hora, o marcador já estava em apenas uma pilhazinha...

De novo: o aparelho testado não necessariamente é o que chegará ao mercado. Pelo que vi, tomara que não seja, para que a experiência de assistir à TV no celular seja mais recompensadora do que simplesmente o experimentar de algo novo.

Escrito por Rodolfo Lucena às 18h00

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Crescem os gigantes de telefonia e internet

Oligopólio

Mais uma tentativa de a Microsoft entrar no mercado de internet com força. Sim, porque até agora seu único produto on-line expressivo é o MSN Messenger.

Sua busca oferece resultados insatisfatórios (a do Yahoo! é bem melhor), sua rede social chegou tarde demais, o Hotmail não é o webmail mais prático e o portal MSN, ao menos para os brasileiros, não tem um conteúdo que valha comentários. Ah! Sem contar a suíte de aplicativos on-line, que não tem sido comentada.

Comprar o Yahoo! é, portanto, uma jogada de mestre para quem está tentando participar com vigor do mercado de internet —e torna a internet "vítima" de um duopólio (alguém enxerga mais alguém além do Google?).

Essa proposta me lembrou outra fusão: a da Oi com a Brasil Telecom, na telefonia brasileira. Considerando as informações dos sites das empresas, juntas, elas teriam 22,7 milhões usuários de telefonia fixa e 2,7 milhões de clientes em banda larga (sem contar os 14,9 milhões de celulares da Oi).

Isso representa 17% dos clientes de banda larga (levando em conta a pesquisa da Nielsen/NetRatings, de 15,4 milhões) e mais de 55% do total de assinantes de telefonia fixa. É por cento para caramba para uma empresa só, né?

A Telefônica fica com 27% das linhas fixas, com 14,1 milhões de clientes. Segundo meus cálculos, sobram cerca de 30% para a concorrência.

Sem contar os celulares. Se o governo autorizar a fusão da BrT e da Oi (como tudo indica), provavelmente vai deixar acontecer a possível união de Vivo e Tim —o estrago vai ser grande. 

A não ser que nasçam novas operadoras, o usuário poderá escolher somente entre Claro, Vivo-Tim e Oi (em algumas regiões, só haverá duas opções).

Escrito por Camila Rodrigues às 13h33

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Microsoft faz proposta pelo Yahoo!

Mega-Fusão

A Microsoft já tinha piscado o olhinho, pego na mão, chamado para ir no cinema. A paquera foi em reação à aquisição da DoubleClick pelo Google.

Agora, depois que o Yahoo! anunciou que vai demitir 1, 2, 3, 1.000 funcionários (7% do seu quadro), a empresa de Redmont fez nova proposta pelo portal do buscador. Em comunicado, a Microsoft diz que ofereceu cerca de US$ 44,6 bilhões pelo Y!.

Fica a pergunta: qual vai ser a reação do Google?

Escrito por Gustavo Villas Boas às 12h30

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Internet fez parte da pesquisa do livro "1808"

A Corte na Wiki e no podcast

Para escrever o livro "1808", o jornalista Laurentino Gomes também utilizou a internet. Ele conta na introdução que usou a Wikipedia, o serviço de audiolivros www.audible.com, que tem mais de 300 mil títulos e alguns podcasts do iTunes.

Gomes fez ressalvas de que o conteúdo da Wikipedia não é totalmente seguro mas que "não pode ser mais desprezado".

Disse ainda que as melhores informações sobre Napoleão Bonaparte ele encontrou no "The Podcast Network", do iTunes —no entanto, diz ter checado todas elas em livros, posteriormente.

É interessante —e bom, no meu ponto de vista— saber que uma obra que levou dez anos para ser escrita ajuda a legitimar a rede mundial como fonte de contéudo —ainda que menos confiável que as fontes impressas.

Se conhecerem algum livro cujo autor utilizou audiobooks e podcasts como fonte de pesquisa, conte-nos.

Escrito por Camila Rodrigues às 11h33

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